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(pt) Brasil, OSL: 108 anos da Greve Geral de 1917 (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Tue, 26 Aug 2025 07:23:10 +0300
No dia 9 de julho, trazemos à memória o início da Greve Geral de 1917.
Um importante marco histórico na luta de classes brasileira, e sempre
destacamos esse evento de luta, da nossa classe, na América Latina. ----
A carestia de vida avançava nos anos da Primeira Guerra Mundial e as
condições de trabalho eram insalubres e violentas - literalmente,
encarregados espancavam trabalhadoras e trabalhadores, principalmente
crianças, que eventualmente dormissem ou desmaiassem durante as jornadas
de trabalho que chegavam a 16 horas por dia com pouquíssima alimentação;
e, além de tudo, o Estado subordinado aos interesses dos latifundiários
e dos industriais, reprimiam violentamente qualquer tentativa de
organização de classes.
Algumas greves pontuais aconteciam com maior visibilidade desde antes da
guerra, mas com o agravo das condições materiais fez com que as tecelãs
do Cotonifício Crespi, na Mooca, fossem as primeiras a cruzarem os
braços, em junho de 1917. O movimento ganhou enormes proporções nas
semanas seguintes, com greves em várias fábricas da cidade, tendo seu
ápice em julho, com a visão das revolucionárias e revolucionários que
greves pontuais não eram suficientes, e uma verdadeira greve geral era
necessária para enfrentar Estado e patrões.
Em 9 de julho de 1917, o sapateiro anarquista José Ineguez Martinez, do
grupo Jovens Incansáveis, era assassinado pela polícia em uma
manifestação que exigia condições dignas de trabalho. A resposta ao
crime foi uma mobilização ainda maior da classe trabalhadora, na maior
greve geral que esse país já viu.
O sapateiro Martinez tinha apenas 21 anos, era de origem espanhola, e
ligado às organizações sindicalistas revolucionárias da época,
estratégia anarquista para o movimento popular daquele momento. Naquele
9 de julho, ele participava de um protesto na porta da fábrica
Mariângela, no Brás, quando o ato foi atacado pela cavalaria da polícia.
O trabalhador foi atingido com um tiro no estômago, levado para a Santa
Casa, mas morreu no mesmo dia. Em 11 de julho acontecia seu funeral, no
Cemitério do Araçá, que havia sido convocado na véspera pelos jornais
operários como uma grande manifestação.
Os anarquistas, junto com outros setores do sindicalismo e com o
protagonismo das mulheres grevistas, criaram o Comitê de Defesa
Proletária. Trabalhadoras e trabalhadores exigiam jornada de trabalho de
8 horas por dia (com meio expediente aos sábados), fim da exploração do
trabalho de menores de 14 anos, fim do trabalho noturno para mulheres e
crianças, aumento salarial de 25%, direito de greve e reunião, redução
de preços de alimentos, entre outras questões. Também eram pautas
naquelas greves operárias a igualdade salarial entre homens e mulheres,
licença depois do parto e o fim de abusos e assédios cometidos por
encarregados contra as operárias.
As fotos dos comícios da época exibem poucas mulheres. Além do trabalho
fabril, elas ainda se dedicavam ao trabalho reprodutivo em casa.
Contudo, milhares de anônimas se mobilizaram naquelas semanas de 1917.
Uma das principais figuras daquele período foi Maria Angelina Soares,
tecelã e anarquista, que foi secretária da Liga Operária da Mooca e uma
das fundadoras do Centro Feminino de Jovens Idealistas.
A organização dos trabalhadores, que já vinha sendo construída pelos
anos, mostrou resultado no fortalecimento da greve. Estima-se que a
greve chegou a ter a adesão de 100 mil trabalhadores; o fim da greve,
ocorreu no dia 16 de julho. Em uma semana, através de muita luta,
resistência e combatividade, conseguiram arrancar poder público,
importantes conquistas, como o compromisso em reduzir os preços dos
alimentos e em tirar medidas pela defesa de trabalhadores menores de 18
anos e das trabalhadoras de período noturno. Foi o início de um processo
revolucionário: boa parte de São Paulo ficou sobre controle dos
trabalhadores e a patronal, temerosa, foi colocada contra a parede.
VIVA A GREVE DE 1917
VIVA A LUTA DA CLASSE TRABALHADORA!
Para maiores informações sobre o protagonismo das mulheres na Greve
Geral de 1917 recomendamos a leitura do livro "Companheiras: Mulheres
Anarquistas em São Paulo (1889-1930)", de Samanta Colhado Mendes,
disponível no site da Faísca Edições Libertárias.
https://socialismolibertario.net/2025/07/10/108-anos-greve-1917/
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(pt) Spaine, Regeneration: Era uma vez... a primeira greve geral na Catalunha Por ANGEL MALATESTA (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
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