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(pt) Brazil, Capixaba, FACA: Capitalismo e o Colapso Ecológico Anunciado (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Thu, 28 Aug 2025 08:56:23 +0300
Os dados alarmantes divulgados neste ano de 2025 pela Organização
Meteorológica Mundial - o mar em superaquecimento, 1,4 milhão de
deslocados por eventos climáticos extremos no Pacífico, 10% dos oceanos
sufocados por ondas de calor - não são meros acidentes naturais. São o
resultado palpável, o sintoma terminal, de uma máquina de morte chamada
capitalismo. Este sistema, fundado na acumulação infinita de lucro, é
intrinsecamente predatório. Ele transforma tudo - florestas, oceanos, a
própria atmosfera - em mercadoria a ser explorada até o esgotamento. A
lógica do crescimento perpétuo, indispensável ao capital, é
biologicamente impossível num planeta finito. As emissões
descontroladas, a extração insana de recursos, a poluição industrial
desenfreada, são não falhas do sistema, mas seu modus operandi
essencial. O recorde de temperatura do mar é o termômetro calibrado pela
ganância corporativa.
A tragédia no Pacífico, com milhões forçados a abandonar suas terras por
ciclones intensificados e elevação dos mares, expõe o rosto brutal do
colonialismo ambiental inerente ao capitalismo globalizado. As nações
insulares e comunidades costeiras, que menos contribuíram historicamente
para as emissões de carbono, são as primeiras e mais violentamente
atingidas. Enquanto isso, as megacorporações de combustíveis fósseis e
os Estados industrializados, principais responsáveis pelo caos
climático, continuam a lucrar obscenamente e a financiar novas
explorações. O sistema protege seus agentes e transfere o custo humano e
ecológico para os mais vulneráveis, os "descartáveis" do Sul Global. O
deslocamento em massa não é um efeito colateral; é a externalização
planejada do custo da acumulação capitalista.
A ilusão perigosa do "capitalismo verde" ou do "desenvolvimento
sustentável" é apenas mais uma engrenagem na máquina de destruição. São
falsas soluções de mercado - créditos de carbono, energias "limpas"
controladas por monopólios, tecnologias mirabolantes - que servem para
manter intactas as estruturas de poder e acumulação. Elas não questionam
a necessidade fundamental de expansão infinita e consumo desenfreado;
apenas tentam pintar de verde o mesmo modelo insustentável, criando
novas fontes de lucro enquanto o planeta continua a arder. Os ciclones
que devastam o Sudoeste da Ásia não serão contidos por painéis solares
vendidos por megacorporações. Esta é uma cortina de fumaça para
perpetuar o controle e adiar a ação radical necessária.
Diante dessa realidade, é uma insanidade acreditar que reformas dentro
do sistema capitalista podem deter a catástrofe. A ação climática
significativa exige o desmantelamento imediato da indústria de
combustíveis fósseis, o fim da produção desnecessária de mercadorias,
uma profunda redistribuição de riqueza e uma reorganização radical da
vida em torno das necessidades comunitárias e ecológicas, não do lucro.
O capitalismo, por sua própria natureza, é incapaz de realizar isso. Ele
só compreende a linguagem do crescimento e da exploração. Portanto, a
luta ecológica verdadeira é, inevitavelmente, uma luta revolucionária
anticapitalista. Defender a Terra significa atacar as raízes do poder
que a destrói: o Estado que a protege e o capital que a devora.
A única esperança reside na ação direta, na organização autônoma das
comunidades, na desobediência massiva e na construção de alternativas
horizontais e libertárias agora. Devemos sabotar as máquinas da
destruição - dos gasodutos às mineradoras - e criar zonas de resistência
e autonomia onde a vida, não o lucro, seja o valor supremo.
A destruição do capitalismo não é um desejo vingativo; é uma necessidade
ecológica absoluta, o pré-requisito para qualquer chance de
sobrevivência coletiva neste planeta. Os 1,4 milhões de deslocados no
Pacífico são as vítimas de hoje. Se não destruirmos a máquina que os
esmaga, seremos todos as vítimas de amanhã. A Terra não negocia; ela se
rebela. Ou nos rebelamos com ela, abolindo o capitalismo, ou perecemos
com ele.
Federação Anarquista Capixaba - FACA
https://federacaocapixaba.noblogs.org/post/2025/07/18/capitalismo-e-o-colapso-ecologico-anunciado/
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(pt) Greece, APO: Atualização e reportagem fotográfica do 7º Festival Libertário de Solidariedade Social, Classista e Internacionalista (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
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(tr) Italy, FAI, Umanita Nova #22-25 - Anarşizm ve Transfeminizm (ca, de, en, it, pt)[makine çevirisi]
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