A - I n f o s

a multi-lingual news service by, for, and about anarchists **
News in all languages
Last 30 posts (Homepage) Last two weeks' posts Our archives of old posts

The last 100 posts, according to language
Greek_ 中文 Chinese_ Castellano_ Catalan_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Francais_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkurkish_ The.Supplement

The First Few Lines of The Last 10 posts in:
Castellano_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_
First few lines of all posts of last 24 hours

Links to indexes of first few lines of all posts of past 30 days | of 2002 | of 2003 | of 2004 | of 2005 | of 2006 | of 2007 | of 2008 | of 2009 | of 2010 | of 2011 | of 2012 | of 2013 | of 2014 | of 2015 | of 2016 | of 2017 | of 2018 | of 2019 | of 2020 | of 2021 | of 2022 | of 2023 | of 2024

Syndication Of A-Infos - including RDF - How to Syndicate A-Infos
Subscribe to the a-infos newsgroups

(pt) Argentina, Organizacion-Obrera #102: MULHERES LEVANTADAS DO MUNDO (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]

Date Tue, 30 Apr 2024 08:07:36 +0300


Neste 8 de março de 2024, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, do sindicato CNT exigimos mais uma vez justiça e igualdade para as mulheres, reivindicando as abordagens e objetivos da organização anarquista Mujeres Libres, a quem a classe trabalhadora tanto deve. Quase um século após o nascimento desta organização, as mulheres ainda têm muito pelo que lutar. ---- No local de trabalho, continuamos a ser discriminados: disparidade salarial, dificuldade de acesso ao emprego, concentração de mulheres nos sectores mais precários, maior temporalidade e parcialidade nos contratos, impedimentos à promoção nos nossos empregos ou incapacidade de conciliação e a arrecadação com recursos, o que faz da maternidade uma causa de empobrecimento das mulheres... Soma-se a tudo isso a violência que, pelo fato de sermos mulheres, sofremos dentro das empresas: discriminação por sexo, assédio sexual no trabalho. * Estima-se que pelo menos um terço dos abusos sexuais ocorridos ocorre no ambiente de trabalho.

Além disso, a divisão sexual do trabalho faz com que as tarefas domésticas recaiam principalmente sobre nós. Isto, somado à vergonhosa falta de recursos dedicados ao cuidado de pessoas em situação de dependência, faz com que as mulheres acabem por ter de abdicar dos nossos empregos para cuidar dos familiares, o que significa uma falta de independência económica em relação aos homens. Quando os cuidados são realizados de forma profissional, fora do ambiente familiar, a situação não melhora: cuidadores, auxiliares domiciliários, empregados domésticos, auxiliares geriátricos... os empregos essenciais à manutenção da vida são, numa sociedade capitalista e patriarcal, os os menos valorizados e prestigiados, os menos remunerados e são realizados, muitas vezes, sem inscrição na segurança social ou em condições que se assemelham à escravatura, como é o caso dos trabalhadores internos.

Todas estas condições que as mulheres sofrem no local de trabalho significam que existe também uma lacuna nas pensões. Nos casos em que, depois de muitos obstáculos, conseguimos aceder a uma pensão contributiva ou a uma invalidez permanente, esta é inferior à dos trabalhadores do sexo masculino. Em muitos outros casos, as mulheres serão obrigadas, em caso de velhice ou doença, a tentar sobreviver com pensões não contributivas de miséria ou com o engano do rendimento mínimo vital.

Quando, através da luta sindical, nos levantamos contra as injustiças que sofremos como trabalhadores, encontramos repressão e criminalização. Queremos recordar mais uma vez os 6 da Suíça, em Xixón, que enfrentam penas até 3 anos e meio de prisão e multas superiores a 150 mil euros por serem sindicalistas.

Fora do local de trabalho, as mulheres sofrem todos os tipos de violência em todo o mundo. Segundo a ONU, 137 mulheres são assassinadas todos os dias pelos seus parceiros ou ex-parceiros. No estado espanhol foram cometidos 101 feminicídios no ano passado, 10 até agora em 2024, mais de metade destes assassinatos foram cometidos por parceiros ou ex-companheiros da vítima. Quando se trata de violência sexual, as estatísticas dizem-nos que esta está a aumentar, tanto para mulheres adultas como para raparigas, e que ocorre fora e dentro do ambiente familiar. Na Espanha, um estupro foi registrado a cada duas horas durante o ano de 2023 e os casos de estupro coletivo aumentaram. Dentre as formas de violência sexual, o proxenetismo é uma das mais brutais e também aquela em que os agressores (prostitutos e cafetões) gozam de maior impunidade. Estima-se que mais de 100 mil mulheres sejam actualmente exploradas sexualmente no Estado espanhol. A CNT considera que a prostituição não pode em caso algum ser considerada trabalho, mas sim que é uma forma de violência que, como sociedade, devemos erradicar, sem penalizar ou perseguir, em qualquer caso, as mulheres na prostituição, que têm o direito de justiça e reparação.

O feminismo da classe trabalhadora rompe fronteiras. Posicionamo-nos, sem meias medidas, ao lado das mulheres de Gaza, que sofrem um genocídio por parte do Estado de Israel e dos seus aliados, face à infame passividade da grande maioria da comunidade internacional, incluindo o governo espanhol. Da CNT continuaremos a apoiar o povo palestino, estando ao seu lado nesta luta desigual. Da mesma forma, desde a CNT continuaremos defendendo a revogação da Lei de Imigração, uma lei penal com terríveis consequências para quem chega ao Estado espanhol e, especialmente, para as mulheres e seus filhos e filhas.

Dentro do sindicato ainda há um longo caminho a percorrer. Nossos colegas têm a responsabilidade de evitar que a dinâmica patriarcal que sofremos lá fora se reproduza dentro da CNT. Nos organizamos, junto com elas, para que a CNT seja uma ferramenta útil e emancipatória para as mulheres trabalhadoras.

Neste 8 de março, desde a CNT, saudamos as mulheres de todo o mundo, oprimidas por terem nascido, exigindo serem nomeadas, lutando fora e dentro da organização contra um sistema criminoso: não deixem que o medo e o desânimo as paralisem. Não pares, porque, nas tuas mãos e na tua mente, está a vitória daqueles que nos precederam e dos que virão.

VIVA A LUTA DA MULHER TRABALHADORA

VIVA O 8 DE MARÇO

https://organizacion-obrera.fora.com.ar/2024/03/27/puno-en-alto-mujeres-del-mundo/
_________________________________________
A - I n f o s Uma Agencia De Noticias
De, Por e Para Anarquistas
Send news reports to A-infos-pt mailing list
A-infos-pt@ainfos.ca
Subscribe/Unsubscribe https://ainfos.ca/mailman/listinfo/a-infos-pt
Archive http://ainfos.ca/pt
A-Infos Information Center