|
A - I n f o s
|
|
a multi-lingual news service by, for, and about anarchists
**
News in all languages
Last 30 posts (Homepage)
Last two
weeks' posts
Our
archives of old posts
The last 100 posts, according
to language
Greek_
中文 Chinese_
Castellano_
Catalan_
Deutsch_
Nederlands_
English_
Francais_
Italiano_
Polski_
Português_
Russkyi_
Suomi_
Svenska_
Türkurkish_
The.Supplement
The First Few Lines of The Last 10 posts in:
Castellano_
Deutsch_
Nederlands_
English_
Français_
Italiano_
Polski_
Português_
Russkyi_
Suomi_
Svenska_
Türkçe_
First few lines of all posts of last 24 hours
Links to indexes of first few lines of all posts
of past 30 days |
of 2002 |
of 2003 |
of 2004 |
of 2005 |
of 2006 |
of 2007 |
of 2008 |
of 2009 |
of 2010 |
of 2011 |
of 2012 |
of 2013 |
of 2014 |
of 2015 |
of 2016 |
of 2017 |
of 2018 |
of 2019 |
of 2020 |
of 2021 |
of 2022 |
of 2023 |
of 2024 |
of 2025
Syndication Of A-Infos - including
RDF - How to Syndicate A-Infos
Subscribe to the a-infos newsgroups
(pt) Brazil, OSL: Terrorismo de Estado: Para a Faria Lima a grana, para a favela as balas! (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Sat, 6 Dec 2025 08:50:25 +0200
Uma grande operação policial cercou os complexos da Penha e do Alemão,
no Rio de Janeiro, e resultou na morte de dezenas de pessoas, entre elas
quatro policiais, nesta terça-feira, dia 28. Apesar de fontes oficiais
falarem em 64 mortos, na manhã seguinte dezenas de corpos foram
resgatados pela população e familiares, e o número de mortes pode ter
atingido mais de 120, um recorde macabro na longa lista de chacinas
promovidas pelas forças policiais do Brasil. Moradores relataram
diversos corpos com marcas de torturas e execuções, como tiros na nuca,
pulsos amarrados e facadas.
A fila de corpos expostos na Praça São Lucas, no Complexo da Penha, é a
prova visceral da violência genocida que o capitalismo-estatismo exerce
cotidianamente contra o povo negro e trabalhador. A chamada "Operação
Contenção", longe de ser uma ação de segurança, revela-se como um
massacre meticulosamente planejado, liderado pelo governador Cláudio
Castro (PL) com o aval das classes dominantes racistas.
A operação prendeu em casa a população trabalhadora e fechou escolas,
hospitais e vias da cidade, deixando estudantes e moradores sem poderem
ir à escola e ao trabalho. Os efeitos de pânico na população visam
justamente fornecer legitimidade para medidas excepcionais, recolocando
as forças policiais como protagonistas políticas. A ação nada tem de
improviso: é parte da política genocida e de guerra promovida pelo
bolsonarismo e seus aliados.
A falácia da guerra às drogas
A guerra às drogas é um argumento recorrentemente utilizado para a
promoção desse tipo de violência estatal, que na realidade tem como
objetivo a repressão brutal e indiscriminada contra a população pobre e
negra. Assume ares de combate ao narcotráfico, mas só atinge o varejo.
Enquanto isso, grandes empresários do tráfico estabelecem seus esquemas
de venda de drogas e armas nas fronteiras - sob guarida e participação
das forças armadas e policiais - sem serem incomodados ou reprimidos.
A tática de guerra do Estado é clara: aterrorizar as comunidades para
consolidar seu controle sobre os territórios periféricos. Uma verdadeira
guerra aos pobres, ferramenta para disciplinar as classes oprimidas e
manter a ordem de exploração capitalista, sem reprimir quem de fato
lucra com o narcotráfico.
O massacre como tática eleitoral
A ação das forças policiais também tem um forte componente eleitoreiro.
Prepara o terreno para a campanha, tanto no campo da propaganda como no
domínio de território, ao visar conter a expansão de determinadas
facções que avançaram em comunidades da zona oeste (um reduto eleitoral
central nas eleições municipais e estaduais), em benefício da manutenção
dos currais eleitorais dominados pelas milícias. Ao fazê-lo, o
governador garante o controle territorial no contexto pré-eleitoral e
fortalece o apoio dessas áreas à sua aliança política. Foi com o apoio
de diferentes caudilhos políticos, vinculados aos territórios
controlados pela milícia, que Cláudio Castro garantiu sua última eleição
para governador.
A questão da segurança pública é um dos problemas que mais incomodam a
população, e a ação policial violenta encontra eco em vários setores da
classe trabalhadora. O terrorismo estatal das forças policiais é
mobilizado como instrumento populista de "resposta" a um sentimento
legítimo, que é a sensação de insegurança e medo, mas medidas como essa
estão distantes de resolver qualquer problema.
Toda essa situação é promovida pelas condições estruturais do
capitalismo-estatismo, que produz um exército de reserva pronto para
ocupar o varejo comandado pelos grandes empresários do narcotráfico
(todos eles vivendo fora das comunidades e favelas) e seus aliados no
interior das câmaras e assembleias legislativas, irrigando as campanhas
políticas com dinheiro do tráfico de drogas ou da milícia. Enquanto o
aparato estatal mobiliza milhares de agentes para invadir favelas, os
que realmente lucram com o crime permanecem intocáveis em seus
condomínios de luxo e escritórios do mercado financeiro da Faria Lima. A
política de segurança é seletiva: criminaliza a pobreza e garante a
impunidade dos de cima.
Disputas nacionais e internacionais
A operação também foi utilizada como forma de tensionamento e crítica ao
governo federal e ao STF, por meio do desrespeito à Arguição de
Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635. A ADPF das Favelas,
que tramita no Supremo, impôs regras às operações policiais, visando
minimizar sua letalidade. A disputa intestina, dentro do aparato
estatal, é uma disputa entre o terrorismo estatal indiscriminado, um
tipo de estado de exceção defendido pelo bolsonarismo, e a guerra de
baixa intensidade defendida pelo republicanismo burguês, do governo
Lula-Alckmin e STF. Em ambos os casos, a guerra às drogas não é
questionada - a discussão se resume à sua intensidade. Nenhuma palavra
sobre a legalização das drogas ou a situação socioeconômica que organiza
esse comércio por meio das estruturas do Estado.
Também cabe ressaltar a dimensão pró-imperialista do massacre, com a
utilização do termo "narcoterrorista" pelo governador e seus aliados.
Basta lembrar que o termo tem sido usado pelo governo de Donald Trump
para justificar incursões bombardeios de barcos perto da costa da
Venezuela e da Colômbia. Os EUA classificaram os cartéis de drogas como
organizações terroristas. A adoção do termo por autoridades brasileiras
pode abrir margem para que organizações militares estadunidenses tratem
a situação como uma ameaça, e assim estabelecerem relações de cooperação
com o bolsonarismo, com vistas a intervir no país. Isso abre a
possibilidade do uso de medidas de contraterrorismo, com aparatos de
inteligência e espionagem, forças especiais e aproximações militares em
áreas de fronteira, como as que já ocorrem na Venezuela.
O massacre no Complexo da Penha não é um evento isolado, mas parte da
mesma lógica de dominação e extermínio que estrutura a ordem capitalista
e colonial global. A mesma doutrina que justifica a política genocida de
Israel contra o povo palestino - onde um Estado militarizado ocupa
territórios, desumaniza uma população inteira e a submete a um contínuo
massacre de limpeza étnica - é a que orienta a ocupação policial nas
favelas cariocas.
Estes são faces da mesma moeda: um capitalismo que, em crise, recorre a
elementos do fascismo, do racismo e do militarismo para buscar manter
seu domínio. Seja na Palestina ocupada, na Venezuela sob ataque
econômico e militar ou nas favelas do Rio, o objetivo é o mesmo:
garantir a acumulação de riqueza de uma minoria e aprofundar
desigualdade social.
A chacina, portanto, é uma ação que combina diferentes dimensões:
repressão aos territórios da população negra e pobre, fortalecimento do
terrorismo de Estado e dos experimentos de exceção, controle eleitoral
de redutos estratégicos, uso político de execuções como ferramenta de
mobilização de um eleitorado conservador e de crítica ao republicanismo,
e subordinação à estratégia imperialista no continente latino-americano.
Poder popular autogestionário contra o projeto de morte
Diante desta barbárie, fica claro que não basta apostar na neutralidade
e bom senso das instituições do Estado. É necessário construir um poder
popular autogestionário capaz de confrontar o próprio Estado,
instrumento das classes dominantes, e seu projeto de morte.
Defendemos uma sociedade sem Estado e sem classes, onde a justiça social
substitua a repressão, e onde o povo tenha o controle direto de suas
vidas e territórios.
Por isso, é urgente ocupar as ruas em solidariedade ao povo das favelas
do Rio de Janeiro, e fortalecer a resistência contra o avanço da
violência e da política de extermínio das classes dominantes. É urgente
a derrubada do governador Cláudio Castro!
CHEGA DE GENOCÍDIO!
PELO FIM DA POLÍCIA!
FORA CLÁUDIO CASTRO!
Organização Socialista Libertária
Outubro de 2025
https://socialismolibertario.net/2025/10/29/para-a-favela-as-balas/
_________________________________________
A - I n f o s Uma Agencia De Noticias
De, Por e Para Anarquistas
Send news reports to A-infos-pt mailing list
A-infos-pt@ainfos.ca
Subscribe/Unsubscribe https://ainfos.ca/mailman/listinfo/a-infos-pt
Archive http://ainfos.ca/pt
- Prev by Date:
(pt) France, OCL CA #354 - Que futuro aguarda a Síria pós-Assad? (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]
- Next by Date:
(pt) Italy, UCADI #201 - Guerra com Drones (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]
A-Infos Information Center