|
A - I n f o s
|
|
a multi-lingual news service by, for, and about anarchists
**
News in all languages
Last 30 posts (Homepage)
Last two
weeks' posts
Our
archives of old posts
The last 100 posts, according
to language
Greek_
中文 Chinese_
Castellano_
Catalan_
Deutsch_
Nederlands_
English_
Francais_
Italiano_
Polski_
Português_
Russkyi_
Suomi_
Svenska_
Türkurkish_
The.Supplement
The First Few Lines of The Last 10 posts in:
Castellano_
Deutsch_
Nederlands_
English_
Français_
Italiano_
Polski_
Português_
Russkyi_
Suomi_
Svenska_
Türkçe_
First few lines of all posts of last 24 hours
Links to indexes of first few lines of all posts
of past 30 days |
of 2002 |
of 2003 |
of 2004 |
of 2005 |
of 2006 |
of 2007 |
of 2008 |
of 2009 |
of 2010 |
of 2011 |
of 2012 |
of 2013 |
of 2014 |
of 2015 |
of 2016 |
of 2017 |
of 2018 |
of 2019 |
of 2020 |
of 2021 |
of 2022 |
of 2023 |
of 2024 |
of 2025
Syndication Of A-Infos - including
RDF - How to Syndicate A-Infos
Subscribe to the a-infos newsgroups
(pt) Italy, FAI, Umanita Nova #31-25 - Trabalho Infinito. Horas Extras, Noites e Feriados (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Mon, 15 Dec 2025 07:35:25 +0200
Isenção de Impostos para Horas Extras e Trabalho em Feriados: A Nova
Face da Servidão Voluntária ---- A lei orçamentária do governo Meloni
celebra o trabalho infinito: aqueles que abdicam de tempo, descanso e
vida social são recompensados com alguns euros extras. O pagamento extra
torna-se um instrumento de chantagem moral e fiscal. ---- Em seu projeto
de lei orçamentária, o governo Meloni anuncia triunfalmente a isenção de
impostos para horas extras, trabalho noturno e trabalho em feriados. Uma
medida que, à primeira vista, pode parecer beneficiar os trabalhadores:
impostos mais baixos significam mais dinheiro em seus contracheques. Mas
por trás dessa aparente generosidade reside uma mensagem precisa e
perturbadora: trabalhe mais, abra mão do seu tempo e talvez você consiga
sobreviver um pouco melhor.
A sensação de dominação é completa. Após anos de retórica sobre "mérito"
e "produtividade", o Estado está mais uma vez promovendo o trabalho como
uma virtude moral, um dever patriótico. Aqueles que concordam em
trabalhar à noite, em feriados ou além das oito horas são elevados à
condição de exemplos cívicos. É mais uma forma de disciplina, disfarçada
de incentivo fiscal.
O Estado recompensa a submissão voluntária, e o capitalismo agradece:
mais horas de trabalho a custos mais baixos, sem a necessidade de contratar.
Isso subverte o significado das conquistas sociais. Jornadas de trabalho
mais curtas, descanso semanal, o direito a uma vida além da fábrica e do
escritório foram resultados de décadas de luta. Agora, voltam a ser
variáveis econômicas a serem monetizadas.
Não se trata mais de liberar tempo, mas de vender tempo, como se a vida
fosse um reservatório a ser esvaziado para o lucro de outros. O domingo,
antes um símbolo de liberdade coletiva, torna-se uma oportunidade
individual de lucro.
O argumento é sempre o mesmo: "quem trabalha mais deve ser
recompensado". Mas, na realidade, a recompensa é uma isenção fiscal que
não altera a essência da precariedade, nem a desigualdade estrutural.
Quem trabalha mais não se torna livre, apenas fica mais cansado.
Enquanto o governo corta gastos com saúde, educação e assistência
social, apresenta-se como benfeitor daqueles dispostos a abrir mão do
descanso, transformando o sofrimento em mérito.
Isso não é novidade. Da propaganda corporativa do fascismo ao "Plano de
Trabalho" e às reformas neoliberais das últimas décadas, todas as crises
do capitalismo italiano foram abordadas da mesma maneira: invocando o
"dever de trabalhar mais".
Hoje, com uma linguagem atualizada, Meloni reitera essa mesma ideologia.
A ideia de que a liberdade consiste em poder escolher trabalhar para
sempre, que a felicidade é uma dedução no imposto de renda, que a
dignidade depende do número de horas trabalhadas.
Mas a perspectiva anarquista inverte o paradigma.
Não pedimos para sermos pagos mais por trabalhar além dos nossos
limites: pedimos para trabalhar menos para viver mais.
A liberdade não nasce do sacrifício, mas do tempo livre. O trabalho não
é um destino, é um meio; e quando se torna um fim, torna-se dominação.
É por isso que toda isenção fiscal para o sacrifício é um imposto sobre
a liberdade.
Num país onde as pessoas morrem de tanto trabalhar e sobrevivem com
horas extras, a promessa de "alguns euros a mais se você abrir mão do
seu domingo" é uma zombaria. É o pacto social do novo milênio: o Estado
deixa você respirar, contanto que você continue produzindo.
A liberdade, porém, começa justamente quando deixamos de obedecer a essa
antiga ordem que confunde labuta com virtude e submissão com mérito.
Antonio Caggese
https://umanitanova.org/il-lavoro-infinito-straordinari-notturni-e-festivi/
_________________________________________
A - I n f o s Uma Agencia De Noticias
De, Por e Para Anarquistas
Send news reports to A-infos-pt mailing list
A-infos-pt@ainfos.ca
Subscribe/Unsubscribe https://ainfos.ca/mailman/listinfo/a-infos-pt
Archive http://ainfos.ca/pt
A-Infos Information Center