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(pt) Brazil, OSL, Libera #182 - TRABALHO DE BASE COMO ESTRATÉGIA POLÍTICO-ORGANIZATIVA (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Tue, 23 Sep 2025 09:12:40 +0300
Muito se fala de trabalho de base, que é um tema recorrente e ainda mais
necessário na atualidade. Mas é comum confundir trabalho de base com
agito e propaganda, panfletagem, uma ida de casa em casa, mobilizações
esporádicas ou somente nas eleições. Tudo isso pode fazer parte do
trabalho de base, mas ele não se reduz a estas ações. ---- O trabalho de
base não pode se reduzir também a atividades sem continuidade, a
eventos. Nem achar que é ficar fazendo um monte de reuniões - que são
importantes, mas servem principalmente para preparar uma ação e depois
avaliá-la ela, e não ser um fim em si. Ou pior, achar que dá pra fazer o
trabalho de base pelas redes sociais ou pelo whatsapp, pelo contrário,
precisa de contato com o povo.
O trabalho de base se insere num projeto político, que define sua
intencionalidade. Ele se insere numa estratégia político-organizativa
que busca a transformação social. Ou seja, estabelece objetivos e
prioridades, evitando cair no tarefismo ou em querer "abraçar o mundo",
ou sucumbir a vícios como o reformismo, economicismo, assistencialismo
ou ativismo. E com isso garante a sustentação, continuidade e conquistas
das lutas.
Fazer trabalho de base é "fincar nossa bandeira" do movimento social, é
construir força social em determinado espaço para ter controle do
território economicamente, politicamente, organizativamente e culturalmente.
Também é comum que depois da conquista da moradia (por um movimento
sem-teto) ou da terra (por um movimento do campo) que a dinâmica esfrie
e cada um vá "cuidar de sua vida". Aí também se deve seguir com o
trabalho de base para manter a organicidade da ocupação, do
assentamento, estimular a participação das pessoas na construção do
cotidiano do movimento e em suas tomadas de decisão.
Também é importante pensar em diferentes formas de financiar e
estruturar o trabalho de base, desde a contribuição de cada pessoa, por
menor que seja, a apoiadores de fora, solidariedade de outros movimentos
e sindicatos, entre outras. E sempre envolvendo o povo para pensar e na
solução desses processos.
Além disso, no capitalismo as classes dominantes se articulam e somam
esforços para aumentar seu poder e desmobilizar o povo, sequestrar suas
pautas, reduzir sua capacidade de luta, atomizar os sujeitos e canalizar
a indignação para saídas individualistas. Por isso o trabalho de base
precisa de um projeto político revolucionário que articule e una a
classe trabalhadora e o conjunto das classes oprimidas, construindo
relações de solidariedade de classe.
Portanto, podemos dizer que o trabalho de base constitui todos os
esforços de organização, de mobilização e de formação (técnica,
política, cultural etc.) que prepara as classes populares para o
exercício do poder popular, que necessariamente elas devem conquistar.
Princípios do trabalho de base:
* Só a massa faz mudanças, o povo como força potencial na construção do
poder popular autogestionário;
* Intencionalidade. O trabalho de base é feito por militantes que
fermentam essa massa, canalizando a revolta e a indignação para um
projeto de transformação social;
* Ação direta. Envolver o povo como protagonista, como sujeito. O povo
deve assumir responsabilidades e construir as lutas nos espaços de
moradia, educação e trabalho.
Objetivos do trabalho de base:
* Resolver problemas do cotidiano. O trabalho de base não é abstrato,
acontece num momento e num território para lutar e resolver problemas do
cotidiano do povo (terra, educação, comida, saúde, moradia, trabalho
etc), ou seja, lutar por direitos sociais básicos.
* Politizar a luta. Ou seja, lutar por direitos sociais básicos mas não
pode ficar só nisso. Os militantes precisam politizar o processo para
que o povo entenda as raízes dos seus problemas, que existe um sistema
capitalista que explora, domina e oprime a classe trabalhadora e os
sujeitos sociais. E portanto, seus problemas não são apenas individuais
e particulares, mas sofridos pelo conjunto das classes oprimidas. É
preciso articular o local, o particular, com o todo, com o macro.
* Formar e recrutar novos militantes. O trabalho de base também busca
aumentar os quadros da luta social, e que vão fazer parte desse projeto
político de transformação social.
Método do trabalho de base:
* Não há como fazer o trabalho de base sem "meter o corpo" no
território, se inserir numa base social (a partir de critérios),
encarnar naquela realidade, "construir seu barraco" ali naquele lugar.
Em outras palavras, a esquerda de intenção revolucionária precisa ter
presença concreta e relevante nas diferentes dimensões da vida do povo.
* Não dá pra começar com todo mundo, tem que priorizar determinadas
pessoas e experiências. A militância deve identificar e formar as
lideranças, que existem no meio do povo, costumam ser aquelas pessoas
curiosas, que têm iniciativa e são críticas, pensam para além de sua
família. O processo começa pequeno, sem megalomania, com muitos grupos
de base bem organizados e que formem um movimento. Assim, um "círculo
pequeno" vai alimentando um "círculo maior".
* Estabelecer prioridades e não querer "abraçar o mundo". Para isso são
importantes algumas metodologias como análises do território e
planejamentos de ações, identificar os objetivos que são mais viáveis e
possíveis de conquistar, em vez das megalomanias que nunca são
alcançadas e geram frustração.
Tarefas permanentes do trabalho de base:
* Entrar em contato com o povo;
* Conhecer o território (sua economia, geografia, cultura, atores
sociais etc.);
* Não existe trabalho de base sem ação, por menor que seja. E ela tem
que ser do tamanho que o povo está disposto a assumir. A ação também tem
caráter formativo, é nela que se vai descobrindo as pessoas, o
território. Deve-se envolver o povo como participante na divisão das
tarefas para organizar e realizar a ação;
* Formação. Saber fazer as perguntas, ou seja, problematizar para o povo
sair do senso comum sobre a realidade;
* O trabalho de base tem que desembocar no movimento social, ir pra rua,
fazer alianças, dar sustentação para o trabalho de massa.
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(de) Brazil, OSL, Libera #182 - GRASSROOTS-ARBEIT ALS POLITISCH-ORGANISATORISCHE STRATEGIE (ca, en, it, pt, tr)[maschinelle Übersetzung]
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