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(pt) France, Monde Libertaire - "Somos todos antifascistas!" (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]

Date Fri, 19 Dec 2025 07:51:01 +0200


Canções cantadas por um grupo, uma multidão, dão paixão e emoção à ação, criando uma memória coletiva. Em 2022, a Éditions du Détour publicou um livro intitulado *En Lutte! Carnet de chants* (Em Luta! Caderno de Canções). Este livro reuniu canções históricas e mais recentes. Todas compartilham o fio condutor de serem canções de luta. Naqueles tempos antes da internet e dos celulares, quando a mobilização se expressava através do entusiasmo, as pessoas cantavam. Agora, elas repetem essa experiência com o mesmo grupo de historiadores e professores. Vale ressaltar que eles mantêm o blog *L'histgeobox*, onde oferecem análises de mais de 400 canções dentro de seu contexto histórico. O livro se intitula *Siamo tutti antifascisti* (Somos todos antifascistas) com o subtítulo *Chantons contre l'oppression* (Cantemos contra a opressão). Muitas vezes, um evento é o catalisador para a escrita de um livro. As eleições legislativas de 2024 na França evidenciaram a ascensão da extrema-direita, que não se limita a algumas cadeiras parlamentares. Mostraram também que alianças entre a direita tradicional e movimentos extremistas foram aceitas tanto pelas máquinas partidárias quanto pelos ativistas. Os eleitores não se escondem mais; impulsos sinistros estão sendo liberados. Os autores do livro usam um slogan da década de 1920, entoado na Itália, como título, e três punhos cerrados são exibidos na capa. Todos podem ver a ameaça e a disseminação de ideias de extrema-direita pelo mundo, seja descaradamente ou de forma disfarçada e camuflada.

A luta contra a opressão não é novidade. Por isso, as pessoas cantam, apoiam-se mutuamente, consolam-se umas às outras. Os poderes autoritários buscam controlar e suprimir a dissidência. "Alguns artistas se refugiam em metáforas e duplos sentidos para driblar e enganar a censura." As redes sociais estão sob escrutínio particular. Os métodos mudam, o autoritarismo não, mas o protesto também sabe se adaptar. E os autores expressam a esperança de que "outros punhos se erguam para cantar contra a opressão".

"Outros punhos se erguem"

Vinte e cinco canções foram selecionadas para este livro. A mais antiga data de 1791, e a mais recente, intitulada Barayé, chega até nós de Teerã em 2022. Algumas são conhecidas, como El Paso del Ebro, A Canção dos Pântanos, Bella Ciao, La complainte du partisan, El pueblo unido jamás será vencido... Outras evocam a segregação, como Mississippi Goddam, de Nina Simone. Às vezes, as canções ocultam sua mensagem, como Le sire de Fisch-ton-can contra Napoleão III.

As letras e as músicas são, por vezes, esquecidas. Uma das contribuições deste livro é trazê-las de volta à atenção do público. As letras são apresentadas, e o contexto em que as canções foram escritas é muito bem explicado pelos autores. Por exemplo, a canção "Parachutiste" (Paraquedista), de Maxime Le Forestier, enfrentou repressão e censura da mídia oficial. Um programa de rádio com o cantor na Europe 1, na década de 1970, chegou a ser interrompido por extremistas de direita. Outras canções refletem as lutas em curso. A liberdade não é uma realidade no Egito, apesar de "Irhal", de 2011. A luta também é árdua no México contra as ameaças dos Estados Unidos, como ilustra a canção "La Adelita". Que futuro aguarda a África do Sul com "Gimme Hope Jo'Anna"?

Essas canções vêm de todo o mundo e existem há mais de dois séculos. Elas expressam o anseio de mulheres e homens por liberdade e dignidade.

* Etienne Augris, Julien Blottière, Jean-Christophe Diedrich, Véronique Servat
Siamo tutti antifascisti
Chantons contre l'oppression (Somos Todos Antifascistas)
Ed. du Détour, 2025

https://monde-libertaire.net/?articlen=8692
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