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(pt) Brazil, Luta Fob CEARA: APEOC golpeia a categoria e burocratas acusam a base de fascistas! Boletim ORC (04/2024) (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Fri, 26 Apr 2024 10:01:33 +0300
Nesta edição de abril de 2024 do Boletim da Oposição de Resistência
Classista (ORC) - Trabalhadores da Educação, você poderá ler sobre: ----
Governo petista, burocracia sindical e base insurgente! ---- Romper a
dicotomia "capital" - "interior" ---- Ceará: terra da precarização da
educação! ---- Burocracias sindicais atacam professores ao se
solidarizarem com a antidemocrática APEOC/CTB ---- A categoria das
professoras e professores da rede pública estadual do Ceará mostram seu
descontentamento com o golpismo da direção da APEOC/CTB e com a proposta
do governo Elmano/PT as suas reivindicações.
GOVERNO PETISTA, BUROCRACIA SINDICAL E BASE INSURGENTE!
Desde o final de 2023, foram realizadas assembleias na capital e
interior para debater e votar as pautas e a campanha salarial de 2024.
Com o início do ano letivo, essas pautas e reivindicações foram re
discutidas em assembleias nos dias 15/03 e 26/03. Além dessas
reivindicações, foram votados nessas assembleias o estado e indicativo
de greve. Na última, foi colocada a pauta de deflagração de greve para a
assembleia de 04 de abril, caso as negociações com o governo não
contemplassem a categoria.
Os resultados das negociações do sindicato com o governo ficaram aquém
das reivindicações da categoria, entre elas a equiparação salarial entre
os professores temporários e efetivos. Basicamente, a proposta do
governo cede um reajuste de 5,62% sem retroativo, diferente do que manda
a lei do piso que estabelece que a data-base deve ser o dia 1° de
janeiro de cada ano e a quitação de promoções atrasadas desde 2019, de
quando o governador era Camilo Santana/PT.
Entretanto, APEOC e DEMOCRACIA SINDICAL são palavras que não combinam.
Cabia a direção sindical analisar a conjuntura, abrir para falas e votar
a proposta que convocava a assembleia: GREVE. Mas não foi isso o que
aconteceu. A direção da APEOC agiu violentamente contra a sua base, que
respondeu proporcionalmente a violência realizada. Uma professora foi
agredida pelos seguranças da direção da APEOC ao que se seguiu o
arremesso de cadeiras de plástico contra um dos seus diretores durante
sua saída da assembleia.
Durante a assembleia, a APEOC decidiu que iria realizar 36 assembleias
regionais para consultar a base sobre a aceitação da proposta do governo
ou a deflagração da greve. Sabemos que isso é uma manobra
antidemocrática, visto que existe pouca fiscalização da base nessas
assembleias, podendo existir "assembleias fantasmas" realizadas pela
direção. Precisamos participar de pelo menos 18 dessas assembleias e
nelas rechaçar essa proposta rebaixada do governo e deflagrar a greve da
categoria.
Assim, propomos: a) Realização de zonais; b) Eleger delegadas/os nesses
zonais e construir um comando de mobilização autônomo; c) Que estes
zonais arrecadem recursos para; d) Levar colegas deste comando de
mobilização para as assembleias no interior e debater com estes colegas
a deflagração do movimento grevista. Estas são nossas tarefas! Mãos a obra!
Romper a dicotomia "capital" - "interior"
A Direção da APEOC/CTB age "dividindo para conquistar". Assim, reforça
um suposto discurso onde "os professores da capital se acham mais
importantes do que os professores do interior". Nada mais falso. Em
muitas escolas de cidades do interior, temos 100% de professoras
temporárias, muitas vezes até o núcleo gestor é de temporários.
Em algumas cidades, os efetivos estão em cargos comissionados, nas
Credes. Estes são os que reforçam o discurso do governo Elmano/PT, que
acusam os professores que querem greve de "desocupados", de "não
quererem trabalhar". Não podemos cair nessa arapuca posta pela APEOC/CTB.
Precisamos reforçar a unidade da categoria, indo para as cidades do
interior, debater com os colegas que estão na sala de aula e desmascarar
os gestores de Credes que fazem o discurso do governo e da direção da APEOC.
CEARÁ: TERRA DA PRECARIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO!
Censo Escolar 2023/MEC aponta que a rede estadual do Ceará é o segundo
estado do nordeste com maior quantidade de professores temporários em
relação a efetivos. Apenas 41,3% de professores em sala são efetivos.
O que o Censo escolar expressou é aquilo que já sabemos, já sentimos. A
maioria dos trabalhadores da educação do estado são de temporário.
Péssimas condições de trabalho, salários mais baixos que o dos
professores efetivos, vínculo de contrato precário, ficando por vezes
meses sem receber o salário por morosidade da administração na
publicação dos contratos em diário oficial, além de ficar a mercê das
direções de escolas.
Além dos problemas dos professores temporários com o governo estadual,
ainda temos o fato da APEOC/CTB não filiar os trabalhadores temporários.
É como se fossem inexistentes para o estado, para a representação
sindical oficial, mas utei para os altos índices. Reivindicamos desde a
greve de 2011 o direito a filiação sindical, negada pelo grupo que está
na direção da APEOC/CTB a décadas.
Assim, por ausência de representação sindical, surgiram iniciativas de
organização variadas, todas elas legitimas, visto que essa camada da
categoria é indesejada pela direção da APEO/CTB.
BUROCRACIAS SINDICAIS ATACAM PROFESSORES AO SE SOLIDARIZAREM COM A
ANTIDEMOCRÁTICA APEOC/CTB
Diversas entidades sindicais, inclusive o SINDIUTE/CUT se solidarizaram
com a APEOC/CTB devido a resposta da categoria a ação antidemocrática
dessa entidade. Em geral, entidades ligadas as centrais sindicais
reformistas. Essas notas devem ser repudiadas pelas suas bases, visto
que defendem em essência a ação antidemocrática da APEOC/CTB.
Como resposta, surgiram notas e mais notas de colegiados de professores
de escolas da rede estadual se solidarizando com sua própria categoria.
Essa resposta é mais importante que as notas das burocracias, pois
expressa a solidariedade de classe no seu estado mais puro!
"Façamos nós por nossas mãos tudo o que a nós nos diz respeito", A
Internacional
Boletim ORC - Abril 2024 - Versão ImpressaBaixar
Somos um grupo de trabalhadoras/es insatisfeitos com o modelo sindical
hegemônico, incluindo o do Sindiute-CUT e APEOC/CTB. Lutamos por
liberdade sindical e pela autonomia da nossa classe. Combatemos o
Imposto e a Unicidade sindical, consequência da Investidura Sindicaldo
Estado sobre as formas de organizações das/dos trabalhadoras/es. Conheça
a ORC! Organize-se!
https://lutafob.org/apeoc-golpeia-a-categoria-e-burocratas-acusam-a-base-de-fascistas-boletim-orc-04-2024/
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