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(pt) France, OCL CA #354 - Crítica ao Antifascismo Contemporâneo (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]

Date Tue, 23 Dec 2025 07:41:08 +0200


A ascensão de ideias de extrema-direita é um problema real, e devemos reagir a grupos violentos. No entanto, analisamos criticamente o antifascismo contemporâneo. ---- O que é fascismo? ---- A crise decorrente da Primeira Guerra Mundial testemunhou o surgimento do fascismo, uma ideologia nacionalista que se autoproclama revolucionária por romper com o capitalismo (a famosa Terceira Via: nem capitalista nem comunista). Defende um regime altamente hierárquico e viril, fundado na primazia absoluta da nação e visto como etnicamente homogêneo.

A burguesia pode recorrer ao fascismo em tempos de profunda crise, apesar de seu programa ser inerentemente hostil a ela. A ideologia fascista, então, serve apenas como cimento para a mobilização em massa, transformando o desespero em esperança por uma nova ordem centrada na unidade do interesse nacional, colocada acima dos conflitos de classe. Esse movimento busca aniquilar qualquer desafio a essa unidade nacional por meio do terror, valendo-se tanto de forças estatais quanto extraestatais. Milícias de massa, formadas por membros de segmentos radicalizados da sociedade, são mobilizadas para esmagar toda dissidência. O resultado é uma ditadura militarizada... a serviço da classe dominante.

O fascismo difere de uma ditadura clássica pela conquista legal do poder e pelo uso de milícias para destruir sindicatos e partidos políticos, impondo o recrutamento militar em larga escala... em benefício da burguesia. Um regime autoritário, racista ou nacionalista, portanto, não é necessariamente fascista. A Reunião Nacional (RN), por exemplo, não é um partido fascista hoje: não possui uma base militante organizada de milícias armadas, apenas uma base eleitoral. Somente pequenos grupos fascistas optam pela força física (ver CA 336, "A Extrema Direita e o Fascismo Hoje").

Tudo está se tornando fascismo.

Hoje, a palavra "fascista" é usada apoliticamente. Assim que o Estado se torna violento, é rotulado de fascista, como se um Estado burguês não fosse estruturalmente repressivo assim que qualquer protesto ultrapassasse o que considera aceitável. Na França, a repressão violenta aos movimentos trabalhistas e políticos se intensificou, mas isso não torna o Estado "fascista". Ele simplesmente recorre a métodos autoritários já em uso (vide a Comuna de Paris, a Guerra da Argélia, etc.), alguns dos quais sempre existiram para um segmento da população.

Além disso, qualquer oposição aos valores de esquerda se torna "fascista" para alguns. No entanto, fazer comentários racistas ou sexistas não torna alguém fascista. Essa mudança leva à rotulação de escritos anarquistas considerados "transfóbicos" por certos círculos pós-modernos como "fascistas". Lembremos também dos Coletes Amarelos (CA), rotulados de "fascistas" em seus primórdios porque sua retórica não se alinhava ao pensamento higienizado dos círculos ativistas.

Em suma, o antifascismo atual tende a ser mais moral do que político, baseado em valores humanistas, antirracistas, antissexistas e outros. Daí a criação de amplas frentes antifascistas, muitas vezes apolíticas.

O Impasse Político do Antifascismo
Ao rotular a Reunião Nacional (RN) de fascista, o antifascismo atual limita sua estratégia às eleições: impedir uma vitória da RN (votando em Chirac contra Le Pen, Macron contra Le Pen, amanhã Retailleau/Darmanin...?). Essas frentes, principalmente eleitorais ou por meio de manifestações, defendem a "democracia representativa". Certamente, isso garante mais liberdades individuais do que uma ditadura, mas as tendências autoritárias atuais são a resposta da burguesia à crise. Se a crise piorar, até mesmo os chamados partidos "democráticos" poderão apoiar um regime ditatorial (lembremos dos plenos poderes concedidos a Pétain em 1940 pela Câmara eleita em 1936).

Portanto, é essencial colocar a crítica ao Estado no centro da análise do autoritarismo. O fascismo ou as tendências autoritárias não podem ser combatidos defendendo a democracia atual. Isso seria pedir à burguesia que não fosse autoritária quando ela escolheu sê-lo.

Combater a extrema-direita e suas tendências fascistas
Não estamos pedindo ao Estado que dissolva os grupos de extrema-direita. Proibi-los não os faria desaparecer, mas daria a ilusão de que o Estado está nos protegendo, quando essas medidas teriam efeito contrário assim que nos tornássemos problemáticos. Rejeitamos também a "frente republicana", que nos pressiona a nos aliarmos aos representantes dos exploradores.

Combater a ascensão da extrema-direita - e a potencial ascensão do fascismo, caso a crise se agrave - não envolve recorrer ao Estado "democrático". Diante dos ataques de grupos fascistas em certas cidades, devemos nos unir fisicamente, na base, ao lado de outros ativistas. Mas nos limitarmos a uma luta pelo poder dentro de pequenos grupos é um beco sem saída; esses grupos já têm laços com a polícia e os militares e provavelmente receberão apoio crescente do aparato estatal no futuro.

Para combater a extrema-direita, precisamos tomar dela o monopólio do descontentamento generalizado. Frentes republicanas eleitorais com partidos burgueses não alcançarão esse objetivo. Precisamos de movimentos sociais radicais que atraiam as populações mais exploradas e oprimidas. Isso pressupõe que não haja uma polícia do pensamento que exclua, em nome do "antifascismo", aqueles que não compartilham os códigos verbais e políticos da "esquerda radical".

Conclusão: Assim como os Coletes Amarelos, somente os movimentos radicais podem nos tirar da resignação social e da deriva em direção ao nacionalismo e à reação. Diferentemente dos Coletes Amarelos, o objetivo não deve ser o confronto com as forças da lei, mas sim o confronto com a classe capitalista fora da estrutura institucional vigente... e, portanto, fora da estrutura eleitoral (incluindo a Reunião Nacional).

RV

http://oclibertaire.lautre.net/spip.php?article4570
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