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(pt) Canada, Collectif Emma Goldman - Um Mundo Mais Quente e Mais Direitista: A Crescente Sombra do "Carbofascismo" (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Sat, 29 Nov 2025 08:32:26 +0200
Estamos em um ponto de inflexão. À medida que as temperaturas médias
globais disparam, a extrema direita ganha terreno rapidamente na esfera
política. Longe de diminuir, essas duas tendências estão se acelerando e
pintando um quadro de um futuro instável. Este é o alerta emitido pelo
Zetkin Collective em seu livro impactante, Fascismo Fóssil: A Extrema
Direita, Energia e Clima. ---- A Crise Climática Não é Uniforme: A
Dimensão Racial da Injustiça ---- O ritmo acelerado das mudanças
climáticas não é uma ameaça que atinge a todos igualmente. A realidade é
gritante: "Sete dos dez países mais afetados pelas mudanças climáticas
estão localizados na África Subsaariana." (Zetkin Collective, p. 202)
Essa disparidade destaca a dimensão racial da crise, frequentemente
subanalisada. O Coletivo Zetkin resume essa injustiça com uma frase
impactante: "Brancos voam, negros morrem" (Coletivo Zetkin, p. 202),
destacando a limitada responsabilidade das populações mais afetadas em
relação ao impacto que sofrem.
A "branquitude" confere uma vantagem estrutural em sociedades governadas
pela dominação racial. Embora nem todos os brancos se beneficiem
igualmente, o sistema atual perpetua desigualdades gritantes diante das
consequências ambientais.
O que é a ascensão do "Carbofascismo"?
Cada barril de petróleo, cada tonelada de carvão extraída, cada metro
cúbico de gás liberado na atmosfera acelera o aquecimento global
(Coletivo Zetkin, p. 19). Enquanto for financeiramente vantajoso, os
produtores de combustíveis fósseis continuarão a explorar suas reservas,
um objetivo em conflito direto com os esforços de mitigação das mudanças
climáticas (Coletivo Zetkin, p. 295).
Diante da necessidade de grandes mudanças progressistas para conter a
crise, uma reação violenta está se formando (Zetkin Collective, p. 19).
É nesse contexto de resistência à mudança que emerge o conceito de
"carbofascismo".
Regimes como os de Bolsonaro no Brasil e Trump nos Estados Unidos são
atores centrais nesse movimento. Eles promovem políticas abertamente
ecocidas: desmatamento, expansão da agricultura intensiva, defesa
incondicional dos combustíveis fósseis e mineração.
Sua posição é dogmática:
"Não importa a montanha de evidências que lhes seja apresentada, eles se
entrincheiram em suas posições - o que é a antítese da conduta racional
e científica. Eles não são mais céticos em relação às mudanças
climáticas do que um negacionista do Holocausto é em relação ao
Holocausto" (Zetkin Collective, p. 24).
Inércia Política Canadense e a Defesa do Status Quo
O Canadá não está imune a essa tendência subjacente.
Algumas figuras políticas usam retórica populista para defender
veementemente o "estilo de vida norte-americano", fortemente centrado na
posse de automóveis. (Vale ressaltar que o setor de transportes é o
maior emissor de gases de efeito estufa em Quebec.)
Algumas figuras políticas se opõem fortemente à ação climática,
frequentemente usando slogans populistas como o "senso comum" de Pierre
Poilievre e o "meu carro, minhas regras" de Éric Duhaime. Duhaime, em
particular durante a eleição suplementar de 2025 em Arthabaska, fez da
revogação do imposto federal sobre carbono a "questão das urnas", embora
isso não se aplique a Quebec (a província possui seu próprio mercado de
carbono). Sem mencionar a declaração inequívoca de Bernard Drainville em
defesa da proposta de uma terceira ligação entre a cidade de Quebec e
Lévis: "Deixem-me em paz com relação aos gases de efeito estufa".
Mais recentemente, o primeiro-ministro François Legault aumentou a
pressão para desacelerar a transição, sugerindo uma "pausa em certas"
medidas ambientais. Ao insinuar que Quebec não pode ser o único a fazer
esforços na América do Norte (apontando para a inação dos Estados
Unidos) e até mesmo ao propor o uso do Fundo Verde para fornecer
assistência financeira aos cidadãos, esse discurso explora a inação de
seus vizinhos para questionar a ambição e a urgência da ação climática.
Teorias da Conspiração: Uma Fuga Psicológica
Como podemos explicar essa adesão às políticas de inação?
A psicologia demonstra que, diante de uma sensação de perda de controle,
os indivíduos podem criar estruturas perceptivas ilusórias para
restaurá-lo. As teorias da conspiração são uma rota de fuga (Zetkin
Collective, p. 302). Os mecanismos observados durante a pandemia estão
agora sendo aplicados ao clima.
Figuras políticas, como Maxime Bernier (PPC) e Éric Duhaime (PCQ), estão
se tornando porta-vozes desses teóricos da conspiração e negacionistas.
Maxime Bernier, por exemplo, ecoa as posições da extrema-direita alemã
(Alternativa para a Alemanha), que argumenta que "o dióxido de carbono
não é um poluente, mas um elemento essencial para a vida" (Zetkin
Collective, p. 25).
Ao negar a responsabilidade humana pelas mudanças climáticas, essas
vozes "libertam as pessoas da pressão da mudança". Elas oferecem "a
possibilidade de continuar a viver como sempre viveram, poupando-se dos
crescentes conflitos psicológicos do negacionismo implícito em um mundo
cada vez mais quente" (Zetkin Collective, p. 294).
Este é um apelo à inação disfarçado de coragem política, uma corrida
perigosa e desenfreada que nos leva diretamente a um futuro de
instabilidade climática e exacerbação da injustiça social.
Veja também: Capitalismo Verde, Fascismo do Carbono e Ecofascismo
por Emma Goldman Collective
http://ucl-saguenay.blogspot.com/2025/11/un-monde-plus-chaud-et-plus-droite.html
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