|
A - I n f o s
|
|
a multi-lingual news service by, for, and about anarchists
**
News in all languages
Last 30 posts (Homepage)
Last two
weeks' posts
Our
archives of old posts
The last 100 posts, according
to language
Greek_
中文 Chinese_
Castellano_
Catalan_
Deutsch_
Nederlands_
English_
Francais_
Italiano_
Polski_
Português_
Russkyi_
Suomi_
Svenska_
Türkurkish_
The.Supplement
The First Few Lines of The Last 10 posts in:
Castellano_
Deutsch_
Nederlands_
English_
Français_
Italiano_
Polski_
Português_
Russkyi_
Suomi_
Svenska_
Türkçe_
First few lines of all posts of last 24 hours
Links to indexes of first few lines of all posts
of past 30 days |
of 2002 |
of 2003 |
of 2004 |
of 2005 |
of 2006 |
of 2007 |
of 2008 |
of 2009 |
of 2010 |
of 2011 |
of 2012 |
of 2013 |
of 2014 |
of 2015 |
of 2016 |
of 2017 |
of 2018 |
of 2019 |
of 2020 |
of 2021 |
of 2022 |
of 2023 |
of 2024
Syndication Of A-Infos - including
RDF - How to Syndicate A-Infos
Subscribe to the a-infos newsgroups
(pt) Brazil, Lota FOB: Não ao PLP 12/2024! Organizar a base com autonomia e conquistar ganhos reais para os trabalhadores de aplicativo (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Tue, 16 Apr 2024 08:17:11 +0300
No início de março, o governo Lula enviou ao congresso um Projeto de Lei
Complementar (PLP) que regulamenta o trabalho dos motoristas de
aplicativo que transportam pessoas com veículos de 4 rodas. O PLP
12/2024 é uma farsa, pois está sendo apresentado como uma conquista dos
trabalhadores sem ser. Ele é um retrocesso para a categoria e também um
laboratório cruel que os governos e patrões estão experimentando novas
formas de explorar ainda mais toda classe trabalhadora. Para superar
isso, não adianta trocar o político A pelo político B, mas construir um
processo de organização da categoria pela base. A ação direta dos
trabalhadores pode derrubar qualquer ataque contra seus direitos e
conquistar ganhos reais.
Por que o PLP 12/2024 é ruim?
O PLP coloca os motoristas de aplicativo em uma nova categoria: autônomo
plataformizado. Isso é uma aberração que coloca mais deveres para o
trabalhador, não garante direitos relevantes e ainda protege as
plataformas de processos trabalhistas.
O salário mínimo é o primeiro que morre nesta história. Pelo projeto, o
trabalhador vai poder trabalhar até 12 horas por aplicativo e receberá
32 reais por hora. Mas atenção, somente irão contar as horas que estiver
realizando corrida. O tempo de espera, em que o trabalhador esta
disponível, não será contado. Imagine se o supermercado pagasse os
caixas somente pelas horas que estão atendendo o cliente, imagine se os
frentistas fossem pagos somente pelo momento em que estão abastecendo os
carros. Seria um absurdo. Porém, é o que está posto.
Dos 32 reais, apenas 8 serão destinados para remuneração direta do
trabalhador, enquanto o resto será destinado para os gastos de
manutenção do veículo e combustível. Contraditoriamente, o que era para
ser o piso salarial, vai ser o teto de salário por conta que permitirá
que as plataformas mantenham o valor das corridas o mais próximo
possível destes números através de seu algoritmo.
Inclusive o cálculo para esta remuneração deveria estar vinculado aos
preços de combustíveis, porém não é o que temos. O principal insumo para
os motoristas pode subir o quanto for, que não haverá correspondência
com sua remuneração. Ou seja, se o custo subir de repente, como é comum
da variação dos preços de combustíveis, o trabalhador pode chegar a ter
que pagar para trabalhar.
Se muitos trabalhadores questionavam a CLT, aqui o negócio ficou é muito
mais precário. É o pior dos dois mundos. Nem CLT, nem informal:
trabalhar até passar mal.
Cartas marcadas, não tinha como ser diferente.
Uma semente de milho vai dá um pé de milho. Uma sente de feijão vai dá
um pé de feijão. Um Grupo de Trabalho Tripartite de patrões (UBER/99),
governo (Lula) e centrais sindicais vendidas, não vai dar coisa boa para
o trabalhador. Ou seja, este PLP foi gestado e concebido para defender
os interesses de quem explora e não de quem trabalha. Os que estavam lá
mentindo que representavam os interesses dos trabalhadores não passam de
centrais sindicais que representam os interesses dos governos e patrões!
Vamos dá nome: Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Única dos
Trabalhadores (CUT), Força Sindical (FS), Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST) e a União Geral dos Trabalhadores (UGT).
Não à toa, o projeto de lei regulamenta a representação sindical oficial
da categoria. Algo que sem dúvidas entre estas centrais esta sendo
disputado com unhas e dentes atrás da carta sindical para garantir sua
estrutura burocrática.
Agora, não podemos jogar a água do banho com o menino dentro. O
sindicato é nada mais nada menos que os trabalhadores organizados
lutando pelo seu direito. Muitas vezes, temos isso com outros nomes:
Associações, União, Liga, Organização. O problema é que desde 1931, o
povo brasileiro sofre com um modelo de sindicalismo controlado pelo
Estado, onde é o Ministério do Trabalho que reconhece qual sindicato vai
representar qual categoria em qual base territorial. Isto é chamado de
unicidade sindical, algo que só existe em pouco países do mundo. Por
isso cada vez mais os sindicatos estão burocratizados e encastelados em
sua torre de marfim.
Por isso, concordamos com a revolta dos trabalhadores contra estes
sindicatos oficiais, em geral, filiados à Federação Nacional dos
Sindicatos dos Motoristas de Aplicativos (FENASMAPP). Contudo, afirmamos
sem dúvidas que um outro sindicalismo é possível e que seja sobre nome
de associação, sindicato ou união, devemos nos organizar no nosso local
de trabalho com autonomia e em aliança com toda a classe trabalhadora.
Superar o projeto dos dois lados políticos
Em resposta ao péssimo PLP 12/2024, parlamentares como: Daniel Agrobom -
PL/GO, Silvia Waiãpi - PL/AP, Dayany Bittencourt - UNIÃO/CE, Capitão
Alden - PL/BA, Delegado Caveira - PL/PA, Felipe Saliba - PRD/MG,
propuseram o PL 536/2024.
Propor um PLP melhor que o do governo Lula não deve ser um critério,
pois isso é muito fácil. Isso é somente a dinâmica de oposição clássica
dos políticos no seu jogo das cadeiras.
Ao invés de propor a regulamentação por hora trabalhada, este PLP propõe
por km rodado e minutos ativo após o aceite da corrida, porém sem tarifa
mínima nas corridas. Continua a problemática do tempo que o trabalhador
fica disponível esperando uma corrida. Além disso, a remuneração mínima
de 1,80 por km rodado e 0,40 por minuto em corrida não é suficiente para
garantir dignidade para a categoria.
Este lado político sofre do mesmo problema do outro lado: seus
interesses vêm primeiro que os interesses dos trabalhadores. Não duvide
que isto seja que nem motor de fusca, que só tem arranque. Afinal, não é
da caminhada destes parlamentares estarem junto aos trabalhadores em
seus enfrentamentos, greves, bloqueios e paralisações. Sua participação
é sempre seletiva e estratégica para garantir seus projetos de poder. É
tanto, que o partido União, que assina este projeto, recebeu cargos do
governo Lula. E o PL sempre faz o espetáculo da oposição, mas quando
entra no governo reproduz as mesmas práticas dos coronéis.
Barrar o PLP 12/2024 e construir outra regulamentação a partir da base!
É um dever da classe trabalhadora participar da mobilização nacional de
2 de abril pelo fim do PLP 12/2024. Porém, não podemos dar palco para
políticos oportunistas, como a turma do PL, UNIÃO e PRD, que nunca
estiveram do lado dos trabalhadores e querem mais é se projetar.
É importante que estas mobilizações produzam outro jeito da categoria se
organizar com autonomia e caminhe para uma grande greve geral dos
trabalhadores dos transportes. É somente quando pega no bolso que a
classe patronal e o governo vão abrir mão dos direitos do povo que estão
roubando.
Assim, reivindicamos:
Ganhos reais para os trabalhadores de aplicativo.
Responsabilizar as empresas pelos custos que estão só nas costas dos
motoristas.
Segurança para o trabalhador contra o controle arbitrário das
plataformas que o desligam sem nem o direito de se defender.
Garantia de uma jornada de trabalho digna que não prejudique sua saúde,
sua vida social e nem ponha em risco a vida.
Seguridade previdência com qualidade.
Fim da unicidade sindical pela livre associação dos trabalhadores sem a
tutela do Estado.
Unir todos os trabalhadores do setor de transportes em uma federação de
sindicatos autônomos!
Para combater os oportunistas da esquerda e da direta, convocamos aos
motoristas de aplicativo a se organizar na FOB para construir, em todo
Brasil, sindicatos autônomos do ramo de transportes. Sem depender
políticos partidários ou empresários. Sem depender de nem 1 centavo de
imposto sindical ou carta sindical do governo.
Estes sindicatos deverão se organizar nas localidades, na base,
construindo um processo de baixo para cima. Até chegar o ponto de
construir uma Federação Autônoma de Trabalhadores do Transporte do
Brasil. Envolvendo não só os motoristas de aplicativos, mas todos os
trabalhadores que transportam pessoas e mercadorias neste país, seja de
moto, carro ou caminhão.
Sem fazer acordos de gabinete, este movimento forçará as negociações a
partir da ação direta da categoria, trazendo resultados muito mais
palpáveis do que estas federações fantasmas.
Acesse e preencha o formulário em lutafob.org/organize-se! Temos um
grande trabalho a fazer.
BARRAR O PLP 12/2024!
CONSTRUIR UMA REGULAMENTAÇÃO DOS MOTORISTAS DE APLICATIVO A PARTIR DA BASE!
ORGANIZAR A GREVE GERAL DO SETOR DE TRANSPORTES PARA ARRANCAR DIREITOS E
GANHOS REAIS!
https://lutafob.org/nao-a-plp-12-2024-organizar-a-base-com-autonomia-e-conquistar-ganhos-reais-para-os-trabalhadores-de-aplicativo/
_________________________________________
A - I n f o s Uma Agencia De Noticias
De, Por e Para Anarquistas
Send news reports to A-infos-pt mailing list
A-infos-pt@ainfos.ca
Subscribe/Unsubscribe https://ainfos.ca/mailman/listinfo/a-infos-pt
Archive http://ainfos.ca/pt
- Prev by Date:
(pt) Italy, UCDI #183 - O cansaço da esperança (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
- Next by Date:
(pt) France, OCL CA #338 - As estruturas fundamentais das sociedades humanas - B. Lahire, Edições La Découverte (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]
A-Infos Information Center