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(pt) Uruguay, fAu: Os convulsionados abaixo... A Resistência vive na América Latina e no mundo! (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]

Date Mon, 10 Nov 2025 08:38:49 +0200


Publicado em: Destaque, Internacional, Opinião Anarquista ---- Solidariedade com os povos em luta! ---- Nas últimas semanas, temos assistido a uma crescente onda de mobilizações populares na América Latina e além, demonstrando a força dos povos organizados diante das políticas de austeridade, repressão e desigualdade. ---- No Peru, movimentos sociais têm saído às ruas para protestar contra o sistema previdenciário, bem como para expressar sua rejeição às políticas e ao autoritarismo de Dina Boluarte; enquanto no Equador, multiplicam-se os protestos de movimentos indígenas e sociais contra o aumento dos preços dos combustíveis. O México também tem sido palco de grandes manifestações, seja para exigir a libertação de presos políticos ou para denunciar a falta de resposta do governo 11 anos após o desaparecimento dos 43 estudantes de Ayotzinapa. No Paraguai, camponeses, estudantes e trabalhadores têm organizado jornadas de protesto contra a falta de serviços públicos e a corrupção do governo do presidente Santiago Peña Nieto. No Brasil, mobilizações populares impediram a aprovação de uma emenda constitucional destinada a proteger políticos profissionais de processos sem aprovação legislativa. Na Argentina, as mobilizações contra o liberal reacionário Milei se intensificaram, impedindo com sucesso que seu partido político realizasse comícios na Terra do Fogo, Rosário, Corrientes e várias cidades da província de Buenos Aires. No Uruguai, as mobilizações ocorrem em meio à votação do orçamento nacional, que destina grande parte à repressão e verbas mínimas a políticas sociais. Ao mesmo tempo, manifestações contra o genocídio palestino e de repúdio à postura morna do governo continuam uma após a outra. No Chile, às vésperas da eleição presidencial, onde a maioria dos programas visa aprofundar as políticas neoliberais, uma democracia autoritária e repressiva continua a se fortalecer, com o movimento popular incapaz de levantar uma alternativa que fortaleça o poder popular. Soma-se a isso a notícia de que Julia Chuñil, desaparecida desde dezembro do ano passado, foi queimada até a morte por latifundiários nas terras que ela tão ferozmente defendia, segundo vazamentos do Ministério Público, que o Estado e a Justiça ignoraram.

Como era de se esperar, vimos que em diversos países a resposta estatal incluiu prisões, ameaças, uso da força, perseguição judicial e até intervenção militar, como no caso do Equador. E se falamos das respostas desproporcionais do Estado às mobilizações populares legítimas, é importante denunciar o sequestro da Flotilha Global Samud pelo Estado de Israel. Essa ação se soma à postura genocida de Israel e sua máquina de guerra contra a Palestina e, ao mesmo tempo, constituiu um ataque direto à solidariedade internacionalista e à defesa dos direitos do povo palestino.

O espírito de resistência está se espalhando para outras regiões do mundo: há poucos dias, manifestações na Indonésia e no Nepal tomaram as ruas de Manila, protestando contra as políticas de emprego precário, em um clima de agitação social. Nas Filipinas, enquanto as pessoas sobreviviam às enchentes de setembro, grandes manifestações ocorreram nas ruas de Manila para denunciar a corrupção governamental no uso de recursos que deveriam ter sido alocados para o controle de enchentes. Na França, Espanha e Itália, milhares de pessoas foram às ruas para demonstrar solidariedade à Palestina e exigir o fim da ocupação e do genocídio. No Marrocos, as manifestações, compostas em sua maioria por jovens, reivindicam melhores educação e saúde e denunciam a corrupção, após a morte de oito gestantes em um hospital público, que expôs as deficiências do sistema. Em Madagascar, a prisão de pessoas que protestavam contra os cortes de água e eletricidade na capital do país agravou a crise política e social, levando os jovens às ruas, prometendo não parar até a queda do atual governo.

Essas mobilizações nos mostram a determinação do povo em se organizar e reivindicar seus direitos. Elas são a evidência de que a luta popular nas ruas continua sendo uma ferramenta fundamental para protestos e conquistas daqueles que vêm de baixo.

Nós, anarquistas, nos solidarizamos com essas lutas e, por meio de nossas organizações, convocamos as pessoas a irem às ruas e construírem organizações de bairros, sindicatos, centros estudantis e organizações de base, como forma de construir poder popular.

Os que vêm de baixo estão se movimentando. Em alguns lugares, eles conseguiram enervar a classe dominante. Cada marcha, cada assembleia, cada greve fortalece os laços de solidariedade e reforça a convicção de que um mundo novo, justo e livre não só é necessário como também possível.

Pela construção do poder popular

Viva a resistência do povo!

Viva os que lutam!

Coordenação Anarquista Latino-Americana - CALA

fAu - Federação Anarquista Uruguaia (Uruguai)
FAR - Federação Anarquista de Rosário (Argentina)
CAB - Coordenação Anarquista Brasileira
Organizações Irmãs:

FAS - Federação Anarquista de Santiago (Chile)
OAC - Organização Anarquista de Córdoba (Argentina)
ORA - Organização de Resistência Anarquista (Argentina)
OAT - Organização Anarquista de Tucumán (Argentina)
OASC - Organização Anarquista de Santa Cruz (Argentina)
LA TORDO NEGRO - Organização Anarquista de Entre Ríos (Argentina)
BRRN - Federação Anarquista Rosa Negra (EUA)
Grupo Libertário VÍA LIBRE (Colômbia)

https://federacionanarquistauruguaya.uy/el-abajo-convulsionado-la-resistencia-vive-en-america-latina-y-el-mundo/
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