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(pt) Canada, Collectif Emma Goldman - Antifa, mais do que nunca! (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]

Date Wed, 29 Oct 2025 08:26:30 +0200


O cenário político contemporâneo é caracterizado por uma opressão avassaladora. Internacionalmente, a situação é alarmante: testemunhamos uma deriva diária em direção ao autoritarismo e ao fascismo, particularmente ao sul da fronteira. ---- Em Quebec, essa ansiedade se manifesta em uma escalada de políticas identitárias alimentadas por partidos como o PQ e o CAQ. Sua estratégia é culpar "o outro", isto é, os imigrantes ou recém-chegados, por todos os males da sociedade - a crise imobiliária, a crise educacional, a crise da saúde.

Essa tática serve para mascarar sua incompetência e os efeitos deletérios de suas próprias políticas, que, histórica e atualmente, consistem em:

- Dar presentes às grandes empresas;
- Cortar impostos para os ricos;

- Enfraquecer drasticamente os serviços públicos, uma tendência que faz parte de uma continuidade governamental que remonta muito além dos sete anos de Legault (Couillard, Charest, Landry, Bouchard, etc.).

Os Fundamentos da Luta Antifascista
Segundo La Horde, "o antifascismo tornou-se uma luta a ser defendida" (p. 8). Essa necessidade foi acentuada quando o "palhaço laranja" declarou os antifascistas (antifas) uma organização terrorista nacional.

Apesar das alegações da extrema direita quebequense - uma de cujas figuras influentes afirmou na rádio quebequense que os antifas não passavam de uma invenção stalinista - a história nos diz o contrário. La Horde nos lembra que o antifascismo existia mesmo antes do nascimento do partido fascista de Benito Mussolini. Antes de receber esse nome, ativistas já se organizavam contra a extrema direita, então conhecida como "a reação". (p. 9)

As Múltiplas Dimensões do Movimento
O antifascismo é um movimento multifacetado e não pode ser reduzido a uma única categoria. É simultaneamente:

- Um "movimento de autodefesa"
- Uma "corrente política revolucionária"
- Uma "contracultura" (p. 11)

Suas raízes estão profundamente enraizadas na história das organizações de esquerda. Durante o período entreguerras, o antifascismo foi estruturado e desenvolvido principalmente "dentro das organizações políticas do movimento operário (comunista, socialista e anarquista)" (p. 14). Trata-se, portanto, de uma tradição política e social bem estabelecida, nascida da luta contra o autoritarismo.

Racismo Defensivo
A extrema direita moderna é construída sobre cinco pilares ideológicos fundamentais: racismo, sexismo (incluindo homofobia e transfobia), nacionalismo, tradicionalismo e autoritarismo.

Observa-se uma importante mudança tática: a transição do racismo ofensivo para o racismo defensivo. Este último visa negar os fundamentos sistêmicos do racismo e inverter as percepções de papéis.

Esse racismo defensivo é articulado em torno de vários mecanismos. Expressa-se por meio da injunção para "pôr fim ao arrependimento", da rejeição de toda culpa histórica e da negação do racismo estrutural. No Canadá, isso é ilustrado pelos comentários de Maxime Bernier (líder do PPC), que chamou o Dia Nacional da Verdade e Reconciliação de "farsa" e denunciou "a falsa culpa branca e a fraude nela baseada". Soma-se a isso a exploração ativa do sentimento antimuçulmano (islamofobia) para incitar o medo e a divisão. Por fim, o movimento propaga teorias falaciosas, como a da "Grande Substituição", que afirma que as populações ditas "históricas" são vítimas de uma ameaça demográfica, transformando, assim, minorias e populações imigrantes em supostos agressores. Essa tática visa claramente reverter as relações de poder.

A Máscara da Vacuidade Ideológica
A extrema direita atual se distingue pela falta de um programa abrangente. La Horde enfatiza que esses movimentos "[...]não estão filiados a nenhuma corrente específica" (p. 9). Para mascarar essa vacuidade ideológica, eles recorrem à camuflagem semântica, ocultando seus objetivos por trás de rótulos deliberadamente vagos e normalizadores, como "identitário", "conservador" ou simplesmente "de direita". Isso lhes permite atrair um público mais amplo, evitando o compromisso com posições políticas claras ou radicais.

Antifascismo: Resposta à Violência
A questão da violência é central no debate sobre o antifascismo.
Por um lado, Mathieu Bock-Côté critica o antifascismo como uma milícia violenta de ultraesquerda que usa o rótulo para desacreditar seus oponentes e justificar sua própria violência.

Por outro lado, organizações antifascistas como a Horda argumentam que, embora a violência do antifascismo seja frequentemente "apontada", isso ocorre por esquecer que ele é "antes de tudo uma resposta à violência que constitui os movimentos de extrema direita" (p. 14).

O antifascismo se posiciona, portanto, fundamentalmente como uma reação à violência inerente e histórica dos movimentos que combate.

Em suma, a urgência do antifascismo é mais premente do que nunca, alimentada por uma convergência de ameaças que vão do autoritarismo internacional à escalada da identidade quebequense. Diante da exploração política de crises internas e do uso do racismo defensivo pela direita nacionalista e pela extrema direita, a necessidade de ação é clara.

Ser antifascista significa, acima de tudo, ser contra o racismo e o autoritarismo. É uma luta política e social essencial defender os princípios de igualdade e emancipação diante de qualquer tentativa de divisão ou inversão das relações de poder.

É uma luta que lembra a famosa máxima latina de Terêncio, "Homo sum, humani nihil a me alienum puto" (Eu sou humano, e nada do que é humano me é estranho), que foi modernizada para se tornar: "Nenhum humano é estranho nesta terra". Este ideal coloca a emancipação de todos os seres humanos no centro da luta antifascista.

Fonte: La Horde, Dix questions sur l'antifascisme, libertalia, 2023, 202 p.
Publicado há 2 dias por Collectif Emma Goldman

http://ucl-saguenay.blogspot.com/2025/10/antifa-plus-que-jamais.html
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