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(pt) Argentina, Organizacion-Obrera #102: COMPANHEIROS!! COM OU SEM TRABALHO, NOS ARRUMAM NA MISÉRIA. (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]

Date Fri, 26 Apr 2024 10:01:01 +0300


Este é mais um 8 de março, em que continuamos imersos nas condições económicas, sociais, culturais e de consumo. ---- Arrastadas pelas ideias difundidas pelas corporações e pelo Estado através dos meios publicitários, onde o objetivo é nos vender a ideia de que as mulheres hoje têm mais direitos do que antes porque saímos para trabalhar, onde através dos meios de comunicação tentam nos atrapalhar com ideias fictícias .que nos mantêm submissos à promessa do empoderamento feminino.
Onde fica claro que as mulheres hoje querem o sistema capitalista para as suas fileiras que defendem a desigualdade social. Aquela mulher que se preocupa em ser fisicamente bonita, fria e ambiciosa. O reflexo disto encontra-se em todas as publicidades de marcas de vestuário e cosméticos que escravizam trabalhadores em diferentes partes do mundo onde se aproveitam da falta de organização sindical para terem pessoas exploradas nas suas oficinas ou fábricas têxteis por baixíssimos salários. Para que outro trabalhador de escritório ou do outro lado do mundo queira comprar aqueles produtos vazios sustentados apenas pela indiferença social que hoje existe em nossa humanidade.

Camaradas, devemos continuar a denunciar e a analisar a humanidade, que pouco mudou, porque ainda não conseguimos erradicar aquela forma de organização económica e social que pune e sustenta a injustiça social que cria sofrimento e problemas para todos, atropelando os melhores da espécie humana., convencendo a maioria da população mundial de que a ambição e a frieza nos levam a bons portos nesta vida e dentro do capitalismo.

Hoje, essa visão não só nos convenceu, mas também derrotou novamente as mulheres. Muitos hoje aspiram ser e parecer-se com a burguesia. Sem compreender que a mulher burguesa de hoje se impõe como a imagem da mulher perfeita que tudo pode e nos vende as suas ideias calculistas que nunca serão para todos porque vivemos numa sociedade de classes que se sustenta na exploração.

Então hoje o trabalho, assim como ontem, não me dignifica, não me torna igual a ninguém e não me livra das minhas correntes. Com ou sem trabalho, colegas, estamos sendo arrastados para a miséria.

Porque as mulheres trabalhadoras hoje estão divididas graças à política que sempre se coloca à frente das necessidades da nossa organização sindical.

E por isso devemos viver com salários baixos que não são suficientes para nos sustentar e muito menos para sustentar uma família. E onde outras minorias de mulheres usam melhores salários em troca de controlar o resto, sendo chefes ou chefes exploradoras que possuem as suas próprias empresas.

A luta das mulheres hoje envolve múltiplas bandeiras ideológicas que procuram nos dividir ainda mais e nos arrastar para uma confusão que nos faz apoiar um lado que não é o nosso.

É por isso que, desde vários escritórios da zona norte, apelamos a todas as mulheres que estão fartas de serem mal remuneradas no seu trabalho. Como é o caso de colegas de educação, saúde, limpeza, comércio, gastronomia, escritório e administração de diversas empresas de entidades públicas e privadas. Onde há muitas mulheres trabalhadoras que devem sobreviver poupando os seus salários para sustentar a casa, enquanto fazem malabarismos com o aumento dos preços dos alimentos e o resto das necessidades básicas.

Porque já não basta a exploração dos homens, decidiram arrastar-nos a todos, a nós e aos jovens também, para sairmos para trabalhar ou procurar emprego se não houver trabalho para contribuir para uma única casa.

Portanto, hoje, tal como ontem, os nossos problemas não são apenas a linguagem e a forma como os homens e os outros se dirigem quando falam connosco ou de nós.

Nossos sofrimentos perfuram os sentidos da carne e dos ossos e destroem o espírito.

É por isso que novamente neste dia 8 de março estamos aqui para lembrar aos empresários e ao governo que assumam a responsabilidade pelo fato de nos arrastarem de casa para o trabalho. E porque somos trabalhadoras, recebemos salários mais baixos e recebemos menos reformas do que os nossos colegas homens.

É por isso que por mais que as empresas, os políticos e os dirigentes sindicais falem connosco de forma simpática e com o "e" a dizer que são inclusivos, estão a explorar-nos e não queremos mais exploração, porque vamos explodir em organização e raiva.

É hora de nos cansarmos, amigos, e rejeitarmos aquela paciência com que nos dizem que somos dotados pela natureza para que possamos ser aquelas mulheres que ajudam uma família nos bons e nos maus momentos a um homem que talvez não os acompanhe com a mesma paciência que você, além disso acrescentamos ser pacientes diante dos abusos no local de trabalho, aceitando necessariamente que nosso trabalho vale uma merda ou igual a estar desempregado em muitas ocasiões.

Onde o sistema capitalista estabelece condições para termos acesso a empregos que exigem muito sacrifício e preparo para depois serem usados e descartados quando nos aposentarmos. Onde muitas mulheres sabem que poucas conseguem se sustentar por 30 anos ou mais trabalhando, se em alguns momentos de suas vidas tiveram que parar de trabalhar para assumir aquela responsabilidade laboriosa e natural de serem mães que ninguém considera e até é subestimada como tempo. você perdeu enquanto aumentava e não conseguiu receber direitos como contribuições para aposentadoria ou serviço social. Porque você teve que parar de trabalhar para criar um filho ou porque foi demitida por gravidez, porque sabemos que poucas áreas de trabalho permitem que as colegas gozem de licença maternidade remunerada. Muitas mulheres são precárias devido aos empregos negros em empresas que evitam todos os direitos trabalhistas e sindicais dos trabalhadores.

Sabemos bem que toda mulher mãe toma as rédeas novamente no mundo do trabalho e com maiores necessidades para os filhos.

É por causa de todos estes problemas que não nos contentamos com uma linguagem que seja ouvida e escrita lindamente para nos parecer bem e se conformar através do falso respeito, da falsa inclusão e somos deixados de fora das decisões políticas e económicas.

Não queremos uma liberdade falsa, mas sim uma liberdade completa e verdadeira.

Sabemos que com a ajuda dos exploradores isso é impossível.

Precisamos nos organizar em sindicatos para levantar quais são os nossos verdadeiros problemas e necessidades das mulheres hoje.

Se temos certeza de uma coisa é que o Estado e os patrões não nos respeitam. Não sei se eles se contentam em explorar os homens, hoje também jogam da mesma forma conosco. Desviar a nossa atenção para evitar que consigamos nos organizar para não sairmos e contarmos a eles que temos muitas demandas pendentes e uma delas é que nossos filhos não estão incluídos em nossos salários. Não nos contentamos com uma alocação miserável, um crime do Estado contra o bem-estar e o desenvolvimento das nossas crianças e jovens.

Mais um ano sairemos às ruas para continuar lutando para denunciar todas as injustiças contra a humanidade.

É uma loucura que hoje sejam poucos os que conseguem cobrir todas as necessidades básicas de impostos como luz, água, gás e renda trabalhando um ou dois em casa. A maioria das famílias trabalhadoras não pode e para se sustentar todos vão trabalhar ou fazem o que for preciso para sustentar abrigo, alimentação e impostos sobre serviços básicos.

Por isso não vamos nos cansar de atacar todos os governos porque não importa se ontem era o gorila e agora é o leão, mas o Estado é um empresário e está fazendo parte da negociação que está nos empobrecendo dia por dia.

Não há mulheres que não sejam trabalhadoras e que não se esforcem para continuar sobrevivendo e apoiando algo ou alguém.

Por isso rejeitamos e repudiamos as ações de estrangulamento do carrasco contra as mulheres pobres e trabalhadoras, não queremos migalhas que não cheguem, queremos que deixem em paz os nossos colegas e os nossos filhos que querem se apropriar delas para extrair a última gota de sangue quando começam a explorar o trabalho.

Rejeitamos os maus tratos aos nossos jovens que não conseguem projetar-se no presente ou em qualquer futuro. Aproveitar a juventude obrigando-os a realizar múltiplas tarefas laborais por baixíssimos salários que só servem para sair com os amigos e ser jovens, mas não para se tornarem independentes livremente e começarem a vida. Eles crescem e aprendem como pássaros para estarem prontos para voar, mas cortam as asas para não levantar vôo.

Repudiamos todos esses maus-tratos perversos de manter as pessoas na obediência e na aceitação religiosa da realidade que as afeta.

Continuaremos a defender o aborto legal conseguido através da luta.

Para que nenhuma mulher corra riscos de saúde por não querer ou não poder ser mãe por diversas razões económicas ou sociais.

Devemos acabar com a perversão, não precisamos trazer crianças ao mundo para sofrerem miséria, não é justo, muito pelo contrário é cruel. Se o mundo é exploração e desigualdade para tantas pessoas, o que espera a maioria das nossas crianças?

Nunca nos cansaremos!! Exigir que todas as mulheres que não tenham acesso a um emprego cubram as suas necessidades.

Continuaremos acompanhando cada aposentado na luta pela melhoria das condições de aposentadoria, denunciando que o sistema previdenciário nas mãos do Estado é atravessado pelo seu controle e burocracia. Para saquear os fundos de pensão. Afetando a vida dos aposentados que hoje são humilhados pelo Estado e pelos empregadores, pagando-lhes migalhas de aposentadoria como se fosse uma assistência social que não serve para nada além de acabar com eles aos poucos.

Para que o Estado se livre do custo gerado pelo aposentado que não pode mais continuar trabalhando, sendo explorado e, portanto, não sendo mais útil ao sistema perverso.

Devemos continuar analisando, camaradas, a questão da exploração humana.

Existem muitas distrações políticas que tentarão nos desviar do foco e principalmente as mulheres que têm mais demandas que vêm do passado sem se materializarem como direitos das mulheres.

É por isso que sabemos bem que os empresários juntamente com o Estado

Há já algum tempo que preparam o terreno dia após dia com a intenção de reduzir as possibilidades de organização da classe trabalhadora.

Com o objetivo de aumentar a jornada de trabalho, sem receber diferença salarial.

Controla-nos através do medo da perda do emprego para que acabemos por aceitar as suas condições divididas e vulneráveis.

VAMOS PARAR ESSA GREVE GERAL DE 8 DE MARÇO!! Até que a exploração termine.

https://organizacion-obrera.fora.com.ar/2024/03/27/companeras-con-o-sin-trabajo-nos-hunden-en-la-miseria/
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