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(pt) Argentina, Organizacion-Obrera #102: MULHERES LEVANTADAS DO MUNDO (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Tue, 30 Apr 2024 08:07:36 +0300
Neste 8 de março de 2024, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, do
sindicato CNT exigimos mais uma vez justiça e igualdade para as
mulheres, reivindicando as abordagens e objetivos da organização
anarquista Mujeres Libres, a quem a classe trabalhadora tanto deve.
Quase um século após o nascimento desta organização, as mulheres ainda
têm muito pelo que lutar. ---- No local de trabalho, continuamos a ser
discriminados: disparidade salarial, dificuldade de acesso ao emprego,
concentração de mulheres nos sectores mais precários, maior
temporalidade e parcialidade nos contratos, impedimentos à promoção nos
nossos empregos ou incapacidade de conciliação e a arrecadação com
recursos, o que faz da maternidade uma causa de empobrecimento das
mulheres... Soma-se a tudo isso a violência que, pelo fato de sermos
mulheres, sofremos dentro das empresas: discriminação por sexo, assédio
sexual no trabalho. * Estima-se que pelo menos um terço dos abusos
sexuais ocorridos ocorre no ambiente de trabalho.
Além disso, a divisão sexual do trabalho faz com que as tarefas
domésticas recaiam principalmente sobre nós. Isto, somado à vergonhosa
falta de recursos dedicados ao cuidado de pessoas em situação de
dependência, faz com que as mulheres acabem por ter de abdicar dos
nossos empregos para cuidar dos familiares, o que significa uma falta de
independência económica em relação aos homens. Quando os cuidados são
realizados de forma profissional, fora do ambiente familiar, a situação
não melhora: cuidadores, auxiliares domiciliários, empregados
domésticos, auxiliares geriátricos... os empregos essenciais à
manutenção da vida são, numa sociedade capitalista e patriarcal, os os
menos valorizados e prestigiados, os menos remunerados e são realizados,
muitas vezes, sem inscrição na segurança social ou em condições que se
assemelham à escravatura, como é o caso dos trabalhadores internos.
Todas estas condições que as mulheres sofrem no local de trabalho
significam que existe também uma lacuna nas pensões. Nos casos em que,
depois de muitos obstáculos, conseguimos aceder a uma pensão
contributiva ou a uma invalidez permanente, esta é inferior à dos
trabalhadores do sexo masculino. Em muitos outros casos, as mulheres
serão obrigadas, em caso de velhice ou doença, a tentar sobreviver com
pensões não contributivas de miséria ou com o engano do rendimento
mínimo vital.
Quando, através da luta sindical, nos levantamos contra as injustiças
que sofremos como trabalhadores, encontramos repressão e criminalização.
Queremos recordar mais uma vez os 6 da Suíça, em Xixón, que enfrentam
penas até 3 anos e meio de prisão e multas superiores a 150 mil euros
por serem sindicalistas.
Fora do local de trabalho, as mulheres sofrem todos os tipos de
violência em todo o mundo. Segundo a ONU, 137 mulheres são assassinadas
todos os dias pelos seus parceiros ou ex-parceiros. No estado espanhol
foram cometidos 101 feminicídios no ano passado, 10 até agora em 2024,
mais de metade destes assassinatos foram cometidos por parceiros ou
ex-companheiros da vítima. Quando se trata de violência sexual, as
estatísticas dizem-nos que esta está a aumentar, tanto para mulheres
adultas como para raparigas, e que ocorre fora e dentro do ambiente
familiar. Na Espanha, um estupro foi registrado a cada duas horas
durante o ano de 2023 e os casos de estupro coletivo aumentaram. Dentre
as formas de violência sexual, o proxenetismo é uma das mais brutais e
também aquela em que os agressores (prostitutos e cafetões) gozam de
maior impunidade. Estima-se que mais de 100 mil mulheres sejam
actualmente exploradas sexualmente no Estado espanhol. A CNT considera
que a prostituição não pode em caso algum ser considerada trabalho, mas
sim que é uma forma de violência que, como sociedade, devemos erradicar,
sem penalizar ou perseguir, em qualquer caso, as mulheres na
prostituição, que têm o direito de justiça e reparação.
O feminismo da classe trabalhadora rompe fronteiras. Posicionamo-nos,
sem meias medidas, ao lado das mulheres de Gaza, que sofrem um genocídio
por parte do Estado de Israel e dos seus aliados, face à infame
passividade da grande maioria da comunidade internacional, incluindo o
governo espanhol. Da CNT continuaremos a apoiar o povo palestino,
estando ao seu lado nesta luta desigual. Da mesma forma, desde a CNT
continuaremos defendendo a revogação da Lei de Imigração, uma lei penal
com terríveis consequências para quem chega ao Estado espanhol e,
especialmente, para as mulheres e seus filhos e filhas.
Dentro do sindicato ainda há um longo caminho a percorrer. Nossos
colegas têm a responsabilidade de evitar que a dinâmica patriarcal que
sofremos lá fora se reproduza dentro da CNT. Nos organizamos, junto com
elas, para que a CNT seja uma ferramenta útil e emancipatória para as
mulheres trabalhadoras.
Neste 8 de março, desde a CNT, saudamos as mulheres de todo o mundo,
oprimidas por terem nascido, exigindo serem nomeadas, lutando fora e
dentro da organização contra um sistema criminoso: não deixem que o medo
e o desânimo as paralisem. Não pares, porque, nas tuas mãos e na tua
mente, está a vitória daqueles que nos precederam e dos que virão.
VIVA A LUTA DA MULHER TRABALHADORA
VIVA O 8 DE MARÇO
https://organizacion-obrera.fora.com.ar/2024/03/27/puno-en-alto-mujeres-del-mundo/
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