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(pt) UK, ACG, As Origens Anarquistas do 1º de Maio (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Sun, 7 Jun 2026 07:41:21 +0300
"O primeiro de maio é o símbolo de uma nova era na vida e na luta dos
trabalhadores, uma era que a cada ano oferece aos trabalhadores novas
batalhas, cada vez mais árduas e decisivas, contra a burguesia, pela
liberdade e independência que lhes foram arrancadas, pelo seu ideal
social." -- Nestor Makhno ---- A ideia de transformar o 1º de maio em um
dia de ação para os trabalhadores foi proposta pela primeira vez no 4º
congresso da Federação Americana do Trabalho (AFL). Decidiu-se lançar, a
partir de 1º de maio de 1886, uma ampla campanha de agitação e luta
focada na limitação da semana de trabalho a quarenta horas. As ações
mais radicais ocorreram em Chicago. Naquela época, Chicago tinha o
movimento operário mais desenvolvido dos EUA, com uma forte presença
anarquista.
Após o 1º de maio de 1886, as greves continuaram, à medida que a luta
com os patrões se tornava mais difícil. Em 4 de maio, uma reunião com
cerca de 15.000 pessoas foi atacada pela polícia. Ao final do dia, ambos
os lados haviam sofrido inúmeras baixas, entre mortos e feridos. Era a
ocasião perfeita para sufocar o protesto. Oito dos principais
organizadores, todos anarquistas, foram presos e condenados à morte. A
sentença foi convertida em prisão perpétua para três deles.
Em 11 de novembro de 1887, Albert Parsons, Adolphe Fischer, George Engel
e August Spies foram enforcados. Seu camarada Louis Lingg cometeu
suicídio no dia anterior para evitar a execução. Alguns anos depois,
eles foram absolvidos de todas as acusações e o tribunal admitiu que a
polícia e o sistema judiciário armaram o caso para criminalizar e
desmantelar o movimento operário. Os oito acusados foram declarados
inocentes e os três sobreviventes foram libertados.
O 1º de maio é definitivamente uma página da história operária manchada
com sangue anarquista.
Estado, Polícia e Capital
O 1º de maio é uma ocasião para nos lembrar que a luta contra o
capitalismo ainda continua. Hoje em dia, na Europa, greves e lutas
sociais são seriamente desacreditadas. No entanto, a diferença entre
ricos e pobres continua a aumentar, os mercados financeiros estão de
volta à ativa e os investidores ainda movimentam bilhões de dólares.
Será que estamos errados em exigir mais quando metade da riqueza mundial
pertence a 1% da população? Enquanto isso, os trabalhadores são
solicitados a fazer cada vez mais esforços para "salvar" a economia e
reerguer o Estado com sua leva de novos impostos (como o imposto sobre
quartos vagos) e cortes nos serviços públicos. Estamos caminhando para
um sistema capitalista neoliberal no qual o principal objetivo do Estado
é manter o controle social para que o capitalismo possa se desenvolver
sem restrições.
Os trabalhadores produzem tudo e, no entanto, possuem muito pouco.
Política revolucionária
Mais de um século depois daquela primeira manifestação do Primeiro de
Maio em Chicago, onde estamos? Passeamos pela cidade com nossas
bandeiras. Depois, ficamos parados ouvindo discursos tediosos (e
geralmente bastante insignificantes) de burocratas sindicais igualmente
tediosos. É preciso lembrar constantemente que o Primeiro de Maio já foi
um dia em que trabalhadores de todo o mundo demonstraram sua força,
proclamaram seus ideais e celebraram suas conquistas.
É importante lembrar que "um dia" foi assim. Podemos fazer isso de novo.
Precisamos de uma política independente da classe trabalhadora. Sem
colaboração com o governo e os patrões. Solidariedade real com os
companheiros de trabalho em luta, não uma visão setorial limitada.
Precisamos de uma política revolucionária. Isso significa uma política
que possa nos levar a uma nova sociedade baseada na igualdade, na
justiça social e na liberdade. Uma sociedade onde a produção sirva para
satisfazer necessidades, não para gerar lucros para uma minoria
privilegiada. Comunismo anarquista.
Como anarquistas comunistas, acreditamos que os seres humanos não devem
ser definidos pela mais-valia que trazem ao capitalismo. O trabalho deve
ser a forma de produzir por necessidade e não para criar novas
necessidades. O trabalho deve ser organizado para que todos possam
trabalhar menos e por meios que não sejam a lucratividade. Nenhuma
sociedade capitalista jamais alcançará o pleno emprego, pois precisa de
um contingente de desempregados para que a necessidade de trabalhar nos
faça aceitar más condições de trabalho. Para reorganizar o trabalho,
precisamos de uma sociedade livre de classes e líderes, e na qual a
sociedade seja administrada de forma auto-organizada. É por isso que o
Grupo Comunista Anarquista está lutando.
A ação direta traz resultados, sem precisar esperar por uma eleição em
2029, que pode muito bem resultar em outro governo trabalhista que
continuará com tudo como sempre.
JackDaw May Day special:
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