A - I n f o s

a multi-lingual news service by, for, and about anarchists **
News in all languages
Last 30 posts (Homepage) Last two weeks' posts Our archives of old posts

The last 100 posts, according to language
Greek_ 中文 Chinese_ Castellano_ Catalan_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Francais_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkurkish_ The.Supplement

The First Few Lines of The Last 10 posts in:
Castellano_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_
First few lines of all posts of last 24 hours

Links to indexes of first few lines of all posts of past 30 days | of 2002 | of 2003 | of 2004 | of 2005 | of 2006 | of 2007 | of 2008 | of 2009 | of 2010 | of 2011 | of 2012 | of 2013 | of 2014 | of 2015 | of 2016 | of 2017 | of 2018 | of 2019 | of 2020 | of 2021 | of 2022 | of 2023 | of 2024 | of 2025

Syndication Of A-Infos - including RDF - How to Syndicate A-Infos
Subscribe to the a-infos newsgroups

(pt) France, Monde Libertaire - 13 de novembro de 2015: Crime e Memória (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]

Date Tue, 16 Dec 2025 07:52:54 +0200


Onde estávamos em 13 de novembro de 2015? Eles passeavam por Paris, perto da Place de la Nation, em frente ao Comptoir Voltaire; almoçavam com amigos no Le Carillon, no Le Petit Cambodge na Rue Alibert, no La Bonne Bière na Rue du Faubourg du Temple ou no Casa Nostra na Rue de la Fontaine au Roi; iam ao Bataclan para um concerto, perto da Rue Amelot. Foram mortos ou gravemente feridos, e as cicatrizes psicológicas do horror que testemunharam os marcaram para sempre. 130 mortos, centenas de feridos nos arredores da Place de la République. No dia seguinte, milhares de flores, mensagens comoventes, objetos, desenhos de crianças e velas foram depositados no local do massacre durante homenagens. Sarah Gensburger e Gérôme Truc, ambos pesquisadores do CNRS (Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica), reconheceram a importância de compilar fotografias, análises e testemunhos desse ritual de luto e desses memoriais efêmeros em um único livro, *Os Memoriais de 13 de Novembro*. Dez anos depois, o livro foi republicado pela EHESS (Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais).

A capa apresenta a fachada do Carillon, uma calçada coberta de flores. "Este livro contribui para esse movimento mais amplo, oferecendo uma perspectiva monográfica sobre os memoriais efêmeros que surgiram em Paris[...]. Resultado de uma colaboração inédita entre pesquisadores e arquivistas,[...]é o primeiro a oferecer uma abordagem verdadeiramente abrangente, da rua onde se formam ao museu", em particular o Arquivo de Paris, no Boulevard Sérurier, no 19º arrondissement. Embora a perspectiva do pesquisador possa parecer distante e imparcial, isso também faz parte de sua missão, buscando a máxima objetividade possível. Muitos voluntários ofereceram ajuda para apoiar os serviços de emergência, que acabaram se retirando diante do profundo horror. Um projeto de pesquisa está em andamento.

A Preservação destes Memoriais

Seis capítulos estruturam a análise do livro. Os dois primeiros examinam os próprios memoriais e, em seguida, exploram as práticas sociais que os cercam. Os dois capítulos seguintes descrevem o processo de arquivamento, com base no depoimento de Guillaume Nahon, diretor dos arquivos de Paris, e em uma comparação com os atentados de Madri. O choque sentido pela população parisiense, e além, se reflete nos livros de condolências e na evolução desses memoriais, de temporários a permanentes. O capítulo final aborda a questão da preservação desses memoriais como patrimônio.

Cultura Contra as Armas!

A intensidade do evento é transmitida pela iconografia particularmente rica destas páginas: o olhar, o sorriso - essas mulheres, esses homens estão mortos. As palavras escritas nas paredes, nos papéis, devem ser preservadas. Os funcionários da limpeza urbana de Paris desempenharam uma tarefa fisicamente exigente, sempre respeitando os objetos e as mensagens. Sociólogos se concentram em analisar o significado da mensagem recebida pela população: foi um ataque contra Paris ou a França, o "Nós" do bairro? E em resposta: Cultura contra as armas! Para além dos dias que se seguiram, como preservar a memória? Como marcar o evento? Uma placa, uma estátua, uma árvore? Como dar sentido a isso? Como garantir uma memória coletiva? Este livro contribui para essa compreensão por meio de seu imenso impacto emocional.

* Sarah Gensburger e Gérôme Truc (orgs.)
As Memórias de 13 de Novembro
Ed. EHESS, 2020 (reeditado em 2025)

https://monde-libertaire.net/?articlen=8685
_________________________________________
A - I n f o s Uma Agencia De Noticias
De, Por e Para Anarquistas
Send news reports to A-infos-pt mailing list
A-infos-pt@ainfos.ca
Subscribe/Unsubscribe https://ainfos.ca/mailman/listinfo/a-infos-pt
Archive http://ainfos.ca/pt
A-Infos Information Center