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(pt) Brazil, OSL: Big Techs, controle informacional e capitalismo (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Fri, 3 Oct 2025 08:45:39 +0300
O Vale do Silício é o nome dado a uma região localizada na Califórnia,
Estados Unidos, onde estão as sedes das maiores e mais poderosas
empresas de alta tecnologia, como a Meta e a Amazon. Nas últimas
décadas, as chamadas Big Techs se tornaram uma das maiores forças da
burguesia global, dominantes em campos como comunicação, entretenimento,
imóveis, transporte, desenvolvimento militar, finanças e comércio. Na
lista das dez pessoas mais ricas do mundo, elaborada pela Forbes em
2024, sete são do ramo tecnológico, sendo que quatro lideram a lista:
Elon Musk (Tesla, SpaceX, X) - que pode se tornar em breve o primeiro
trilionário do mundo -, Larry Elisson (Oracle), Jeff Bezos (Amazon) e
Mark Zuckerberg (Meta). Em sétimo e oitavo estão Larry Page e Sergey
Brin (Alphabet Inc., dona do Google) e, por fim, em décimo lugar, está
Steve Ballmer (Microsoft).
As gigantes empresas de tecnologia dominam o fluxo global de informações
e interações e consolidam um poder sem precedentes sobre as estruturas
política, econômica e intelectual-moral na sociedade, contribuindo assim
para manter a dominação do sistema capitalista-estatista. Esse controle
tecnológico é fundamental para o avanço do neoliberalismo mundo afora,
servindo para desmantelar regulações estatais, enfraquecer direitos
sociais, ampliar o alcance da ideologia de extrema-direita (xenofobia,
misoginia, LGBTfobia, racismo etc.), além de aprofundar a fragmentação
social, enfraquecendo a luta de classes.
As Big Techs e o imperialismo
Os maiores conglomerados econômicos no campo da tecnologia são, em sua
grande maioria, concentrados nos Estados Unidos. Entre nomes de peso
podem ser citados Apple, Amazon, Microsoft, Netflix, Airbnb, Uber e OpenAI.
Um dos mais poderosos certamente é o Alphabet, da qual fazem parte
marcas como Google, com serviço de e-mails (Gmail), de mapas (Google
Maps, Google Earth, Waze), de arquivos em nuvem (Cloud, Drive), de
navegadores (Chrome), de exibição de vídeos (YouTube), de sistemas
operacionais (Android) e muito mais. Outras empresas controladas pela
Alphabet incluem a Chita e a Verily, dos ramos de biotecnologia e saúde,
e a CapitalG e a GV, na área de investimento de risco. O poder da
Alphabet é tão abrangente que ela foi alvo de uma ação contra monopólio
movida pelo Departamento de Estado dos EUA, com a possibilidade de ter
que se desmembrar e vender algumas de suas marcas.
Outra gigante de destaque do Vale do Silício é a Meta, que se tornou uma
referência no campo das redes sociais, sendo a proprietária do Facebook
(3 bilhões de usuários no mundo), do Instagram (2 bilhões), do WhatsApp
(2 bilhões) e do Threads (300 milhões). Em 2020, ela foi a Big Tech que
mais investiu em lobby para influenciar o Congresso dos EUA, gastando
cerca de US$ 19,7 milhões.
Em 2013, vieram a público as revelações de Edward Snowden sobre o PRISM,
uma operação da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA iniciada em
2007, na sequência da aprovação do Protect America Act sob o governo
Bush, que deu início a um esquema de vigilância em massa da população
mundial através de monitoramento de ligações telefônicas, transações com
cartão de crédito e movimentação realizada na internet (pesquisas,
e-mails etc.), incluindo as redes sociais. Diversos arquivos indicaram
colaboração ativa de Microsoft, Apple, Alphabet e Meta com o estado
norte-americano. Os documentos também indicaram que a então presidente
Dilma Rousseff e a Petrobras estavam sob monitoramento.
Em 2017, os Estados Unidos deram início ao chamado Projeto Maven,
voltado ao processamento de dados militares, que contou, inicialmente,
com a colaboração do Google. Depois, os principais parceiros passaram a
ser Palantir Technologies, Amazon Web Services, ECS Federal, L3Harris
Technologies, Maxar Technologies, Microsoft e Sierra Nevada. Trata-se de
um sistema de inteligência artificial (IA) voltado para operações
militares, em que a capacidade de ataque bélico é extremamente ampliada
- com auxílio de algoritmos, pode ter centenas a milhares de alvos
atingidos por hora, sem a necessidade de grande efetivo humano em solo.
Em outras palavras, o extermínio de indivíduos e grupos que possam ser
considerados (pelos EUA) inimigos, ameaças e/ou terroristas. Sistema
similar ao uso de IA em operações militares está sendo utilizado por
Israel e Ucrânia.
Em 2022, o Google foi acusado de ter desenvolvido secretamente o chamado
Project Vivian, que tinha como objetivo combater a intenção de
sindicalização pelos funcionários da empresa. Uma ação judicial em 2019,
acionada por funcionários e ex-funcionários, denunciou prática
antissindical da empresa, além de expor a contratação do IRI
Consultants, empresa que presta serviços de consultorias com a intenção
de combater o desenvolvimento de qualquer atuação sindical. Esse não foi
um caso isolado, outras Big Techs como Facebook, Microsoft, Amazon,
Apple e Uber também conspiraram para sabotar a sindicalização de seus
funcionários ou criarem justificativas para a demissão ou bloqueio, no
caso da Uber.
Diversas Big Techs colaboraram com o Estado de Israel em seu Apartheid
contra o povo palestino, como é o caso da Alphabet e da Amazon, que
foram selecionadas para fornecer às agências governamentais israelenses
serviços de computação em nuvem, incluindo inteligência artificial e
aprendizado de máquina. Outra empresa, a Airbnb, é acusada de permitir o
aluguel de imóveis em assentamentos sionistas nos territórios ocupados
da Palestina.
O caso Elon Musk
O homem mais rico do mundo, Elon Musk, é o proprietário de uma série de
empresas de tecnologia, como a Tesla, que se tornou uma referência no
ramo de energia limpa, incluindo carros elétricos e painéis solares, e a
SpaceX, a maior no ramo de exploração espacial. O bilionário também está
envolvido com empresas como a X (rede social), a Boring Company
(escavação de túneis), a Neuralink (neurotecologia) e a xAI
(Inteligência Artificial).
Em contradição com o seu discurso favorável ao livre-mercado, segundo o
The Times, Elon Musk se beneficiou do apoio governamental dos EUA em
cerca de US$ 4,9 bilhões, incluindo subsídios, incentivos fiscais,
construção de fábricas, empréstimos com desconto e créditos ambientais.
Através de sua empresa espacial, SpaceX, ele também possui diversos
contratos de colaboração com a Nasa e as Forças Armadas dos Estados Unidos.
Contudo, apesar de seu explícito envolvimento com os interesses dos EUA,
Musk também é um entusiasta de negociações com a China e com a Rússia.
As principais fábricas da Tesla se encontram no território chinês, o que
levou Musk a pedir pela retirada de sanções dos Estados Unidos contra o
regime, além de tecer inúmeros elogios ao comando do Partido Comunista.
No contexto da Guerra da Ucrânia, apesar de inicialmente ter
disponibilizado os serviços da Starlink para os ucranianos e a Otan,
posteriormente passou a defender a necessidade de uma mediação com a
Rússia, sinalizando uma aproximação com Vladimir Putin.
Os interesses de Musk se voltaram para a América Latina ao longo da
última década, especialmente em relação aos reservatórios de lítio no
Brasil, na Argentina, no Chile e na Bolívia. Em 2019, um golpe militar
na Bolívia derrubou o presidente de esquerda Evo Morales, com apoio de
Trump e Bolsonaro. Após ser acusado no Twitter (atual X) de
envolvimento, Elon Musk respondeu: "Vamos dar um golpe em quem
quisermos! Lide com isso". No Brasil, em janeiro de 2022, a Agência
Nacional de Telecomunicações aprovou o uso de satélites Starlink, da
SpaceX, que rapidamente passaram a ser utilizados no garimpo ilegal.
Como a maioria dos donos das Big Techs, Musk por muito tempo esteve
alinhado ao Partido Democrata enquanto este esteve no poder. Nos últimos
anos, porém, se voltou mais para a extrema-direita, aproximando-se de
Donald Trump, Javier Milei, Giorgia Meloni, Viktor Orbán e outros nomes
conservadores e neofascistas. Em nome de uma suposta defesa da
"liberdade de expressão", o bilionário passou a desafiar abertamente
governos social-liberais e socialdemocratas, incluindo aqueles de países
aliados ao imperialismo dos EUA, como Austrália, Canadá e França. Em
2024, Musk se engajou abertamente em favor de partidos de
extrema-direita contrários à União Europeia, como o AfD (na Alemanha) e
o Reform UK (no Reino Unido). Apesar do discurso, Elon Musk removeu
perfis no X de opositores a governos autoritários de direita, como o de
Erdogan, na Turquia, e o de Modi, na Índia. Em 17 de novembro de 2023,
ele também anunciou que os usuários que denunciassem o colonialismo
israelense na Palestina seriam banidos, prática que escancara o quanto
as redes sociais controladas pelas Big Techs operam os algoritmos no
intuito de moldar a narrativa política, cultural e social, em
abrangência global, aos interesses ideológicos mais reacionários - um
agravamento provocado pelo neoliberalismo, que vai abrindo espaço para o
ressurgimento do neofascismo e neonazismo.
Para além do Vale do Silício
Apesar do poderio econômico das empresas dos EUA, elas não são as únicas
com relevância e impacto no cenário mundial. Alinhadas às políticas dos
Estados Unidos se destacam a Samsung, da Coreia do Sul, e a TSMC (maior
fabricante mundial de chips), de Taiwan.
A China se tornou uma das maiores concorrentes dos interesses
norte-americanos. Entre suas empresas se destacam Lenovo (smartphones),
Huawei (telecomunicações), Alibaba (comércio digital), Baidu (internet,
inteligência artificial), Shein (comércio eletrônico) e Xiaomi (produtos
eletrônicos). Um dos maiores conglomerados chineses é a Tencent,
proprietária do aplicativo WeChat, concorrente do WhatsApp, com cerca de
1,3 bilhão de usuários. Ela também está nos ramos cinematográfico,
musical, de processamento de dados, de assistência médica e de comércio
eletrônico, além de ter se tornado uma grande acionista de várias
empresas de outros países, como Ubisoft (games) e Discord (comunicação).
No campo das redes sociais, a China conta com as empresas ByteDance e
Kuaishou, proprietárias do TikTok (1,6 bilhão de usuários) e do Kwai (1
bilhão), respectivamente. O TikTok e o Kwai foram acusados de permitirem
a proliferação de propaganda de extrema-direita em diversos países, como
França e Argentina. Enquanto Donald Trump, ao longo de 2024, passou a
defender o funcionamento do TikTok nos Estados Unidos, na Venezuela o
governo de Nicolás Maduro aprovou o seu banimento por permitir conteúdo
golpista.
Com menor presença do que as empresas chinesas, vale mencionar o caso do
Telegram, pertencente ao russo naturalizado francês Pavel Durov. Com
cerca de 900 milhões de usuários em todo o mundo, o aplicativo foi
acusado de permitir conteúdos perigosos de maneira indiscriminada, como
pornografia infantil, apologia ao neonazismo, tráfico de armas e
movimentos jihadistas. Por muitos anos Durov esteve em conflito com o
governo Putin, mas ao longo de 2024 o Telegram foi acusado de favorecer
propaganda pró-Rússia na guerra da Ucrânia.
As Big Techs e o Brasil
No comércio digital, as empresas de marketplace contam com grande
presença. Em 2024, as empresas mais acessadas foram, respectivamente,
Mercado Livre (Argentina/Uruguai), Amazon (EUA), Shopee (Singapura),
Magazine Luiza (Brasil), OLX (Países Baixos), Shein (China), AliExpress
(China), Ifood (Brasil), Casas Bahia (Brasil) e Samsung (Coreia do Sul).
O maior domínio no campo das redes sociais é da Meta, com uma parcela
significativa da população possuindo Whatsapp (150 milhões de usuários),
Instagram (135 milhões, o terceiro maior país em número de contas na
plataforma), Facebook (110 milhões, o quarto em número de contas) e
Facebook Messenger (60 milhões). O YouTube, da Alphabet/Google, tem 145
milhões de usuários. Em seguida estão o TikTok (100 milhões), o LinkedIn
(75 milhões), o Kwai (60 milhões) o Pinterest (40 milhões), Twitter/X
(22 milhões) e o Snapchat (7 milhões).
Reportagem publicada pela Repórter Brasil, em 2022, denunciou que Apple,
Google, Microsoft e Amazon usaram em seus dispositivos ouro ilegal de
terras indígenas brasileiras. Segundo a matéria, as quatro empresas
adquiriram ouro ilegal extraídos de terras indígenas na Amazônia,
através das empresas Chimet (italiana) e Marsan (brasileira). Região
que, durante o governo de Bolsonaro, viu um crescimento nas investidas
do crime organizado voltado para extração de minério, gerando
desmatamento, crimes ambientais agravados pelo envenenamento por
mercúrio, e assassinatos contra várias etnias indígenas - principalmente
os Kayapó e Yanomami.
Em 2023, as Big Techs agiram fortemente para derrubar no Congresso o
Projeto de Lei nº 2630, mais conhecido como PL das Fake News; a intenção
do PL era regulamentar e responsabilizar as redes sociais pelos
conteúdos que são publicados pelos usuários nas plataformas, com o
aumento na quantidade de desinformações, publicações conspiracionistas,
anticiência (principalmente antivacina), xenofóbicas, misóginas,
racistas e, num conjunto maior, discursos da extrema-direita radical -
neofascista e neonazista. Em uma ação virtual orquestrada pelas grandes
empresas, foram impulsionadas publicações voltadas a criticar o PL como
sendo um "ataque à liberdade de expressão", "antidemocrática", etc.
Reportagem da Agência Pública demonstrou que o Google pagou à Meta mais
de R$ 670 mil em anúncios contra o PL, em menos de dois meses, com o
objetivo de fazer uma guerra de narrativas e ampliando a desinformação a
toda a sociedade.
O papel do capitalismo digital na manipulação global
No modelo capitalista contemporâneo, a manipulação informacional é uma
ferramenta essencial para preservar o domínio de uma minoria
privilegiada sobre a maioria da população. Em dezembro de 2024, o Google
supostamente errou a cotação do dólar em sua plataforma, criando um
cenário de especulação econômica que beneficiou investidores do grande
capital. Da mesma forma, interferiu politicamente no Brasil, ocultando
informações de candidatos de centro-esquerda e favorecendo a
extrema-direita.
Ações como essas mostram que as Big Techs exercem influências econômicas
e também políticas diretas, configurando-se como instrumentos de
aprofundamento das desigualdades de classe e do poder das classes
dominantes globais.
A etapa atual do capitalismo-estatismo, alicerçado nas políticas de
maximização da austeridade e da desregulação, é o estágio que acentua
uma maior concentração de riqueza e poder nas mãos de poucos. Para
garantir sua reprodução, utiliza de um aparato ideológico sofisticado,
no qual a desinformação e a manipulação de algoritmos assumem papel
central. Esse aparato ideológico vai se firmar não apenas nas redes
sociais, mas também através do desenvolvimento de programas e
plataformas que possam ser utilizados nas redes públicas de ensino,
através de cursos e/ou materiais didáticos e pedagógicos.
O discurso antissocialista, que acusa vozes críticas de "ameaçar a ordem
social", é uma estratégia clássica das classes dominantes para
enfraquecer movimentos que buscam justiça social e redistribuição de
riqueza. No entanto, o verdadeiro caos é provocado pelo desmonte das
políticas públicas e dos direitos trabalhistas, promovido por essas
corporações para sustentar a concentração de poder e riqueza.
O papel das Big Techs no avanço do neofascismo
As crises do capitalismo, como a de 2008, intensificaram a exploração
das massas trabalhadoras e precarizaram suas condições de vida. Incapaz
de oferecer alternativas concretas, o capital utiliza a extrema-direita
como um bode expiatório para canalizar o descontentamento popular.
Movimentos neofascistas, como a Alternativa para a Alemanha (AfD), são
exemplos de como o capital promove o divisionismo para enfraquecer as
lutas coletivas.
Nesse contexto, as Big Techs não apenas replicam as estratégias do
totalitarismo, como a manipulação da verdade e o isolamento
informacional em bolhas, mas também criam mecanismos de controle social
por meio da engenharia algorítmica.
A nomeação de figuras como Dana White, do UFC, ao conselho da Meta é
emblemática. White, com sua retórica autoritária e alinhada à
desregulamentação, ilustra como essas corporações reforçam discursos que
deslegitimam a soberania popular e fortalecem as elites corporativas.
Outro exemplo é a decisão da Meta de abolir a checagem de fatos,
substituindo-a por um sistema de "notas da comunidade". Apesar de se
apresentar como uma iniciativa de "liberdade de expressão", essa mudança
legitima a disseminação de desinformação, favorecendo discursos de
extrema-direita e ultrarreacionários. Logo que tomou posse em seu
segundo mandato, Donald Trump anunciou investimento de US$ 500 bilhões
para um projeto de infraestrutura de Inteligência Artificial (IA), tendo
como principais beneficiárias Oracle, Softbank e OpenAI.
Rumo a uma alternativa socialista autogestionária
A lógica do ultraliberalismo promove a alienação e impede a construção
de uma consciência de classe, necessária para transformar as estruturas
sociais. Para superar essa realidade, é urgente a união dos
trabalhadores em escala global, contrapondo-se ao poder concentrado das
corporações digitais.
A classe trabalhadora organizada deve atuar como mediadora da soberania
popular, pressionando para que seja regulado o poder das Big Techs,
taxando suas operações e redistribuindo os frutos da riqueza gerada
tecnologicamente. Além disso, deve ser priorizada a criação de
plataformas públicas e cooperativas, voltadas para o bem comum,
colocando a tecnologia a serviço das maiorias sociais.
A emancipação das massas só será possível por meio da luta coletiva
contra a exploração capitalista. Resgatar a centralidade do trabalho
sobre o capital e fortalecer mecanismos verdadeiramente democráticos são
passos fundamentais para garantir que a era digital não seja apenas mais
uma etapa na opressão das classes populares, mas uma oportunidade de
construir uma sociedade solidária e socialista.
Organização Socialista Libertária
Agosto de 2025
https://socialismolibertario.net/2025/08/25/big-techs-controle-informacional-e-capitalismo/
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