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(pt) Brazil, OSL: Máquina da morte: as execuções policiais em São Paulo e no Rio de Janeiro (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Thu, 29 Feb 2024 09:18:20 +0200
Nos últimos dias, as PMs de São Paulo e do Rio de Janeiro deram mais
exemplos do uso da violência e da barbárie contra a população
periférica, pobre e negra. O desfile da Vai Vai no Carnaval de São Paulo
deste ano, que levou à avenida demônios fardados como policiais, é
apenas um retrato do terror vivido nas periferias das cidades. ----
Desde o início de fevereiro, pelo menos 21 pessoas foram mortas por
policiais na Baixada Santista, dentro da chamada "Operação Escudo" -
três policiais foram mortos na região desde o começo do ano. O discurso
padrão dos policiais, de que essas pessoas teriam sido mortas em
"confronto", é rapidamente adotado pelo governo e por grande parte da
mídia burguesa. Entre as mortes estão a de um catador de recicláveis,
além de diversas denúncias de invasão de casas, abusos e torturas.
Operação semelhante no ano passado resultou na morte de 28 pessoas na
região. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) chegou a dizer,
no fim do ano passado, que estava "extremamente satisfeito" com os
resultados da operação. Mesmo com a proteção do governo, porém, há
policiais respondendo por homicídio.
No Rio de Janeiro, Jefferson de Araújo Costa, de 22 anos, protestava
contra a violência policial no Complexo da Maré, no dia 8 de fevereiro,
quando foi sumariamente executado com um tiro de fuzil à queima-roupa,
disparado por um policial. O PM foi detido por homicídio culposo, ou
seja, quando não há intenção de matar.
A execução policial como ferramenta de dominação do sistema
capitalista-estatista
Tanto no Rio quanto no litoral de São Paulo, vemos algo em comum: a
execução como instrumento sistemático de dominação. Mesmo sob governos
ditos progressistas ou vinculados a partidos de esquerda, tal engrenagem
da morte segue em funcionamento. No dia 21 de janeiro, cerca de 200
latifundiários organizaram uma ação armada contra a retomada Pataxó em
Potiguará, no sul da Bahia, que resultou no assassinato de Fátima Muniz
de Andrade, conhecida como Nega Pataxó. A PM da Bahia apoiou toda a ação
dos latifundiários. O governo é comandado por Jerônimo Rodrigues, do PT
- é considerado o primeiro indígena eleito governador no país. Há anos
sob gestões petistas, a Bahia tem diversos episódios de brutalidade
policial, com a conivência e até apoio dos governadores do partido. Em
2015, depois da Chacina do Cabula, em Salvador, quando a PM matou 12
pessoas, o então governador Rui Costa chegou a comparar a ação da
polícia à jogada de um "artilheiro em frente ao gol".
Longe de serem exceções à regra, essas execuções revelam o funcionamento
"normal" das polícias no Brasil nos territórios de população de maioria
negra e pobre. As chacinas e as operações-vingança são sistematicamente
realizadas pelas forças policiais contra a população das regiões mais
pobres, visando seu controle social e militar. Esse processo é
complementado pela política do encarceramento em massa, com mais de 800
mil presos, sendo 2 em cada 3 negros.
Encarceramento em massa e privatização dos presídios
Desde o fim do ano passado, o governo Lula deu continuidade ao plano de
privatização do sistema carcerário (posto em prática no governo Temer),
com as Parcerias Público-Privadas, um modelo de co-gestão dos presídios
entre Estado e empresas privadas.
Com a privatização dos presídios, aumentam as pressões e o lobby das
empresas para o aumento do encarceramento, pois quanto mais presos, mais
lucros para esses capitalistas.
As operações-vingança, as execuções e o superencarceramento são
políticas levadas a cabo por todos os governos. Por isso não basta
defender "a democracia e o Estado Republicano contra o fascismo", mas
construir uma saída das classes oprimidas que pare de vez a máquina de
violência e racismo que atua nas favelas, quebradas e comunidades.
Não é possível defender uma política de esquerda ou antifascista e
seguir apoiando acriticamente governos que fortalecem os instrumentos de
morte e repressão das polícias.
Acabar com os massacres nas periferias passa por questionar o próprio
sistema de dominação. Defendemos um programa revolucionário, que passa
pela destruição do aparelho de repressão do Estado, como a polícia
militar, e pela criação de instrumentos autogestionários para a
resolução de conflitos, por meio de conselhos e associações populares.
Pelo fim da polícia militar!
Pela cessão imediata das operações policiais nas favelas e periferias!
OSL, 15 de fevereiro de 2024.
https://socialismolibertario.net/2024/02/15/maquina-da-morte-as-execucoes-policiais-em-sao-paulo-e-no-rio-de-janeiro/
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