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(pt) Brazil, UNIPA: O atual conflito entre o governo Lula/PT e o congresso: entre a verdade e a mentira na luta política! (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Mon, 22 Sep 2025 08:40:40 +0300
A República de coalizão passa por mais um conflito entre os poderes,
desta vez, o executivo, o Governo Lula/PT e o congresso burguês. Ambos
os poderes são agentes da violência do Estado sobre o povo. O congresso
em especial, representa os interesses das diversas frações da burguesia,
revertendo o orçamento para atender aos interesses das elites. ---- O
atual conflito do Governo Lula com o Congresso Nacional na verdade
esconde os principais pontos que os trabalhadores e trabalhadoras devem
lutar: o fim da escala 6 x 1, reforma agrária, revogação das reformas da
previdência e trabalhista e fim do Novo Teto de Gastos. Esse conflito
entre o Congresso, que todos sabemos é sempre inimigo do povo e composto
por picaretas que querem só uma mamata, comando por Hugo Motta
(Republicanos) começou com a traição de um acordo feito entre Haddad e a
equipe econômica para aumento do IOF para reduzir o déficit primário
(para cumprir as metas do Novo Marco Fiscal); pagar juros da dívida
pública (que consomem cerca de 5% do PIB anualmente) e evitar que o
gasto público ultrapasse o limite imposto pela nova regra fiscal.
O governo ficou vendido com a traição da sua frente ampla no congresso e
partiu para ação saindo do imobilismo que o caracteriza por três fatores
centrais: 1) a popularidade do governo em queda a praticamente um ano
das eleições; 2) cumprir as metas fiscais sem por hora atacar os pisos
constitucionais, que devem ficar para um eventual quarto mandato; e 3)
mobilizar sua militância em momento de disputa eleitoral interna no Partido.
Por outro lado, depois de uma semana que o governo e seus aliado subiram
o tom na agitação e em ações de parte da base governista, como ocupação
da sede do Itaú em São Paulo, quase toda a mídia corporativa e seus
aliados saíram rapidamente a criticar a "divisão do país" entre "ricos e
pobres" expressando a guerra de classes existente na sociedade. Ficaram
bastante incomodados com as chamadas de "congresso inimigo do povo" e
"congresso da mamata", bem como as peças publicitárias que criticavam,
realisticamente, diga-se de passagem, o nababesco mundo parlamentar
brasileiro. A preocupação novamente não era com o povo brasileiro, com a
desigualdade, injustiça ou qualquer coisa do gênero, mas sim defender a
institucionalidade e a combalida e decrépita República de 1988 que o PT,
Lula e seus aliados insistem em salvar.
A GUERRA TELECATCH E A MANUTENÇÃO DO NOVO TETO DE GASTOS
Ainda que as peças publicitárias e os movimentos como MTST
e CUT que apoiam o governo critiquem os super ricos e a falta de justiça
fiscal dentro dos marcos do Estado Liberal, a principal demanda do
governo e do PT é o aumento do aumento do IOF (Imposto sobre Operações
Financeiras) dentro do Novo Marco Fiscal. Esse aumento não
necessariamente se traduz em maior gasto público em saúde e educação por
que: 1) O Novo Marco Fiscal mantém a lógica do Teto de Gastos de
Temer/MDB; 2) A prioridade do governo é o Ajuste Fiscal, não a expansão
de políticas sociais; 3) saúde e educação já têm mínimos constitucionais
- e eles não aumentam automaticamente; 4) aumento de tributos indiretos
(como IOF) é regressivo e não melhora serviços públicos e 5) o novo
marco fiscal não prioriza investimento, mas sim o controle do déficit.
O Novo Marco Fiscal (ou "arcabouço fiscal") não revoga a
regra do teto de gastos, apenas a flexibiliza parcialmente. Mesmo com
aumento de receita (como via IOF), os gastos primários continuam
limitados pela regra de crescimento real de até 70% da variação da
receita. Ou seja: a) Se o governo arrecada mais com IOF, não existe
dispositivo que garanta que esse aumento de recursos seja direcionado
para serviços públicos essenciais como saúde e educação, por exemplo,
pois o orçamento total ainda está engessado e b) o aumento de
arrecadação pode simplesmente ser usado para cumprir metas fiscais
(superávit primário) ou pagar juros da dívida pública aos agiotas, sem
aumentar investimentos sociais. O que é mais provável no atual cenário.
A prioridade do Ministério da Fazenda e do Planejamento, de Haddad e
Tebet/MDB é de responsabilidade fiscal acima de tudo. Isso significa que
qualquer aumento de receita (como via IOF) será usado preferencialmente
para: a) Reduzir o déficit e promover o superavit primário (para cumprir
as metas do Novo Marco Fiscal); b) Pagar juros da dívida pública; c)
Evitar que o gasto público ultrapasse o limite imposto pela nova regra
fiscal.
O recurso extra que viria do aumento IOF não está vinculado a saúde e
educação, podendo ser absorvido por outras despesas obrigatórias ou pelo
ajuste fiscal. Pela Constituição, saúde e educação têm piso mínimo de
gastos. Saúde de 15% da receita corrente líquida (RCL) e Educação de 18%
da receita de impostos (nos municípios, 25%).
Se o IOF aumentar a arrecadação total, o valor absoluto do mínimo
constitucional sobe, mas isso não significa melhoria na qualidade ou
ampliação dos serviços, porque o governo pode cumprir o mínimo sem
investir de fato mais recursos, apenas repassando inflação. Além disso,
o Novo Marco Fiscal não exige que o excedente de arrecadação seja
direcionado para essas áreas.
Dentro da estrutura de arrecadação do Estado Capitalista o aumento de
Tributos Indiretos (como IOF) é regressivo, ou seja, atinge mais os
trabalhadores em geral que precisam acessar mecanismos de créditos e
operações financeiras básicas, uma vez que a classe dominante tem outras
formas de repassar futuros gastos, ou mesmo burlar isso.
Por fim, o Novo Marco Fiscal tem como princípio limitar o gasto público
estatal, mesmo que a arrecadação aumente. Isso significa que no cenário
de aprovação de aumento do IOF, o governo pode usar esse dinheiro para
cumprir metas fiscais e aumentar o superávit primário como forma de
mostrar ao mercado financeiro seu compromisso fiscal.
O PT e Lula Cacareja para a Esquerda, mas governa com o Mercado
Sempre que está encostado nas cordas a procura de alguma
saída política parlamentar, Lula e o PT aumentam os discursos mais à
esquerda tentando mobilizar sua base popular e alguns de seus aparatos.
Foi assim por exemplo no segundo turno das eleições do segundo mandato
de Dilma Roussef. A janela de oportunidade se abriu agora com ação do
congresso que agiu em torno de seus interesses e do mercado financeiro
que não gostou da tributação do IOF.
No entanto a questão principal é que o próprio PT foi a
articulador do Novo Marco Fiscal que parte de uma perspectiva teórica
liberal-conservadora da economia e impôs a si mesmo uma restrição
artificial aos gostos públicos estatais como infraestrutura, saúde e
educação
O governo resolveu na sua Frente Ampla adotar uma espécie
de austeridade permanente, o que força o próprio governo a cortar
investimentos para manter o marco fiscal e por outro lado fica com faca
no pescoço com a sanha clientelista e patronal do congresso via emendas
parlamentares, que inclusive viraram política central de alguns
ministérios, com os trabalhadores estatais apenas cuidando da
verificação dos requisitos legais das emendas, sem nenhum poder de veto.
Construir a Greve Geral Pelo Fim da Escala 6 x1, Terra e Liberdade e
Mais Investimentos em Saúde, Educação e Transporte Público!
Dentro dos próprios marcos do próprio Estado as políticas econômicas e
fiscais do novo teto de gastos são um retrocesso econômico. As regras
fiscais cegas só tendem a piorar as condições de vida do povo, sem
garantir políticas de pleno emprego de qualidade, redução de
desigualdade e financiar a transição energética. Nos marcos de uma
economia capitalista dependente essa política fiscal tende a manter as
desigualdades e ampliar ainda mais as políticas de terceirização e
parcerias públicas privadas, que são tão louvadas pelo governo atual. O
aumento do IOF está associado a lógica do Novo Marco Fiscal que é evitar
que o gasto público cresça muito, mesmo que a arrecadação aumente.
Se o objetivo fosse melhorar saúde e educação pública,
aliviar a situação dos trabalhadores que com alguma renda maior procuram
colocar filhos na educação particular e pagar planos de saúde, que estão
cada vez mais caros, seria mais eficiente taxar grandes fortunas, lucros
e dividendos, mas o governo optou por um imposto que não mexe com a
classe dominante. O fato dessa classe se articular com o congresso da
mamata e inimigo do povo só mostra seu caráter de uma classe dominante
ranzinza, azeda, medíocre, cobiçosa, herdeira do colonialismo
escravista. Por isso é preciso mobilizar o povo para as melhorais
imediatas de seu cotidiano, mas para revolução social.
O congresso é de fato inimigo do povo. Governa para as
classes dominantes que domina o parlamento e está repleto de picaretas
em procura de mamata via emendas parlamentares ou cargos no Governo. É
preciso destruir esse congresso e a classe dominante que é sua aliada
desde a Independência. Conclamamos todo o campo anarquista, autônomo,
sindicalista revolucionária e comunista revolucionária a construir uma
campanha comum para mobilização e construção da greve geral!! O primeiro
passo é agir com base na ação direta para garantir as melhores condições
de vida imediatas ao nosso povo:
Fim da escala 6 x 1 com jornada de 30 horas semanais sem redução de salários
Revogação das reformas trabalhistas e previdenciárias;
Revogação do Novo Teto de Gastos;
Terra e Liberdade (Reforma Agrária);
Fim das isenções fiscais para o agronegócio e grandes corporações;
Tributação de Lucros e dividendos e grandes fortunas
https://uniaoanarquista.wordpress.com/2025/08/04/o-atual-conflito-entre-o-governo-lula-pt-e-o-congresso-entre-a-verdade-e-a-mentira-na-luta-politica/
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