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(pt) Italy, Umanita Nova #25-25 - GREVE GERAL DE 22 DE SETEMBRO - RELATÓRIOS DAS PRAÇAS (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Sun, 26 Oct 2025 08:06:32 +0200
TORINO ---- A presença das trabalhadoras e trabalhadores em greve foi
absolutamente consistente, especialmente - mas não apenas - entre as/os
da educação, que muitas vezes marcharam em grupos com pais e alunos.
---- Os sindicatos que convocaram ou aderiram à greve em Turim - CUB,
Cobas Scuola, USB - desfilaram em um bloco unificado, embora
muitas/muitos militantes sindicais estivessem também inseridos nos
blocos específicos da escola. ---- As trabalhadoras e trabalhadores de
outros setores, embora menos visíveis, também eram numerosos.
Vale destacar que muitas pessoas que assistiam ao cortejo, que durou
cerca de uma hora, demonstraram simpatia e apoio à mobilização.
MASSA CARRARA
A segunda-feira de greve também chegou a Massa Carrara, convocada pela
USB e outras siglas do sindicalismo de base.
Foi uma segunda-feira de chuva intensa para quem decidiu parar e
participar do piquete diante da entrada leste do porto de Marina di Carrara.
A adesão à greve foi alta, especialmente no setor escolar.
Um bom número de pessoas permaneceu diante dos portões do porto, onde
coordenações, associações e sindicatos desafiaram o mau tempo.
À tarde, com a melhora do clima, o piquete ficou cada vez mais numeroso,
transformando-se em um cortejo que percorreu o calçadão marítimo em
solidariedade à população palestina e à Global Sumud Flotilla.
A solidariedade e a mobilização espontânea liberadas nesse dia foram uma
energia da qual precisamos.
PISA
Quase todos concordaram em uma coisa: o cortejo da Greve Geral de 22 de
setembro foi um dos maiores já vistos em Pisa.
Transbordou da pequena praça em frente à prefeitura, seguiu primeiro
pelos Lungarni, depois se espalhou por outras ruas e, em certo ponto,
fez um retorno em "U" - de modo que a cauda do ato cruzou com a cabeça
do cortejo.
Tomou então a direção da Estação Central - que já havia sido ocupada em
4 de setembro - mas a ultrapassou para avançar rumo ao Aeroporto
Internacional.
A poucas centenas de metros do aeroporto, desviou-se e entrou na rodovia
FI-PI-LI, percorrendo cerca de um quilômetro antes de sair na Estrada
Estatal Aurelia e voltar ao centro.
O cortejo enfrentou chuvas intermitentes, mas quase nenhuma presença
policial visível.
As estimativas variam entre 6 mil (os pessimistas) e 10 mil (os
otimistas) pessoas.
A participação foi ampla e plural: famílias com crianças, militantes
históricos, jovens estudantes, trabalhadores com ou sem faixas e muitos
outros.
O único ponto em comum dessa multidão era protestar contra o massacre em
Gaza e Palestina e contra a imobilidade criminosa das autoridades
italianas e mundiais.
Em Pisa, há dois anos, têm ocorrido inúmeras iniciativas em apoio aos
palestinos - e tudo indica que continuarão, já que apenas 48 horas após
a greve um piquete contra os ataques à Global Sumud Flotilla
transformou-se em um cortejo de centenas que bloqueou a estação San Rossore.
MILÃO
A Greve Geral de 22 de setembro, promovida pelo sindicalismo de base com
adesão da USI-CIT, marcou um momento histórico, com participação muito
além do círculo tradicional desses sindicatos: mobilizações em 80
localidades e cerca de 1 milhão de pessoas em todo o país.
Isso se deveu à presença constante do sindicalismo de base nas
manifestações contra o massacre do povo palestino, sua expulsão de Gaza
e no apoio incondicional à Flotilha Internacional Humanitária.
Em Milão, o cortejo foi gigantesco: dezenas de milhares de pessoas,
apesar da chuva forte.
Os manifestantes se abraçavam, conversavam, ocupando toda a largura das
ruas, inclusive as calçadas.
Muitos jovens, especialmente estudantes organizados em suas escolas,
acompanhados por professores com suas faixas.
O fluxo era tão intenso que o cortejo, sobretudo no início, tinha
dificuldade para avançar.
A mídia hegemônica, preconceituosa, ignorou essa enorme demonstração de
solidariedade e preferiu focar em algumas vidraças quebradas na Estação
Central.
Já o genocídio contra o povo palestino e a expulsão violenta de Gaza não
escandalizam.
Enquanto os governos seguem cúmplices, a Flotilha Internacional, em
missão árdua e perigosa, foi atacada por drones em águas internacionais,
danificando embarcações e tentando intimidá-los a desistir.
Apesar dos apelos institucionais para entregar a ajuda via Patriarcado
de Jerusalém, a Flotilha mantém seu objetivo: abrir um corredor
humanitário permanente para Gaza.
A verdadeira força para que isso aconteça somos nós, com mobilizações
populares, greves que paralisam a produção, bloqueios de portos e
paralisações gerais.
É a única chance de tentar acabar com o genocídio.
Enquanto isso, as mobilizações continuam e praças estão sendo ocupadas
em várias cidades - em Milão, montaram-se tendas na Piazza della Scala.
ROMA
Uma Greve Geral com altíssima adesão, inclusive em setores onde o
sindicalismo combativo era fraco ou ausente.
Além da paralisação, ocorreram grandes cortejos em mais de 80 cidades
italianas, compondo uma mobilização nacional - resposta popular à
cumplicidade institucional com o genocídio em Gaza.
Em Roma, a manifestação parou a cidade como há muito não se via:
- Concentrações em 8 pontos (Quattro Venti, Piramide, Piazza
Indipendenza, Piazza dell'Immacolata, Piazza Sempione, Ponte Lungo,
Pigneto e Piazzale Aldo Moro).
- Marcha conjunta até a Estação Termini, onde se uniram num único e
imenso cortejo que atravessou Roma gritando "PALESTINA LIVRE!".
Foram 100 mil pessoas - um número maior que muitos atos nacionais
tradicionais.
Destacou-se a presença massiva de jovens e estudantes, rejeitando um
futuro de guerra e miséria.
Entre a multidão, destacou-se o bloco anarquista com faixa clara:
"NEM DEUS, NEM ESTADO, NEM GUERRA - TODXS LIVRES EM TERRA LIVRE"
Atrás, bandeiras negras e preto-vermelhas anarquistas erguidas alto.
A cena expressou solidariedade com Gaza, mas também rejeição a todo
patriotismo, nacionalismo e religião autoritária.
FIRENZE
Em Florença, a palavra de ordem do massivo dia de greve de 22 de
setembro foi "bloqueamos tudo!".
O verdadeiro bloqueio do tráfego aconteceu na rotatória de saída da
autoestrada A1.
O cortejo seguiu pela área industrial de Calenzano, conectando a ideia
de "bloquear tudo" à questão das mortes no trabalho.
O trajeto passou pela central da ENI, onde em dezembro passado houve uma
terrível explosão de gás que matou cinco pessoas e feriu 26.
Mais uma vez, foram denunciadas as políticas de trabalho baseadas na
selva de contratos e subcontratações e no lucro construído sobre a vida
dos trabalhadores.
O cortejo seguiu para a Leonardo, onde já havia ocorrido um piquete
recentemente, durante a greve de 20 de junho.
Em frente a esta fábrica - cuja produção é 80% voltada para o setor
bélico - houve falas contra a economia de guerra, a produção de armas, o
rearmamento e o aumento dos gastos militares.
Depois passou próximo à GKN, encerrando-se no centro de Calenzano.
A participação superou todas as expectativas, inclusive dos próprios
sindicatos de base organizadores.
Houve também adesão de trabalhadores insatisfeitos com o boicote da
CGIL, que chamou greve em outra data (19 de setembro).
Além do setor de trabalho - especialmente forte a presença do setor
escolar -, a jornada captou um sentimento popular de exaustão com a
guerra e as políticas do governo, que precisa continuar a ser canalizado.
TRIESTE
A participação em Trieste superou qualquer expectativa.
A concentração começou às 10h no Portão 4 do porto, com o objetivo de
bloqueá-lo.
A ação foi promovida pela USB, com apoio de Usi-Cit, Cobas e diversas
outras realidades políticas e sociais.
Desde antes das 10h já se percebia a grande afluência, com grupos
chegando inclusive de outras regiões.
As estimativas variam entre 5 e 7 mil pessoas.
A adesão à greve foi relevante em vários setores - sobretudo nas escolas.
Um dado muito positivo foi a grande presença de estudantes do ensino
médio, algo não visto há anos.
Provavelmente foi a greve política convocada pelo sindicalismo de base
mais bem-sucedida em 30 anos na cidade.
Ao meio-dia, houve debates tensos entre quem queria forçar o bloqueio
policial para entrar no porto e quem não queria.
Decidiram então formar três cortejos que seguiram rumo ao centro e
depois se unificaram.
Com isso, outro acesso do porto também ficou paralisado grande parte do dia.
O grande cortejo terminou em frente à Estação Central, com falas e
bloqueios espontâneos do tráfego.
A polícia chegou a fechar a estação, cancelando trens.
Mais tarde, um novo cortejo voltou ao Portão 4, mantido ocupado até as
19h, quando o bloqueio foi suspenso.
Foi um dia de luta muito positivo, apesar de algumas sombras:
- a não adesão dos estivadores portuários à greve;
- as tensões entre manifestantes em frente ao porto;
- provocações policiais, incluindo um ataque pelas costas ao cortejo
"antagonista", que causou alguns feridos leves.
Como Grupo Anarquista Germinal, apoiamos a mobilização e estivemos
presentes em todas as fases do dia.
As mobilizações seguiram nos dias seguintes, com uma perspectiva
antimilitarista e de oposição a fronteiras e guerras.
LIVORNO
Na segunda-feira, 22 de setembro, a cidade inteira bloqueou o porto.
Desde as 6h da manhã, no acesso portuário Valessini, havia grande
presença, impedindo a entrada de caminhões que não aderiram à greve.
Às 8h30, a chegada em massa de estudantes, trabalhadores em greve e
grande parte da população permitiu ultrapassar o portão e ocupar o cais
do Molo Italia.
A ocupação durou três dias inteiros, com assembleias, debates,
socialização e até discussões de reivindicações locais.
Além do protesto contra o genocídio em Gaza e contra a guerra e o
rearmamento, a população se opôs fortemente à atracação de um navio
cargueiro dos EUA levando equipamentos militares para a base de Camp Darby.
Imediatamente se decidiu que, caso a embarcação tentasse atracar,
haveria nova greve para impedir o descarregamento.
A resposta popular foi massiva: moradores chegaram em fluxo contínuo ao
porto usando ônibus disponibilizados pelos trabalhadores portuários.
Os ferroviários contra a guerra também se mobilizaram para impedir o
tráfego de mercadorias rumo a Camp Darby caso o navio tentasse outro porto.
A pressão deu resultado: o prefeito garantiu que o navio não atracaria.
Um grande cortejo saiu do porto na quarta-feira à noite para formar um
piquete permanente em outro acesso, que permanece ativo até hoje, com
assembleias e encontros constantes.
Do piquete, no sábado 27, saiu um grupo rumo a La Spezia para barrar
outro navio israelense previsto para os próximos dias.
A luta continua - sustentada não só pelos trabalhadores portuários, mas
por toda a cidade unida.
A Federação Anarquista Livornese declarou:
"Anarquistas só podem estar presentes e ativos nos bloqueios porque o
anarquismo não é ideologia dogmática, mas prática concreta, coerente com
princípios como a solidariedade.
O dia de greve uniu solidariedade ao povo de Gaza e Palestina, a luta
contra o genocídio de Israel, contra guerra, rearmamento e economia de
guerra.
Centenas de milhares foram às ruas em mais de 80 cidades.
Sabemos que é apenas o começo - não devemos acreditar nas instituições,
partidos e burocracias sindicais.
As armas não são só as que atiram: tudo que sustenta a guerra - de
materiais a logística - deve ser bloqueado.
Nossa ação direta e autogestão já geraram uma base de movimento concreta
em apenas dois dias."
NAPOLI
O dia de luta em Nápoles, dentro da Greve Geral Nacional contra o
genocídio cometido por Israel e contra as guerras globais, teve
participação popular inédita nos últimos anos.
Foi além do chamado sindical e atraiu centenas de milhares de pessoas
comuns para expressar raiva, rejeição ao genocídio, à guerra e ao
rearmamento.
Foi uma jornada espontânea, genuína e decisiva, apontando que o caminho
para libertar a humanidade da guerra, genocídios, exploração, fome e
desigualdades é a auto-organização, a luta, a solidariedade, o bem-estar
coletivo, o mutualismo e a liberdade.
"Devemos continuar lutando, manifestando e construindo a GREVE GERAL POR
TEMPO INDETERMINADO, até que a guerra acabe e todas as fábricas de armas
sejam transformadas em padarias e lugares de produção de bem-estar para
todos."
O Grupo Anarquista Francesco Mastrogiovanni (FAI Napoli) esteve presente
e seguirá presente, com suas bandeiras e contribuição:
PAZ ENTRE OS OPRIMIDOS, GUERRA AOS OPRIMIDORES.
Nem Estado, nem Deus, nem servos, nem patrões.
Igualdade, solidariedade e liberdade.
https://umanitanova.org/sciopero-generale-22-settembre-report-dalle-piazze/
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(it) France, UCL AL #364 - Riflettori - Palestina: Fermare il genocidio con la nostra azione (ca, de, en, fr, pt, tr)[traduzione automatica]
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(pt) Brazil, OSL: Liberdad para Öcalan e todos os presos politicos Kurdos (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
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