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(pt) Brazil, OSL: Construir pelas bases uma greve unificada da educação e do funcionalismo público de SP! (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]

Date Sat, 1 Aug 2026 09:24:24 +0300


A marcha do dia 20 de maio que sairá do Largo da Batata até o Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, deve ser compreendida como parte de um processo mais amplo de organização e enfrentamento, cujo desafio central é transformar a indignação em força social organizada. Ela não pode ser encarada como o ponto final das mobilizações da educação e das universidades públicas neste início de 2026. O verdadeiro objetivo da mobilização deve ser fortalecer as greves em curso, ampliar as paralisações e construir, pela base, uma greve geral da educação e do funcionalismo público contra as políticas de privatização, sucateamento e repressão conduzidas pelos sucessivos governos do Estado de São Paulo, em específico na figura do governador atual Tarcísio de Freitas, do Republicanos.

Não marcharemos ao Palácio para realizar um gesto simbólico ou um simples desgaste eleitoral do governo de turno. Defendemos ir às ruas buscando impulsionar a organização concreta dos trabalhadores e estudantes, fortalecer as ocupações, ampliar as categorias em luta e avançar na construção de um movimento capaz de impor derrotas reais ao projeto das classes dominantes para o funcionalismo público de São Paulo, em especial a educação. Direitos não são conquistados pela troca de governantes, mas pela força coletiva da classe trabalhadora organizada e pela mobilização direta.

Unificar as lutas a partir das pautas concretas

A unidade necessária para enfrentar o governo e as reitorias não pode ser construída sobre palavras de ordem vagas ou acordos de cúpula. Ela precisa surgir das demandas concretas das categorias em luta.

Os servidores técnico-administrativos e docentes das universidades enfrentam salários arrochados, terceirização e precarização das condições de trabalho. Os estudantes lutam por permanência estudantil, moradia, assistência e contra o avanço do desmonte da universidade pública. No ensino básico e técnico, professores convivem com salas superlotadas, fechamento de turmas, avanço das plataformas privadas de ensino, retirada da autonomia pedagógica, contratos precários e falta de condições materiais para trabalhar. Já os estudantes das escolas públicas sofrem com a falta de infraestrutura, ausência de investimentos em laboratórios, bibliotecas e alimentação adequada, além da crescente evasão impulsionada pela necessidade de trabalhar em condições cada vez mais precárias. Enquanto isso, os trabalhadores em geral enfrentam a carestia, a superexploração e lutam por pautas como o fim da escala 6×1 e a redução da jornada sem redução salarial.

Ao mesmo tempo em que sucateia os serviços públicos, o governo aprofunda a repressão estatal, especialmente contra a juventude pobre e periférica. O aumento das operações policiais violentas nas periferias, as chacinas, as abordagens abusivas e a militarização dos territórios populares expressam a mesma política autoritária que busca impor, pela força, ataques à educação, ao funcionalismo e aos direitos sociais. A violência policial nas quebradas e a presença da PM dentro das universidades fazem parte de um mesmo projeto de controle social e repressão das lutas populares.

A luta travada na USP, Unicamp e Unesp contra a presença da Polícia Militar nos campi expressa de forma concreta essa unidade necessária. A invasão da PM nos espaços universitários, autorizada pelo governo Tarcísio, representa um ataque direto à autonomia universitária e ao direito de organização e mobilização estudantil e sindical. Defender "Fora PM do Campus" não é uma consigna abstrata: é defender a universidade pública contra a repressão colocada a serviço das reitorias e dos interesses empresariais.

O que ameaça o governo é o avanço das greves e da mobilização direta

O governo Tarcísio e os setores empresariais que dirigem a política educacional do estado não serão derrotados por discursos institucionais ou pressões parlamentares. O que efetivamente ameaça o projeto de privatização e subordinação da universidade ao mercado é o avanço da greve, das ocupações e da ação direta organizada a partir da mobilização das bases.

Por exemplo, a greve e a ocupação da reitoria da USP recolocaram em xeque o modelo de gestão universitária subordinado às elites políticas e econômicas. A resposta do Estado foi a repressão policial, com bombas, cassetetes e violência contra estudantes e trabalhadores. Isso demonstra que o governo reconhece onde reside o verdadeiro perigo para seus interesses: na capacidade de trabalhadores e estudantes paralisarem serviços, ocuparem espaços e ampliarem a mobilização coletiva.

Por isso, o principal desafio do próximo período é transformar os atos e marchas em instrumentos para expandir as greves existentes e incentivar novas paralisações. A marcha do dia 20 deve servir para conectar categorias, fortalecer comandos de greve, ampliar assembleias e avançar na construção de uma greve geral por tempo indeterminado da educação articulada ao conjunto do funcionalismo público.

Contra o esvaziamento da luta e a lógica eleitoreira

Defendemos a participação ativa nas mobilizações e rejeitamos tanto as posições que se afastam da luta concreta quanto as tentativas de transformar o movimento em plataforma eleitoral ou instrumento de conciliação política.

A construção de uma mobilização consequente exige independência política frente aos governos, às burocracias universitárias e aos interesses empresariais que sustentam o projeto de privatização.

A tarefa central é fortalecer a auto-organização pelas bases, articulando estudantes, trabalhadores da educação e demais setores do funcionalismo em uma luta comum contra o sucateamento dos serviços públicos e a repressão estatal.

Só a mobilização coletiva pode derrotar o projeto de privatização e repressão

A história das universidades paulistas demonstra que os ataques neoliberais sempre avançam acompanhados de autoritarismo e repressão. Foi assim diante dos Decretos Serra em 2007 e volta a ser agora sob o governo Tarcísio. Mas a história também demonstra que os recuos dos governos só ocorreram quando houve greve, ocupação e mobilização massiva.

As recentes experiências de luta na USP mostram que é possível enfrentar simultaneamente o governo estadual, as reitorias e a burocracia universitária. Cada greve construída, cada assembleia fortalecida e cada ocupação organizada amplia a capacidade de resistência da classe trabalhadora e da juventude.

Todos à marcha do dia 20 como um passo importante para a construção de uma Greve Geral Unificada

Estaremos ao lado das categorias da educação e do funcionalismo público, estudantes, docentes, técnico-administrativos e trabalhadores em geral na marcha do dia 20 de maio, às 14 horas, com concentração no Largo da Batata, fortalecendo um processo de mobilização que deve ir além da própria marcha e apontar para a construção de uma Greve Geral Unificada contra o projeto de privatização, sucateamento e repressão imposto pelo governo Tarcísio e pelas classes dominantes. A marcha deve servir para unificar as lutas concretas contra o arrocho salarial, a terceirização, a precarização das escolas e universidades, os cortes na permanência estudantil, o avanço da privatização da educação pública e a crescente repressão policial contra estudantes, trabalhadores e a juventude periférica.

Organização Socialista Libertária
Maio de 2026

https://socialismolibertario.net/construir-pelas-bases-uma-greve-unificada-da-educacao-e-do-funcionalismo-publico-de-sp/
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