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(pt) Brazil, OSL: Servidores municipais de São Paulo entram em greve. Toda nossa solidariedade! (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Sun, 7 Apr 2024 07:54:40 +0300
O serviço público municipal de São Paulo vive uma calamidade.
Desvalorização de salários, péssimas condições de trabalho, assim como o
recuo da luta das diversas categorias e setores que integram a cidade,
mostram a face da prefeitura de Ricardo Nunes (MDB), em sintonia com o
governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). ---- No dia 8 de março de
2024, profissionais da Educação do município de São Paulo, em torno da
Coordenação das Entidades Sindicais Específicas da Educação Municipal
(Coeduc) (integrando o Sinpeem, Sedin e Sinesp, sindicatos específicos
da educação pública municipal) decretaram greve, marcando assembleias
para o dia 13 e 19 do mesmo mês. Dias depois, servidores municipais,
reunidos através do Fórum das Entidades Sindicais (que reúne a Aprofem,
o Sindsep,Simesp e outros) também decretaram greve. A principal
reivindicação é a valorização salarial e o fim do confisco
previcenciário abusivo, mas as questões das condições de trabalho também
estão na ordem do dia.
A mobilização de trabalhadoras e trabalhadores esbarra em uma
dificuldade: o racha estabelecido entre o Fórum das Entidades (que reúne
sindicatos do funcionalismo municipal como um todo) e os Sindicatos que
formaram a Coeduc (uma aliança burocrática, não discutida com o conjunto
da categoria). A disputa (evidente desde, pelo menos, 2021) se dá
principalmente entre as direções do Sinpeem - comandado por Cláudio
Fonseca há 37 anos - e o Sindsep, o sindicato geral do funcionalismo. O
racha tem dificultado uma aliança profunda dos diversos setores do
funcionalismo municipal para buscar objetivos e traçar estratégias comuns.
A esquerda institucional, por sua vez, não tem força, tanto para lidar
com os ataques dos setores direitistas e de extrema direita no poder,
quanto para quebrar a burocracia sindical de tais entidades, mobilizando
os trabalhadores. Porém, mesmo com diversas derrotas traçadas por tal
burocratismo e mesmo as categorias recuadas devido à agenda eleitoral
durante esses anos - sem enfrentar o fenomeno bolsonarista e de extrema
direita de frente - é possível visualizar a vontade e disposição de luta
de setores das categorias atuantes nas bases.
No dia 14, o prefeito Ricardo Nunes, ao vistar uma UPA em São Miguel
Paulista, zona leste de São Paulo, para ato de pré-campanha, encontrou
servidores que estão em greve. Sua comitiva reagiu de forma agressiva
expulsando os manifestantes.
No setor da Educação, diversas escolas foram paralisadas totalmente ou
parcialmente, e os comandos de greve foram ativados, muitas vezes a
partir da auto-organização e da ação direta, construindo uma luta para
além das burocracias, e constituindo um sindicalismo de base e
combativo, como tradição da luta dessa categoria em diversas outras
campanhas, greves e atos.
As mídias burguesas e hegmônicas vendem que a mobilização seria "uma
greve política" e que "estaria atrapalhando a população". De forma
autoritária, o prefeito submeteu, à Câmara, Projeto de Lei que
aumentaria apenas cerca de 2,16% no salário dos servidores, e apenas
3,62% em forma de abono complementar. Um desrespeito não só aos
trabalhadores, mas com a população em geral que depende desse serviço.
Vale lembrar que, em 2022, Ricardo Nunes teve um aumento de 46% em seu
salário. A prefeitura, atualmente, tem mais de R$34 bilhões em caixa;
oferecer migalhas aos trabalhadores e chantagear com a política de
subsídios (que destrói o plano de carreira construído em décadas de
luta), portanto, é uma opção política de um governo privatizante e
neoliberal. Nunes, inclusive, recentemente foi exposto devido ao fato de
que a maioria dos contratos para obras emergenciais sem licitação possui
indícios de combinação de preços entre as empresas concorrentes.
A Organização Socalista Libertária (OSL), que atua no setor da educação
construindo a frente de luta Unidade Independente, Classista e
Combativa, além da atuação nos comandos de greve e como representantes
sindicais em diversas unidades escolares, apoia e constrói essa luta de
base e combativa, apesar das grandes dificuldades impostas.
Chamamos todas e todos para o ato do dia 19/03, às 12h, em frente à
Prefeitura e, depois, participar da caminhada rumo à Camâra Municipal de
São Paulo.
Sem confiança nas burocracias sindicais ou na luta política insticional,
confiamos na força social das trabalhadoras e dos trabalhadores
mobilizados, organizados e combativos pela defesa de direitos de
trabalho e dos serviços públicos essenciais para toda a população. O
debate entre privatização contra a estatização (num Estado burguês ou
burocrático), defendemos a tomada desses serviços públicos pela classe
trabalhadora!
Acreditamos na retomada de um sindicalismo combativo, como instrumento
de massas usada para a transformação social contra o Estado e o Capital,
que é pautado não por burocratas e políticos profissionais, mas pelos
interesses e métodos das trabalhadoras e trabalhadores.
Por um sindicalismo combativo! Por vida digna e pelos serviços públicos
pautados pela classe trabalhadora e pelos oprimidos!
Organização Socialista Libertária
16 de março de 2024.
https://socialismolibertario.net/2024/03/16/servidores-municipais-de-sao-paulo-entram-em-greve-toda-nossa-solidariedade/
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