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(pt) France, UCL AL #367 - Internacional - Brasil: A OSL e a Reconstrução do Anarquismo de Massas (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Sat, 7 Feb 2026 08:28:18 +0200
Recentemente, camaradas do Brasil nos visitaram na França. Essa foi uma
oportunidade para reiterarem que a criação de um movimento anarquista de
massas é um processo de longo prazo que leva em consideração todos os
componentes e especificidades das classes trabalhadoras. --- A
Organização Socialista Libertária (OSL) foi fundada em julho de 2023,
convicta de que, no Brasil, o anarquismo deve reencontrar seu caráter
original: o de um movimento enraizado na classe trabalhadora, orientado
para a construção de um poder popular autogerido e focado na
transformação estrutural da sociedade. Essa fundação é fruto de décadas
de debates e experiências que, apesar de suas limitações, nos permitiram
compreender as tarefas históricas do anarquismo no século XXI.
A OSL é resultado da unificação de organizações e coletivos atuantes em
diferentes territórios. Entre elas estavam a Federação Anarquista do Rio
de Janeiro (FARJ), o Coletivo Popular Anarquista de Minas Gerais
(COMPA), a Rusga Libertária (MT) e a Organização Socialista Anarquista
Libertária (OASL), além de diversos ativistas independentes. Tomamos a
decisão conjunta de dissolver nossas estruturas para criar uma
organização política nacional unificada, com programa, estratégia e
disciplina coletiva.
Defendendo o Dualismo Organizacional
Para nós, reivindicar o "vetor social do anarquismo" significa afirmar
que o anarquismo não é simplesmente uma atitude individual ou uma
referência estética, mas uma força histórica construída dentro das
classes oprimidas. Acreditamos que o anarquismo deve agir onde o povo
vive, trabalha e resiste: nas periferias, nos locais de trabalho, nas
ocupações urbanas e camponesas, nos sindicatos, nos movimentos
estudantis e nas lutas territoriais. É nesse terreno social que a OASL
concentra sua energia militante.
Adotamos o princípio do dualismo organizacional, presente na Aliança da
qual Bakunin foi membro, bem como nas tradições plataformista e
especista do anarquismo, porque entendemos que, para ser eficaz, nossa
ação requer duas formas organizacionais complementares. Por um lado, a
organização política específica - neste caso, a OSL - unificada,
programática, disciplinada, com unidade estratégica; e, por outro lado,
a organização popular e social - movimentos populares, sindicatos,
coletivos comunitários, lutas camponesas, estudantis e territoriais.
Não acreditamos que a espontaneidade ou a mera soma de mobilizações seja
suficiente para construir um poder popular autogerido, capaz de acumular
força e transformar a sociedade de classes. Nossa experiência concreta
nos mostrou que um esforço político consciente, organizado e coletivo é
necessário para transformar a energia social em uma força histórica
capaz de confrontar o Estado e o capitalismo. É por isso que criticamos
o antiorganizacionalismo e as interpretações que reduzem o anarquismo a
uma metodologia tática ou a uma sensibilidade individual. Nosso
compromisso é com um projeto político revolucionário que articula
teoria, estratégia e prática na luta diária.
A atual OSL não surgiu do nada. Entre 1997 e 2000, houve uma experiência
inicial com esse nome, que fracassou devido a limitações organizacionais
e à falta de maturidade coletiva para uma estrutura nacional. Tivemos
que reconhecer que não era possível "construir a casa do zero". Nos anos
seguintes, diversas organizações específicas se consolidaram nos níveis
local e regional. Mas, apesar do progresso, faltava unidade no âmbito
nacional.
Manifestação em 6 de janeiro de 2025, em Cuiabá (Mato Grosso, Brasil),
contra o aumento dos feminicídios.
OSL
A decisão de unificar foi resultado de um processo de avaliação e
autocrítica: entendemos que, para o anarquismo intervir de forma
coerente na luta de classes brasileira, era necessário construir uma
organização com princípios claros, estruturas internas sólidas e coesão
estratégica. E que os ativistas dessa organização tiveram que passar por
um rigoroso processo de admissão e operar segundo círculos concêntricos
bem definidos.
Construindo o Poder Popular Autogerido
Estamos comprometidos com a organização independente das classes
oprimidas: sindicatos militantes, assembleias populares, associações
comunitárias, movimentos camponeses, coletivos de trabalhadores
precários, comitês de bairro, todos estruturados em torno de práticas de
autogestão, democracia direta e solidariedade.
Para nós, o poder popular autogerido é o fundamento de um projeto
socialista libertário. É através dessa lente que vislumbramos a
construção de uma sociedade na qual os recursos econômicos, políticos e
culturais sejam socializados, as decisões sejam coletivizadas e a
liberdade humana seja a expressão de uma profunda igualdade social.
Esse horizonte exige o desenvolvimento de uma teoria social libertária.
Buscamos compreender as transformações contemporâneas no mundo do
trabalho, na composição de classes, no sistema racial brasileiro, nas
relações de gênero, na crise ambiental e nos mecanismos vigentes de
dominação estatal e capitalista. Uma estratégia revolucionária só pode
ser sólida se estiver fundamentada em uma análise rigorosa da realidade.
Por um Socialismo Libertário
Queremos que nossa existência seja relevante para o anarquismo
brasileiro e latino-americano e, consequentemente, para a luta de
classes. Em um continente marcado pela violência estatal, pela
acumulação de riqueza profundamente desigual, pelo racismo e pelo
patriarcado, bem como pela crise ambiental, afirmamos a necessidade de
um anarquismo organizado, classista e internacionalista.
Queremos contribuir para a reconstrução do anarquismo como força social,
movimento de massas e prática enraizada em lutas concretas. Não
reivindicamos pureza teórica, mas sim compromisso estratégico. Não
buscamos atalhos institucionais, mas sim caminhos para o poder popular.
Não agimos como espectadores da política, mas como parte ativa da classe
trabalhadora em luta.
Acreditamos que nossa experiência pode dialogar com organizações
libertárias na Europa, América Latina e em todo o mundo, não como um
modelo, mas como parte integrante de um processo global de recomposição
deste anarquismo militante e revolucionário, desta alternativa
socialista libertária para o presente.
Estamos construindo o que começa agora. E convidamos todos a marcharem
conosco na construção de uma sociedade autogovernada, igualitária e
verdadeiramente livre.
Organização Socialista Libertária, organização irmã brasileira da UCL
https://www.unioncommunistelibertaire.org/?Bresil-L-OSL-et-la-reconstruction-d-un-anarchisme-de-masse
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