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(pt) Brazil, CAB: Memória e Luta: 30 Anos da FAG/CAB Semeando Socialismo Libertário (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Tue, 30 Dec 2025 08:01:27 +0200
Na data do dia 18 de Novembro, a FAG completou seus 30 anos de
organização politica e hoje, reunidos aqui, queremos saudar com alegria
estas três décadas de esforços militantes, de mobilizações sociais e
trabalho de base. De lutas e enfretamentos com os projetos dominantes,
das inúmeras peleias que estivemos envolvidos e das incontáveis
campanhas e ações de solidariedade de classe que estivemos construindo
desde nossa organização e, ou em conjunto com outros setores dos e das
de baixo. Estes são apenas alguns dos elementos do atuar politico
ideológico que modestamente continuam nos marcando ao longo destas três
décadas. E, para além de saudar esta jornada de vida, luta e organização
da FAG, queremos neste pequeno momento de fala, trazer a memória do que
nos forjou como Organização Politica e como Anarquistas .
É importante logo de inicio dizer que, não são apenas os 30 anos da FAG
que gostaríamos homenagear hoje, são os esforços anteriores de nossas
referencias de épocas distantes, que foram abrindo caminho para nossa
existência, desde a ala Federalista da Internacional, das lutas e das
resistências em diversos territórios do mundo e da nossa peleadora
America Latina, que nos moldamos enquanto sujeitos, rebeldes e convictos
de que é apenas pela via da ruptura revolucionária com as formas de
poder estabelecidas pelo Estado e, seus governos de turno, que podemos
alcançar uma sociedade justa, livre de opressões e das desgraças do
Capitalismo.
Nossa memória é instrumento de luta. E quando olhamos para trás, para a
história do que nos moldou vemos a face calejada de lutadoras e
lutadores do povo oprimido, de um vasto legado de quem nos antecedeu e
apostou com vida pela defesa intransigente do Socialismo e Liberdade,
por outra forma de organização, especificamente Anarquista, Federalista
e que esteja sempre inserida nas lutas cotidianas do nosso povo.
Nós somos frutos destes fragmentos de memória, das Resistências
populares na América Latina e no Brasil, das greves gerais, das
insurreições populares, das lutas dos povos originários, camponeses,
quilombolas, das favelas e periferias. Dos lombos que não se curvaram à
dominação. Por tanto, em meio ao que se resgata de memória, se afirma
como continuidade: nossa disposição para militância é ação direta de
todos os níveis e a construção de Poder Popular. É o trabalho incansável
do dia a dia, orientado por nossas analises de conjuntura, na semeadura
de um Povo Forte, na prefiguração dos valores da sociedade que desejamos
a construir. Uma sociedade que rejeita em todas suas esferas o
centralismo e autoritarismos. E aqui, podemos afirmar que o poder
popular é construído no cotidiano, na contramão do autoritarismo e da
opressão, e através do protagonismo das e dos de baixo. Nosso querido
compa Juan Carlos Mechoso em Acción directa anarquista - una historia de
FAU, afirmava que um povo forte se forja "organizando seu poder,
exercendo-o desde os sindicatos urbanos e rurais, desde associações e
grupos comunitários, desde os núcleos populares", e assim, "o povo
protagoniza a vida política do país. E se une" (p. 31).
O caminho percorrido em 30 anos historicamente é pouco tempo, mas
simboliza muito para nossa corrente, para o trabalho de reorganização
que fizemos na virada para o século XXI aqui no Brasil. Muitas peleias e
experiências que nos marcaram e formaram como sujeitos políticos.
Na primeira década de 1995 a 2005 lembramos das ocupações do movimento
sem teto em Alegrete e do Retruco, órgão de propaganda anarquista na
fronteira centro-oeste. A luta das comunidades de periferia por
infraestrutura e serviços públicos que participamos e ajudamos a fazer
no interior e na região metropolitana. A greve das universidades
federais e a ocupação do MEC no final dos 90. A construção do movimento
dos catadores e a luta braba dos carroceiros para não serem reprimidos e
varridos do centro de Porto Alegre. As duas marchas de desempregados que
reivindicaram melhores condições de vida e projetos de trabalho
cooperativo. Teve a pauta das rádios comunitárias que enfrentou a
repressão estatal e o domínio oligopolista da mídia burguesa. Nesse
período a sede da FAG na Lopo Gonçalves foi um agitado centro de
reuniões, de formação e cultura, produção de propaganda para as ruas com
panfletos e lambe, etc. Se criou o coletivo muralha rubro negra para
intervenções muralistas que deixaram sua pegada em vários lugares. Época
das experiências de organização política nacional, da OSL e do FAO. A
nível internacional, é durante esses anos que convocamos as Jornadas
Anarquistas de Porto Alegre que convocou bastante público e reuniu
militância de vários países durante o Fórum Social Mundial. Também fica
marcado o começo de uma longa sequência de encontros latinos de
organizações sociais e sindicatos com independência de classe, o
surgimento do Elaopa.
Na segunda decada de Organização politica, nos anos 2006 pra frente
tivemos algumas experiêcias de participação nas ações do 8 de março, dia
internacional das mulheres, com o setor de mulheres da Via campesina,
mais especificamente do MST, que carregava naquele periodo fortemente a
caracteristica de ação direta contra empresas estrangeiras em solo
gaúcho. Um dos marcos destas ações foi a destruição de mudas do horto da
Aracruz, que virou um simbolo de resistencia das mulheres do campo
contra o agronegocio. Participamos de atos no campo, em ocupações de
terras com este setor, assim como nas marchas e encontros na cidade de
Porto Alegre.
Ja nos anos de 2008/2009 se firmava uma conjuntura de criminalização
forte para o movimento social,na época encabeçada pelo Ministério
Publico do RS, que montou um inquérito que colocava o MST na
ilegalidade. Estampamos ali e na cena publica a campanha Protesto não é
Crime, como corresponde a solidariedade de classe para nós. Neste
momento politico o mandato de Yeda Crusius (PSDB) também deixaria
marcada esta decada para nós, e no dia 21 de agosto em uma operação de
guerra montada para o despejo do MST em uma grande fazenda em São
Gabriel, a Brigada militar assassinou a queima roupa, com um tiro de
calibre 12, o companheiro Elton Brum e, imediatamente naquele mesmo dia
convocamos um ato em solidariedade com outros setores aqui em Porto
Alegre. Também montamos uma campanha de propaganda responsabilizando
politicamente a governadora e o comandante responsavel pela operação de
terror e o assassinato do Sem terra, Elton Brum. O que resultou, dois
meses depois, na primeira invasão e investida policial contra nossa
organização, na primeira sede da FAG, onde materiais nossos de
propaganda ja começavam a ser provas de crime e militantes processados.
E, motivados não somente por isso em 2011 mudamos nosso endereço para
outro local, na Travessa dos Venezianos inauguramos a proposta do Ateneu
Libertário a Batalha da Varzea, um modelo diferente para uma sede não
oficiosa de nossa organização, que nos seus primeiros anos abriria as
portas com diferentes projetos e articulação para além de nossa
tradicional Biblioteca a Conquista do Pão, reuniões e atividades
internas. Surge a cooperativa de consumo, trabalho da militância
anarquista vinculada ao Ateneu e também com militancia que vivia e
produzia em conjunto com outras familias no assentamento do MST em Nova
Santa Rita. Agregamos dezenas de associados a este projeto. Tivemos uma
série atividades abertas, lançamentos de livros, publicações, atividades
culturais, feira do livro anarquista, atos publicos e atividades de
propaganda.
2012 o Congresso fundador da CAB, nos deu gás e expectativa de avanço a
nivel nacional, com organizações irmas já consolidadas em vários estados
do país.
E, no inicio de 2013 abrimos o ano com o Elaopa, encontro que marcou a
confluencia dos libertários para a conjuntura de lutas de massas que
carimbava aquele ano. Dali surge a frente autonoma, agrupação que no
inicio do Bloco de Lutas pelo Transporte Publico foi fundamental para
fazer disputa por um estilo organizativo dentro desta frente e que
também impregnou ações de rua com caracteristicas combativas. Impossivel
negar, apesar dos esforços de nossos adversários ideológicos, a
influencia anarquista dentro do Bloco. Neste periodo se abriu o leque de
politicas de alianças importantes para nós, estivemos lado a lado com
outras agrupações em solidariedade e construção de lutas, como a frente
quilombola, utopia e luta, coletivos independentes de comunicação,
articulação solidária com o movimento Indigena, entre muitos outros.
2013 para nós foi um ano impar, vivemos uma das maiores mobilizações
de massas do país em que nossa geração de militantes teve a oportunidade
de compor. Dezenas de atos, multidões de pessoas, o descontento com o
melhorismo do PT, do seus pactos e de alianças com a direita, tomou as
ruas do Brasil, inicialmente pelo transporte, mas depois transbosbou as
demandas. Localmente vivemos um periodo de exposição publica, justamente
pela atuação de nossa militancia nas peleias do Bloco de Lutas, o que
implicou em mais investidas policiais em nosso espaço publico, o Ateneu,
o governo Petista a nivel de estado e federal colocou as garras
autoritárias para fora e tentou nos caracterizar covardemente como
"pseudos fascistas", a nivel nacional eramos os radicais, baderneiros,
violentos...Não esquemos do rafael Braga, que se tornou simbolo do que a
repressão ao protesto é capaz de fazer, principalmente se o alvo em
questão for preto e pobre. O governo de turno, dirigido pelo PT,
reprimiu, perseguiu e criminalizou a maior das mobilizações populares
das ultimas decadas e ainda tentou atirar para o colo das lutas, o fardo
de uma direita que saia das sombras e partia para uma disputa de rua com
as mobilizações. A criminalização mapeou e perseguiu, militantes de
diferentes organizações politicas que compunham com a gente as lutas
locais, prontamente disparamos mais ações de solidariedade, pra nós
anarquista, nenhum militante de esquerda, independente da corrente
ideologica, deveria ser criminalizado sem ganhar a voz de todo o setor
combativo daquela conjuntura. E assim foi feito, já nos primeiros
assédios do aparato repressivo montamos um ato publico na sede do
Ateneu, que convocou todas correntes da esquerda perseguidas
politicamente naquele periodo. O ato foi um gesto que encheu a Travessa
dos Venezianos de solidariedade de classe, como correspondia...E nós, em
menos de dois meses naquele ano sofremos 2 invasões de nosso local.
Nossos materiais ideologicos como prova de crime, na ocasião foram
intimidar nossa militancia na Restinga, onde existe até hoje um local
fisico de extrema importancia para nós, onde a nossa propaganda
ideologica ganha tons, forma e cores para se fixarem em muros, paredes e
nas nossas memórias.
A terceira década, de 2015 pra nossos dias, começou com a experiência de
greves duras contra o arrocho salarial e os ataques neoliberais ao
serviço público, que tiveram fôlego até 2017. Municipários de Porto
Alegre, São Leopoldo, Cachoeirinha. A longa greve do CPERS na rede
estadual de educação, onde atuamos em várias cidades. Nasce em Santa
Maria a ocupação Vila Resistência que segue muito viva e caminhando para
10 anos. Mais uma operação repressiva antianarquista é desatada no RS e
busca a FAG e outros grupos, com ampla repercussão midiática nacional.
Esse período é muito tenso e antagonista, ao mesmo tempo em que viu
crescer a onda reacionária, liberal e protofacista, também foi registro
de lutas combativas do movimento social. As ocupações de escolas e
universidades e toda a movida massiva contra o arrocho mortal do teto de
gastos sobre as pautas populares no orçamento. Da histórica greve geral
contra a reforma trabalhista em 2017 e depois a greve que enfrentou o
ataque a aposentadoria. Onde tivemos implicados desde nossa inserção
sindical, estudantil e nos territórios.
Lembramos da concentração libertária importante na mobilização de massas
que pautou o #elenão, com uma agitação política antifascista e
antineoliberal, que afirmava a pauta da democracia direta e de um
movimento popular forte para lutar em novas condições históricas. Nunca
nos alinhamos ao eleitoralismo e a fórmula ideológica derrotista do
"menos pior". Na pandemia resistimos e ativamos uma rede solidária em
cada local de militância onde pisamos. Disparamos com a CAB uma campanha
de vida digna pautando urgências sociais contra o custo de vida. Nesses
últimos anos, somamos no desenvolvimento da Biblioteca Comunitária da
Vila Castilho em Pelotas, tomamos parte nas lutas comunitárias pelo
Morro Santana, a articulação com a retomada Kaingang do Morro Santana
em Porto Alegre, nas articulações pela Teia dos Povos, ombro a ombro com
a Vila Resistência, Ateliê Griô e com o coletivo Guandú Agroecologia de
Santa Maria. Na grande enchente do RS não ficamos parados, tomamos
rapidamente um lugar de solidariedade e participação no mutirão
histórico que acontenceu nos bairros da periferia para socorrer as
comunidades atingidas. E não deixamos de acusar o sistema capitalista e
todos seus agentes econômicos e políticos que destruiram o clima e o
meio ambiente e produzem o colapso.
É impossível falar da história destas três décadas sem falar da nossa
irmã FAU, de toda a dimensão e referencia que esta organização tem para
nós. Foi à entrega de vida e labor militante da FAU que nos proporcionou
"cancha aberta" para aquilo que nos sustentou ideologicamente neste
pequeno percurso de história. Esta que rompeu com a logica de ser
calculo e copia de outros continentes e muito antes que nós, já se
perguntavam quais eram as demandas mais sentidas pelo povo e como atuar
sobre elas. Lapidaram a ideia de que a atuação libertária não poderia
desperdiçar esforços apenas reagindo aos eventos e fenômenos da
conjuntura, apontaram pro indispensável que é ter um programa politico,
pensar o tático e estratégico conforme nossas próprias ferramentas de
analise. Deixaram-nos um amplo corpo conceitual, de grande calibre
teórico, com matizes de nossas especificidades, das múltiplas realidades
históricas e culturais que compartilhamos todos nós Hermanos e Hermanas
Sul Americanos. Presentearam-nos exemplos incontestáveis da bravura e
amor a causa com que se jogaram pra construir e defender a resistência
contra os golpes civis militares que sofreram os países do ConeSul.
Semearam o Especifismo e o Federalismo em rincões próximos a nós, que
perpassaram as fronteiras impostas. Aportando ideologicamente para uma
produção teórica e pratica que não se curva a reproduções e receitas
importadas de métodos e, formulas de luta que se estabeleciam em outros
continentes. Portanto, deram-nos a alegria e alivio de saber por onde
começar foram e continuam sendo pilares de referencia do que é uma
organização especificamente anarquista e, para nós e mais do que isso,
são exemplos de fraternidade, humildade, coragem e solidariedade. A FAU
é o que temos de elo na longa e indomável corrente do federalismo que
atravessou continentes e se fez como organização com as cores e dores
próprias de seu povo.
E, falando em FAU não podemos deixar de fazer memória ao Tio Alejandro
(Pablo), este que nos acompanhou por anos e nos proporcionou talvez uma
das experiências mais honrosas que parte da nossa militância poderia
vivenciar. Um petiço dotado de uma polemica que desacomodava, com uma
disciplina invejável, um autodidata de nosso marco teórico, como tantos
outros exemplos que a FAU nos presenteou. O tio foi, para aquelas e
aqueles que puderam ter o prazer de sua convivência, uma escola viva das
experiências em que nós anarquistas fomos protagonistas em um passado
não muito distante. Desde os vitoriosos atracos a bancos, até os dias
mais duros sob as torturas em que os malditos militares impuseram para
aquela geração que estava colocada a resistir. Tem vários sabores tua
memória Tio, mas hoje queremos só agradecer tua vida, teu exemplo, até
mesmo tua firmeza crítica com as nossas inexperiências... Que bonito
saber que descansa no estuário das aguas do Mar del plata, a mesma que
te viu pibe e crescer. "llegar en nel campo del conocimiento es
detener-se" dizia ele parafraseando Borges. Nunca mueren los que Luchan
Pablo!
E aqui no Brasil, mergulhados em nossas próprias raízes, neste país de
dimensões continentais, de uma farta história de lutas e resistências,
desde os povos originários, da resistência negra e quilombola. Também
lembramos dos imigrantes anarquistas, de grande maioria, italianos e
espanhóis, que trouxeram nas malas não apenas esperanças de uma vida
melhor, mas também experiências de organização, de mobilizações dos
trabalhadores e de ações diretas. Fazemos memória às greves gerais que
paralisaram São Paulo e muitas outras cidades, da Insurreição Anarquista
de 1918 no Rio de Janeiro, das greves operárias e lutas no Rio Grande do
Sul, da audácia do buque de Espertirina Martins...Pois somos também
frutos da cepa indomável do Sindicalismo Revolucionário.
Estes recortes de memórias vividas são os que nos deram condições para
nascer como organização politica e de conformar um quadro de militância
anarquista com capacidade de elaborar no campo teórico e pratico das
ideias as condições de uma inserção social com resultados pautados em
curto e longo prazo. É verdade que nada disso tem efeitos mágicos, onde
bastaria apenas "acreditar para acontecer" e, ou simplesmente sermos
saciados pelos melhores discursos, as melhores resoluções de congresso,
ou a mais rebuscada das analises de etapas e conjuntura. Tampouco a
ideia de que estar metidos até os "cabelos" em frentes de inserções
sociais é o suficiente... A dinâmica do dualismo nos ensina
generosamente que a isso implica o cuidar da teoria desde o politico
ideológico, sem descuidar do elemento fundamental que é a inserção
social, justamente para que tenham os efeitos desejados dentro do marco
de uma campanha estratégica. A reunião é o descanso da pratica e a
organização não é um fim em si mesma.
Para avançar estrategicamente na construção de um projeto federalista a
nível nacional, desde o FAO até a consolidação da CAB. Vale dizer que
essa não foi e nem é uma construção linear, teve e tem seus altos e
baixos, os dilemas de uma proposta com esta envergadura, com realidades
diferentes em cada território de atuação, ainda mais quando atravessa
conjunturas adversas ao movimento popular e as agrupações de esquerda. A
verdade é que vivemos poucos e fragmentados momentos de acumulo na
recente historia do país, na maior parte do tempo estivemos na mira da
criminalização, sob as mazelas de pacotes e ajustes, enfrentando o
reagrupamento da direita e extrema direita que deu as caras no ultimo
período. Portanto, a construção da CAB demanda firmeza, paciência e
acima de tudo dedicação e fraternidade, para juntos com as demais
organizações irmãs, avançar "tijolo por tijolo" para a grande Federação.
E, queremos reafirmar aqui neste momento que seguiremos dedicados a isso
com a fraternidade e disposição. Por isso aqui saudamos a vida de todas
nossas organizações irmãs que compõem a CAB. Por ultimo e não menos
importante, uma saudação bem especial aos 15 anos recém feitos do CALC!
Nossa saudação e memória também se estende a outros rincões da América
Latina, as organizações companheiras de outros países como Argentina e
Chile, que apesar da dureza das condições que os projetos Liberais impõe
seguem sendo exemplo de lutas e resistências.
Nos solidarizamos e nos comprometemos a continuar denunciando o massacre
do povo Palestino. O Sionismo, assim como todas mentalidades fascistas
merecem e exigem combate.
Estendemos nossa solidariedade aos países acossados pela investida
imperialista na America Latina, onde tentam de forma institucional ou
com ameaças militares, roubar o que resta de sua autodeterminação.
Três décadas ainda é pouco para aquilo que se propõe a durar no tempo,
no tempo durando.
Viva a FAG!
Viva a CAB!
Viva a Anarquia!
Viva o socialismo e a Liberdade!
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