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(pt) Brazil, OSL: 1° DE MAIO É DIA DE LUTA: por um primeiro de maio independente de governos e patrões (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Mon, 20 May 2024 07:26:25 +0300
O Primeiro de Maio é a data de luta de toda a classe trabalhadora. Há
138 anos, neste dia, os trabalhadores e trabalhadoras começaram uma
grande greve denunciando a exploração e reivindicando a diminuição da
jornada de trabalho, nos EUA. No dia 4 de maio, uma grande manifestação
organizada pelos sindicatos em Chicago, foi violentamente reprimida,
terminando com dezenas de manifestantes assassinados ou presos pela
polícia. Oito lideranças do movimento, todas estas anarquistas, foram
presas e condenadas à morte por uma farsa judicial envolvendo o Estado e
os patrões - quatro dos presos foram levados à forca, e um quinto tirou
a própria vida. Estes ficaram conhecidos como os "Mártires de Chicago" e
esse é o motivo pelo qual comemoramos o dia do Primeiro de Maio, como o
dia da classe trabalhadora.
No Brasil, não faltam motivos para lutar. São 8 milhões de pessoas
desempregadas, e outras 40 milhões na informalidade - muitas trabalhando
além da jornada de 8 horas, em bicos, por aplicativos ou outros meios.
Mesmo entre trabalhadores na formalidade, a regra geral é a
precarização, seja no meio privado, no setor público ou em empresas
terceirizadas. Condições de trabalho ruins, salários congelados ou
subindo abaixo da inflação, sobrecarga, assédios etc. Já no andar de
cima, o governo de frente ampla de Lula-Alckmin mostra que não tem
qualquer compromisso com a classe trabalhadora urbana e rural, e aplica
a política econômica de arrocho e congelamento de gastos (Arcabouço
Fiscal) que só atende às classes dominantes, enquanto distribui migalhas
e não combate os reais problemas do povo.
Chegamos ao mês de maio com importantes greves organizadas por
trabalhadores da educação pública nos Institutos Federais e nas
Universidades, reivindicando melhores condições de trabalho, reajustes
salariais e revogação de portarias aprovadas no governo anterior. No
entanto, parte da esquerda, mesmo a que se diz socialista e
revolucionária, fica a reboque do governo de Frente Ampla de
Lula-Alckmin, que tem a burguesia e parte da direita como seus sócios,
desestimulando inclusive instrumentos legítimos e históricos das classes
oprimidas (greves, protestos, paralisações, ocupações etc.) ou tentando
frear as legítimas reivindicações desses trabalhadores.
Nesse período, parte dos sindicatos age como se tivéssemos motivos para
comemorar. Não são à toa os shows, sorteios, eventos com celebridades e
discursos vazios. Os sindicatos devem ser entidades de luta para a
conquista de melhores condições de vida para a classe trabalhadora, e
não instrumentos para iludir as pessoas e servir de correia de
transmissão de partidos e governos. Nos colocamos ao lado das entidades
sindicais que seguem combativas e mantêm a independência de classe
frente aos patrões e ao Estado; apostamos na organização das classes
oprimidas em movimentos populares e sindicatos que tenham, cada vez
mais, o caráter classista e combativo, que tenham independência de
classe e uma perspectiva de transformação revolucionária da sociedade.
Internacionalmente, a situação também é de diversas incertezas, com
ascensão da extrema direita no mundo todo e turbulências na América
Latina, incluindo o governo ultraliberal de Milei na Argentina, o
massacre do povo palestino pelo estado de Israel, e outros inúmeros
conflitos em vários países. Em meio ao jogo de interesses do
imperialismo, acreditamos que são as classes oprimidas em luta que podem
fazer valer seus interesses, para derrotar a extrema direita e derrubar
o sistema capitalista-estatista de miséria e morte.
No último século e meio, milhões de trabalhadoras e trabalhadores
dedicaram suas vidas para ter 8 horas de trabalho, 8 horas de descanso e
8 horas de lazer. Essas demandas seguem atuais enquanto existirem a
exploração e a opressão, por isso levantamos a bandeira do Socialismo
Libertário. Muitos morreram por isso, como os Mártires de Chicago, todos
anarquistas, que foram injustamente condenados pelos protestos massivos
de 1886. Neste Primeiro de Maio, a homenagem que podemos prestar a todas
essas pessoas é tomando seu exemplo, não sustentando ilusões no governo
ou em patrões, ampliando direitos por meio da ação direta, para uma
transformação radical da sociedade.
Por um Primeiro de Maio independente de governos e patrões!
Viva a classe trabalhadora! Viva os Mártires de Chicago!
Pela Revolução Social e o Socialismo Libertário!
https://socialismolibertario.net/2024/05/01/1-de-maio-e-dia-de-luta-por-um-primeiro-de-maio-independente-de-governos-e-patroes/
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