|
A - I n f o s
|
|
a multi-lingual news service by, for, and about anarchists
**
News in all languages
Last 30 posts (Homepage)
Last two
weeks' posts
Our
archives of old posts
The last 100 posts, according
to language
Greek_
中文 Chinese_
Castellano_
Catalan_
Deutsch_
Nederlands_
English_
Francais_
Italiano_
Polski_
Português_
Russkyi_
Suomi_
Svenska_
Türkurkish_
The.Supplement
The First Few Lines of The Last 10 posts in:
Castellano_
Deutsch_
Nederlands_
English_
Français_
Italiano_
Polski_
Português_
Russkyi_
Suomi_
Svenska_
Türkçe_
First few lines of all posts of last 24 hours
Links to indexes of first few lines of all posts
of past 30 days |
of 2002 |
of 2003 |
of 2004 |
of 2005 |
of 2006 |
of 2007 |
of 2008 |
of 2009 |
of 2010 |
of 2011 |
of 2012 |
of 2013 |
of 2014 |
of 2015 |
of 2016 |
of 2017 |
of 2018 |
of 2019 |
of 2020 |
of 2021 |
of 2022 |
of 2023 |
of 2024 |
of 2025
Syndication Of A-Infos - including
RDF - How to Syndicate A-Infos
Subscribe to the a-infos newsgroups
(pt) Italy, Sicilia Libertaria #462 - HOMENS EM GUERRA - Efeitos colaterais ou planos de extermínio? (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Fri, 17 Oct 2025 09:53:43 +0300
«de uma das áreas naturalísticas mais vigiadas e controladas» --- Duas
guerras sacodem o debate europeu há alguns anos; ainda que, a bem dizer,
apenas uma pareça corresponder à definição de guerra - a entre Ucrânia e
Rússia -, enquanto a outra, nas costas africanas do Mediterrâneo, não
passa de mais um genocídio israelense contra os palestinos, sob o
pretexto do terrorismo do Hamas, que, por sua vez, tampouco é inocente.
A Europa discute o perigo que corre, e o Ocidente parece preocupado,
espremido entre hipócritas comerciantes de armas e políticos que fazem
declarações pacifistas enquanto negociam com os lados em conflito. A
Europa contempla o próprio umbigo, crendo-se o centro do mundo, e pouco
se ocupa - ela que se julga farol de justiça e democracia - do que de
terrível e belicoso acontece um pouco além de sua área de influência.
Com efeito, neste momento todos os continentes estão atravessados por
conflitos bélicos, a ponto de que, somando as populações envolvidas e o
número de vítimas, superam-se pela primeira vez os números da Segunda
Guerra Mundial. Sem considerar os conflitos latentes, que irrompem de
súbito para depois adormecer novamente, segundo a ONU há atualmente ao
menos 56 conflitos armados ativos espalhados por 92 países, cada qual
envolvendo dois ou mais estados independentes ou sob protetorado
implícito de grandes potências. Em vários casos trata-se de guerras
intestinas, em que cada parte pode ser apoiada por diferentes potências
internacionais, sob o controle das grandes indústrias de armamentos.
Em todos esses conflitos, muitos mortos pertencem evidentemente aos
exércitos combatentes; ainda assim, os civis, conforme a configuração do
teatro de guerra, podem sofrer grandes perdas, frequentemente definidas
como «efeitos colaterais». A expressão é usada para aludir a efeitos
«não intencionais» de ações bélicas, mas em geral refere-se a «vítimas
inocentes», ou seja, não aos militares que, quando morrem ou são
feridos, seriam «vítimas culpadas», pois se presume que participem da
guerra voluntariamente e, portanto, sejam em parte responsáveis - ou, em
todo caso, sabiam do risco que corriam. Os «efeitos colaterais»
atingiriam homens, mulheres e crianças apanhados no meio contra a
vontade, e que sofrem consequências físicas - mortos, feridos,
desaparecidos ou deslocados - e psicológicas - ansiedade, depressão,
traumas -, sem falar da destruição do ambiente e das lavouras, da
disseminação da fome e da pobreza; efeitos que, conforme sua gravidade,
enfraquecem mais um lado do que o outro - e o governo sionista sabe-o
bem quando proíbe a entrada de ajuda alimentar em Gaza. Daí decorre que
tais efeitos não são assim tão colaterais.
Deixando de lado a hipocrisia implícita no termo, é preciso distinguir
claramente o que ocorre na realidade, sem nos deixarmos enredar por
discursos justificadores e propagandísticos - inclusive de jornalistas
italianos - segundo os quais Putin seria agressor, enquanto Netanyahu
não: juízo justificado pelo ataque de 7 de outubro de 2023 do Hamas,
que, porém, esquece que Israel é quem historicamente invadiu a
Palestina. Quanto aos «efeitos colaterais», entre a Rússia que
bombardeia Kiev atingindo prédios civis, mercados ou estações
ferroviárias - reputando-os alvos militares - e o que há dois anos
ocorre em Gaza - bombardeada indiscriminadamente por Israel sob o
pretexto dos túneis do Hamas - não há muita diferença, menos ainda nas
justificativas apresentadas, talvez apenas no número de vítimas. De
fato, diante da pouca credibilidade de justificar crimes como «efeitos
colaterais», o governo sionista teria sido levado a admitir «erros» -
que, contudo, se repetem diariamente: matar pessoas na fila por comida;
golpear com drone uma aglomeração ou um hospital, esperar alguns minutos
pelos socorristas e bombardear de novo o mesmo ponto para matar o máximo
de gente «colateral» possível. Foi o que voltou a acontecer em 25 de
agosto de 2025 no hospital de Khan Younis, em Gaza City, com 21 mortos,
incluindo cinco jornalistas que corriam em socorro dos feridos -
somando-se aos mais de 270 jornalistas mortos, direta e deliberadamente,
desde o início da invasão. Matar quem informa sobre as atrocidades que
Israel comete em Gaza é «efeito colateral» ou um plano bem arquitetado
para eliminar quem tenta descrever, em tempo real, o novo holocausto?
O conceito ocidental de «efeito colateral» foi muito debatido no século
XX, a partir dos efeitos das duas guerras mundiais, com referências
filosóficas ao Iluminismo e, ainda mais, derivadas do debate jurídico
sobre a «guerra justa», característico da modernidade desde o
ressurgimento, no fim do século XV, das raízes romanas do ius belli,
que, entre outras coisas, estabelecia limites morais aos danos
infligidos a não combatentes. O debate moderno sobre a «guerra justa»
começa no âmbito espanhol, com o início da conquista da América, quanto
à licitude de guerrear contra povos indígenas e submetê-los à Coroa.
Nesse contexto, o direito de conquista - historicamente justificado pelo
anúncio do Cristianismo - é moralmente limitado pela necessidade de
reconhecer a humanidade dos indígenas, também filhos de Deus. Daí deriva
o decreto real de Isabel, a Católica, que, embora proibisse a
escravização das populações americanas, lhes impunha «tutela» até saírem
do estado selvagem e se converterem (raciocínio retomado, em parte, para
a escravidão africana).
Do debate sobre a «guerra justa», o direito internacional moderno, de
feição ocidental, recolhe dois princípios: necessidade e
proporcionalidade. Qualquer ato de guerra não deve causar danos
excessivos a não combatentes, nem envolvê-los para alcançar objetivos
militares; e a resposta a um ato bélico deve ser proporcional à sua
intensidade. Sabemos que tais princípios muitas vezes não são
respeitados, ainda que assumidos pelo Tribunal Penal Internacional, ao
qual, além disso, nem todos os países aderem. Em todo caso, do percurso
histórico do conceito de «guerra justa» resulta um forte apelo - salvo
para quem rejeita completamente - para que o direito em guerra não se
confunda com a moral em guerra, nem mesmo em casos de legítima defesa
(por exemplo, a legitimidade palestina de se rebelar contra a opressão
sionista não justifica moralmente nem estupros nem jogar futebol com a
cabeça de um inimigo decepada!).
Até aqui supusemos que os «efeitos colaterais», em geral, são percebidos
externamente e também justificados por quem os provocou como eventos
inesperados, fruto de circunstâncias adversas (não intencionais). Na
prática, a linha que separa objetivos militares de não militares é pouco
nítida; é possível - como ocorria com frequência na Segunda Guerra
Mundial e hoje na guerra entre Rússia e Ucrânia - classificar alvos
militares em primários e secundários, tornando «legítimo», por exemplo,
bombardear uma fábrica de armas para destruir seus depósitos. Nesse
caso, bombardear de dia, quando operários civis trabalham, seria punível
por não prever «efeitos colaterais», ao passo que não o seria à noite. É
exatamente o que ocorre em Gaza City - ainda que não com muita
frequência - quando o exército sionista avisa moradores palestinos por
SMS para evacuar porque o bombardeio começará uma hora depois. A essa
altura, pergunta-se - legitimamente, ao que me parece - se ainda vale
falar de «efeitos colaterais», isto é, não intencionais, e qual seria a
utilidade do termo, considerando sobretudo que, quando um exército ocupa
território inimigo, são os civis locais que suportam o peso e a
violência - inclusive sexual -, como acaba de denunciar o
Secretário-Geral da ONU. (Continua)
Emanuele Amodio
https://www.sicilialibertaria.it/
_________________________________________
A - I n f o s Uma Agencia De Noticias
De, Por e Para Anarquistas
Send news reports to A-infos-pt mailing list
A-infos-pt@ainfos.ca
Subscribe/Unsubscribe https://ainfos.ca/mailman/listinfo/a-infos-pt
Archive http://ainfos.ca/pt
- Prev by Date:
(pt) Italy, FAI: Moção Aprovada - Anarquia e Transfeminismo: SUPERAR O PATRIARCADO, DESTRUIR O GÉNERO, LIBERTAR OS CORPOS (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
- Next by Date:
(pt) France, UCL AL #363 - Cultura - Leitura: Martin Thibault, «Les Têtes hautes» (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]
A-Infos Information Center