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(pt) Brazil, CAB: 1º DE MAIO: TRABALHAR MENOS, TRABALHAR TODOS, DISTRIBUIR TUDO (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Tue, 9 Jun 2026 07:21:48 +0300
O Primeiro de Maio é o Dia Internacional das Trabalhadoras e
Trabalhadores e não o "dia do trabalho". Essa data tem origem na Greve
Geral realizada em 1886 na cidade de Chicago, nos EUA, que lutava pela
redução da jornada de trabalho. A repressão sofrida pelos trabalhadores,
com a prisão e morte de oito mártires anarquistas, foi sentida pela
classe trabalhadora em todo o mundo e deu origem à data tão importante
para a luta sindical. ---- A redução da jornada de trabalho é uma luta
tão antiga quanto as mentiras dos patrões!
Trabalhadora e trabalhador, não tenha dúvida: se o patrão pudesse, ele
deixaria a gente preso no local de trabalho e pagaria o salário mais
miserável possível. Se hoje não estamos submetidos a jornadas de 14
horas, se garantimos que a maioria das crianças não está precisando
trabalhar ou se temos aposentadoria, nunca foi por boa vontade dos
capitalistas ou do governo. Foi porque colocamos medo nos de cima
através da nossa luta, das greves, piquetes e mobilizações!
Mesmo assim, antes de dar o braço a torcer, eles sempre inventaram
mentiras para criar medo sobre os nossos direitos. Desde a época do fim
da escravidão, os jornais diziam que a mudança é impossível porque a
economia iria quebrar. Assim também falaram quando foi criado o 13º
salário ou a jornada de 44 horas semanais. Atualmente, eles repetem o
mesmo discurso quando exigimos a redução imediata da jornada de trabalho
para 30 horas semanais sem redução de salários.
Fim da escala 6×1 e a luta não para por aí!
A campanha pelo fim da escala 6×1, por seu impacto e enorme apoio
popular, é a principal luta dos trabalhadores hoje, mas não pode ser a
única. Depois da Reforma Trabalhista de 2017, tivemos um enorme aumento
das contratações intermitentes, principalmente no comércio e no serviço
terceirizado. Outra forma de burlar os direitos trabalhistas é o avanço
da pejotização, em que o trabalhador se vê obrigado a operar como
microempreendedor para conseguir emprego. É necessário denunciar o papel
do STF, que tem dado decisões favoráveis aos patrões em todos os casos
de flexibilização dos direitos trabalhistas!
Além disso, temos hoje quase 40% da classe trabalhadora na
informalidade, por conta própria, sobrevivendo de bico, ou competindo na
barbárie do mercado com pequenos comércios e serviços com ajuda da
família, ou subordinada a plataformas como entregadores e motoristas de
aplicativos. A taxa de desemprego brasileira está maquiada por esse
grupo amplo e variado de trabalhadores informais que não tem hora pra
descansar e direitos pra trabalhar.
Na luta por algum tempo livre para o descanso ou lazer, estão em pior
situação as mulheres, sobrecarregadas por acumular ainda, na grande
maioria dos casos, o trabalho doméstico, o cuidado com as crianças e os
idosos. Ao mesmo tempo, quem está na maior parte das vagas precárias de
trabalho, seja na escala 6×1, na informalidade ou plataformizado, é o
povo negro, as mulheres e a população LGBT+. É por isso que a luta
sindical e da classe trabalhadora é parte indissociável da luta negra e
feminista!
Lutar e conquistar com greves, piquetes, marchas e ocupações!
Assim como já acontecia lá em 1886, nós estamos aqui nas ruas em 2026
lutando em defesa das trabalhadoras e trabalhadores, querendo garantir
mais tempo livre para descansar e aproveitar a vida.
Reivindicamos:
Fim imediato da escala 6×1 e instituição do regime comum de 30 horas
semanais para todas as categorias
Salário mínimo de acordo com o DIEESE e com aumento real anual.
Autonomia política das entidades de base dos trabalhadores, contra a
criminalização dos sindicatos e pela manutenção do direito a greve
Revogação da reforma trabalhista, da reforma da previdência, da reforma
administrativa e da reforma do BPC
Redução da idade mínima para aposentadoria, reconhecendo o tempo de
trabalho de cuidado e doméstico como tempo trabalhado
Ampliação dos concursos públicos em todas as áreas, defesa da
estabilidade dos servidores públicos, ampliação do emprego formal com
carteira assinada e direitos trabalhistas
Por isso, neste Primeiro de Maio, nos apresentamos não apenas como uma
organização que se coloca nas ruas, mas uma organização para o
cotidiano, uma alternativa para cada trabalhador e trabalhadora se
colocar ombro a ombro na luta por vida digna. Relembramos os Mártires de
Chicago para levantar nossas bandeiras e afirmar que exigimos trabalhar
menos para viver mais, exigimos melhores salários para não vivermos na
miséria, exigimos fim do trabalho intermitente e da flexibilização de
nossos direitos e arrancaremos cada um desses direitos com os métodos
históricos da classe trabalhadora: greves, piquetes, marchas e ocupações!
PELO FIM DA ESCALA 6X1 SEM REDUÇÃO DE SALÁRIOS!
VIVA A MEMÓRIA DOS MÁRTIRES DE CHICAGO!
VIVA CADA TRABALHADOR E CADA TRABALHADORA QUE SE LEVANTA!
Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)
https://cabanarquista.com.br/1o-de-maio-trabalhar-menos-trabalhar-todos-distribuir-tudo/
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