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(pt) Brazil, OSL, Libera #182 - FIM DA 6X1 E BREQUE DOS APPS APONTAM CAMINHO DA LUTA (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Fri, 12 Sep 2025 09:12:17 +0300
APESAR DA PROPAGANDA GOVERNISTA, CLASSE TRABALHADORA SEGUE EM CONDIÇÃO
PRECÁRIA. LUTA DE CLASSES INDEPENDENTE É A ÚNICA SAÍDA PARA OBTER
CONQUISTAS ---- A propaganda governista exalta o baixo nível de
desemprego e o aumento do rendimento médio dos trabalhadores, mas os
números também revelam a precarização da nossa classe, principalmente
nos setores de salários mais baixos. O governo Lula/Alckmin não reverteu
medidas como a Lei das Terceirizações e a Reforma Trabalhista, que foram
aprofundadas nos últimos anos. Por outro lado, por fora da estrutura da
burocracia sindical, importantes lutas vêm fazendo frente a esse
cenário, como a mobilização contra a escala 6x1 e o Breque dos Apps.
Nos setores mais precarizados do trabalho com carteira assinada, ganha
corpo a luta pelo fim da escala 6x1. Iniciada pelo Movimento Vida Além
do Trabalho (VAT), a pauta se destacou nas redes sociais e teve apoio
das bases de amplas categorias. No fim do ano passado chegou ao
Congresso Nacional, com um projeto de lei para implantar uma jornada de
trabalho de 36 horas semanais e uma escala padrão de 4 dias de trabalho
por 3 dias de descanso. A redução da jornada de trabalho é uma pauta
histórica da classe trabalhadora, que por muito tempo foi largada pela
burocracia sindical, encastelada na institucionalidade dos acordos com
os patrões. Entidades sindicais que pregam a luta classista, como a
CSP-Conlutas, têm apoiado as lutas de base contra a 6x1 para além dos
debates no Congresso, porém as grandes centrais (como a própria CUT)
ainda mantêm distância do tema, e apenas agitam essa bandeira como
palavra de ordem vazia, sem construção real nas bases.
Entre os trabalhadores informais, o Breque dos Apps é outra importante
luta que ganhou espaço nos últimos tempos. Os entregadores por
aplicativos se mobilizam há alguns anos, com massivas paralisações
nacionais para demandar melhoria dos rendimentos e direitos. Tratados
como "parceiros" de empresas gigantes da tecnologia (muitas delas
transnacionais que valem bilhões de dólares), esses trabalhadores
compreendem que são explorados e que só a luta coletiva pode arrancar
conquistas dos de cima.
Enquanto isso, o governo Lula/Alckmin mal se esforça para se diferenciar
dos governos anteriores. Sobre a escala 6x1, os governistas se resumem a
defender a importância de "estabelecer o diálogo na sociedade" - depois
que a discussão já foi colocada na sociedade. Pesquisa feita pelo
Datafolha no fim do ano passado aponta que 64% dos brasileiros defendem
o fim da escala 6x1. Mas o governo de "frente amplíssima" está
comprometido com as entidades patronais e com o mercado financeiro, por
isso não encampa esta luta tão importante. Em relação aos direitos dos
entregadores, em 2023 o governo federal estabeleceu um grupo de trabalho
envolvendo entidades sindicais e patronais, mas dessa "negociação" nada
avançou.
Os movimentos contra a escala 6x1 e pelos direitos dos entregadores por
aplicativos demonstram a importância e a atualidade da luta de classes
para arrancar conquistas dos de cima. As categorias mais precarizadas da
classe trabalhadora têm enxergado que a propaganda do governismo não
enche a barriga das famílias, muito menos superam as profundas
desigualdades do país.
Apesar das mobilizações recentes, os atos do Primeiro de Maio deste ano
ficaram longe de refletir as reais aspirações da classe trabalhadora. À
exceção de algumas manifestações chamadas por entidades verdadeiramente
de luta, os atos organizados pelas grandes centrais e sindicatos foram
mais do mesmo do sindicalismo amarelo, com grandes shows e até sorteio
de carros, acompanhados de discursos pelegos e governistas. A distância
das cúpulas da burocracia sindical da realidade da classe trabalhadora é
mais uma demonstração da urgência da luta de classes, independente de
patrões e governos.
https://socialismolibertario.net/
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