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(pt) OS ANARQUISTAS NA REVOLUÇÃO MEXICANA.parte1

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Fri, 2 Jul 2004 00:25:45 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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de Pier Francesco Zarcone
Não é arriscado colocar a hipótese de que os anarquistas e libertários
hoje chegados à meia-idade ("os panteras cinzentas", se poderia dizer),
durante os anos '60/'70 do século passado viram com uma participação
emotiva intensa os filmes que a cinematografia italiana produziu acerca da
revolução mexicana, com certa freqüência e numa visão politizada no
seguimento de '68. Desde "Giù la testa" até "Tepepa", ou "¿Quién sabe?",
"Vamos a matar compañeros", para não falar do prévio e mítico "¡Viva
Zapata!".
Mas com toda probabilidade, a maioria deles não sabia (e talvez nem sequer
hoje saiba) qual tinha sido o papel desenvolvido pelos anarquistas e pelo
anarquismo mexicanos nesses eventos tão distantes. Nenhuma surpresa, no
fundo: trata-se de outra página da história anarquista escondida pelos
vários "media" (que nunca fornecem aquilo que realmente precisamos), e em
todo caso que pertence à aquela América Latina que não foi muito famosa na
Europa durante muito tempo.
A mesma cinematografia acima indicada, no fundo, freqüentemente não
chegava além dos aspectos exteriores, 'piscando o olho' aos humores de um
público influenciado por uma atmosfera de revolta difusa, como acontecia
nos anos '60 e '70. Coisa igualmente normal, porque a cinematografia
recebe oxigênio do capital e dentro das lógicas rigorosas do seu sistema:
assim, uma coisa é fazer dinheiro instrumentalizando também a contestação
e outra coisa é fazer conhecer o que não convém.
Sabemos que o verdadeiro radicalismo revolucionário não dá lucro: o
capital sempre pode concluir negócios até mesmo com os comunistas
autoritários, mas com os anarquistas não. E então o jogo está feito: na
apresentação (adaptada às exigências de espetacularidade) de páginas
revolucionárias gloriosas, o papel dos anarquistas e libertários deve
passar sob silêncio; ou - se isto não pode acontecer, como no caso da
Revolução espanhola, onde estava presente um evidente e não ocultável
fenômeno anarquista de massa - o zelo manifesta-se pela difamação, ou (no
melhor dos casos) não se diz nada sobre as realizações concretas da
revolução, talvez com a colaboração de aqueles supostos
anarquistas/liberais, de alma embranquecida, que hoje se associam aos
coros interessados na crueldade dos anarquistas espanhóis durante os
acontecimentos revolucionários.
Redescobrir as páginas de história da Revolução Mexicana na perspectiva do
anarquismo tem uma utilidade dupla: a) histórica, tratando-se da primeira
Revolução do século XX° que, sem a influência anarquista, teria sido sem
dúvida diferente; b) política atual, porque os efeitos desta revolução são
a base do zapatismo do EZLN no Chiapas de hoje, e podem ser projetados,
por extensão, sobre o renovado dinamismo do anarquismo comunista
latino/americano neste milênio novo.
SÍNTESE DA HISTÓRIA MODERNA DO MÉXICO
Durante muito tempo a Revolução mexicana foi considerada na Europa como
folclórica, como uma jaquerie confusa indio/mestiça, de escassa valência
política/ideológica, que ocupa um lugar secundário na história. Avaliação
sem dúvida restritiva.
O México teve e tem uma história trágica que se manifesta no imaginário
coletivo do seu povo pela atribuição de uma conotação feminina à
mãe-terra, que tem o papel de Chingada (a mulher violada); e filhos da
Chingada são os mexicanos. A tragédia do México não teve origem na
conquista espanhola, sem dúvida vivida como uma catástrofe cósmica: o fim
de um mundo no sangue e na destruição, na colonização forçada das ruínas
do país e da psique mesma das pessoas.
O domínio azteca já era um domínio sangrento de um povo minoritário cujo
império - de acordo com uma ideologia religiosa - tinha que oferecer
continuamente sacrifícios humanos aos deuses. Os espanhóis - além de
idioma novo, religião nova, leis novas - levaram doenças que dizimaram os
sobreviventes da guerra de conquista, uma exploração selvagem de indígenas
e mestiços (estes nascidos depois da conquista), e para todos - dominantes
e dominados - a escura opressão espiritual da Inquisição católica.
No século XIX° os ventos originados pela Revolução francesa e o
napoleonismo chegaram também ao México, e deram força aos movimentos para
a independência do país. Mas houve aqui em elemento diferencial por
comparação aos outros países da América Latina. No México, o movimento
independentista não foi encorajado por membros das classes privilegiadas
(como, noutros lugares, Bolívar, Miranda, ou San Martín), mas por
camponeses indígenas e mestiços, dirigidos por dois padres, eles também
camponeses: primeiro o Miguel Hidalgo (1810-1811) e depois o José María
Morelos (1814), ambos derrotados e fuzilados pelos espanhóis.
O mestiço Agustín Itúrbide em 1821, levou o México à independência, e no
ano seguinte será proclamado imperador, terminando a sua vida em 1824
frente a um pelotão de execução. Será então o general António López de
Santa Ana a dirigir o México republicano de 1835 até 1855; e Santa Ana
terá que fazer frente à voracidade incipiente do imperialismo yankee. Em
1835 houve a secessão dos colonos norteamericanos do Texas (cuja entrada
na região foi imprudentemente favorecida pelo governo próprio mexicano)
que - depois da vitória efêmera de Santa Ana em Álamo - em 1836 se
concluiu com a independência texana.Os Texas uniu-se aos Estados Unidos no 1845, e no mesmo ano (sacudindo a
bandeira do "destino manifesto"; o deles) o governo de Washington achou a
maneira de fazer a guerra contra a república mexicana; guerra concluída em
1848: as partes assinaram o tratado de Guadalupe Hidalgo que privou o
México de territórios ulteriores: Alta Califórnia, Arizona, Novo México,
Colorado.Deposto Santa Ana no de 1855 (ele escapou para Cuba) chegou finalmente à
Presidência o índio Benito Juárez, liberal radical que desde a defesa da
independência do que ficava do México quis passar a um horizonte mais
grande: a Reforma da ordem social mexicana. O que significou luta contra a
conservação feudal, as oligarquias do latifundio e - por conseqüência
natural - a igreja católica que sempre foi um sólido pilar político,
econômico e espiritual, em favor daquelas classes sociais.O México precipitou novamente na guerra civil desencadeada pelas direitas
reacionárias e conservadoras, com o agravar de uma intervenção estrangeira
- França, Espanha e Grã Bretanha - no ano de 1864, depois da interrupção
nos pagamentos das dívidas externas da república mexicana, por causa de
dificuldades econômicas. O emperador Napoleón III° tinha reais projetos
imperialistas e invadiu o país de acordo com as direitas mexicanas. O
Maximilian de Habsburgo aceitou a coroa imperial oferecida-lhe pelos
conservadores, sem bases reais de consentimento no país, só apoiado pelas
baionetas francesas.A reação armada de Juárez, apoiado pelo povo, concluiu a aventura do
Maximilian no ano de 1867 com o fuzilamento dele em Querétaro.Depois do Juárez começou, no 1876, o período ditatorial do Porfirio Díaz,
ex general juarista que afundou a Reforma (porém nunca escapada dos seus
límites liberais) criando aquela situação social explosiva que rebenterá
no 1910.Naquele ano, os grandes proprietários de terras do México eram 840, e
aproximadamente 12 milhões os camponeses sem terra. As grandes
propriedades rurais tinham dimenções semelhantes às de uma província
europeia, e os fazendeiros nas suas terra eram praticamente os donos
absolutos de homens e coisas. O exército - armado com canhões e rifles
alemães e metralhadoras norteamericanas - era o verdadeiro fundamento do
régime do Porfírio Díaz.No inteiro mundo occidental não existia uma classe social dotada de um
nível de vida e poder comparável com o nível dos proprietários de terras e
minas mexicanos (naquela altura, o México producia um quarto da produção
mundial da prata).Os dois pilares principais do sistema das propriedades rurais eram:
a) as tiendas de raya = lojas de géneros comestíveis, licores e roupas de
baixa qualidade (os proprietários delas eram os próprios fazendeiros),
onde os camponeses de uma fazenda eram forçados a fazer as compras, também
e principalmente a crédito; por este sistema os fazendeiros - que
revendiam bens de pouco valor a preços superiores - quase recuperavam o
dinheiro atribuído aos salários e os camponeses endividados não podiam
mover-se das fazendas onde trabalhavam antes de ter pago as dívidas assim
contraidas (o sistema ainda está em uso em muitas partes de América do
Sul);b) a ley de fuga = que permitia aos donos de matar o camponês fugitivo;
para os trabalhadores rebeldes um castigo muito usado consistia em pôr o
rebelde num buraco na terra, com a cabeça fora, e fazê-la pisar pelos
cavalos a galope.Naturalmente as mulheres e filhas dos camponeses eram "carne de cama" para
os fazendeiros (por exemplo, foi esta situação, sufrida pela sua irmã, que
deu origem à carreira de bandido, antes da Revolução, de Francisco Doroteo
Arango chamado depois Pancho Villa).
Entretanto o povo vivia num estado de miséria extrema: 70% da população
alimentava-se de tortillas de milho, mas as importações de géneros
supérfluos e de luxo pelas exigências dos ricos faziam sair do país um rio
de dinheiro, de ouro e de prata para os Estados Unidos e a França. Outro
rio consistente de ouro saía do México em virtude dos lucros que o governo
de Díaz assegurava aos investimentos dos capitalistas estrangeiros. Por
volta de 1910, 97% das minas estavam nas mãos de americanos, ingleses e
franceses. Eram de sociedades USA todos os poços de petróleo descobertos
em Tampico, Tuxpán, Matamoros e Reinosa, tal como a maioria das minas de
prata e ouro da Sierra ocidental e da Sierra do Sul.
Quando em 1910 a situação explodiu, ocorreu a primeira revolução social do
século de XX°: uma revolução mais rural que urbana, cuja influência nos
outros países da área foi enorme. Por exemplo, sem a revolução mexicana
não seria possível explicar nem Augusto César Sandino na Nicarágua nem
Farabundo Martí em El Salvador.
AS ORIGENS DO ANARQUISMO MEXICANO
Seria um erro pensar, com base nas poucas fontes escritas existentes em
italiano solbre o assunto, que o anarquismo mexicano nasceu com o
pensamento e trabalho de Ricardo Flores Magón (1874-1922): o nascimento
desta corrente no México aconteceu pelo menos 50 anos antes da grande
revolução do 1910. O seu desenvolvimento ocorreu no quadro do México
depois da independência e da sua abertura às influências europeias.
Como era óbvio, a independência não resolveu nenhum dos problemas do país,
e começou um período longo de convulsões políticas e sociais/económicas,
ditaduras, intervenções militares estrangeiras (E.U.A. e França), perda de
quase a metade do território primitivo, tragado pelo imperialismo yankee,
motins populares e repressões. Problemas que existem ainda hoje -
naturalmente na mudança de contextos seguida à Revolução de 1910, por
causa da normalização feita pela burguesia "radical" saída vencedora dela.
A tentativa de Robert Owen em 1824, de instalar no Texas (região mexicana
naquela altura) uma concretização da sua sociedade perfeita chamada
"Harmonia Nova" não teve éxito, e a história do anarquismo no México
começou com o a pessoa do imigrado grego Plotinós Rhodakanaty. Inspirado
pelas idéias de Fourier e Proudhon, ele assumiu um certo conhecimento dos
problemas dos camponeses explorados pelos proprietários de terra, e quis
dar impulso a uma organização rural, enquanto obrava para constituir um
sistema socialista de colónias agrícolas.
Com o objetivo de fazer prosélitos editou a Nota Socialista, uma espécie
de catecismo fourierista. Não tendo podido juntar um número suficiente de
pessoas para organizar uma colónia agrícola, entrou numa escola
preparatória, e fazendo propaganda do socialismo libertário chegou a
formar em 1863 um grupo de estudo - o Grupo de Estudiantes Socialistas que
serão personalidades importantes no movimento socialista mexicano:
Santiago Villanueva, organizador do primeiro movimento de trabalhadores no
país; Hermenegildo Villavicencio colaborador daquele; Francisco Zalacosta,
figura de relevo na futura luta dos camponeses.
Completada a formação em 1864, aqueles estudantes darão vida à primeira
organização mútua mexicana, a Sociedad Particular de Socorros Mútuos, com
orientação socialista libertária. Do mesmo grupo de estudantes, em 1868
nasceu uma sociedade secreta de inspiração bakuninista - A Social-Sección
Internacionalista - que desapareceu em 1868, e foi formada novamente em
1871 (entre os sócios: Rhodakanaty, Villanueva, Zalacosta e
Villavicencio), exercendo uma influência notável na criação dos movimentos
camponês e de trabalhadores no decurso do século.Em Maio de 1865 Zalacosta, Villanueva e o grupo deles desenvolveu um papel
importante nas agitações que levaram à primeira greve, a dos trabalhadores
das fábricas têxteis de San Idelfonso Tlalnapantia e A Colmena, terminadas
com a intervenção armada do governo.
Depois desta derrota, Villavicencio e Villanueva criaram outra sociedade
bakuninista, a Sociedad Agrícola Oriental que nos anos '60, '70 e '80 do
século XIX foi o centro principal da atividade anarquista no México.
Entretanto Rhodakanaty continuava os esforços para constituir comunidades
agrícolas, e organizou em Chalco uma escola para camponeses - a Escuela
del Rayo y del Socialismo - de acordo com os princípios do socialismo
libertário. Um dos estudantes mais talentosos dele foi Julio Chávez López.Chávez López era a favor do recurso aos métodos enérgicos e à acção
directa, o que o pôs em contraste com o pacifismo inveterado de
Rhodakanaty, o qual deixou esta Escola em 1867. De seguida, Chávez López
desenvolveu um papel activo nas lutas armadas sociais que fizeram dele um
precursor do zapatismo.
Junto com alguns camaradas com as mesmas ideias dele, Chávez López começou
a atacar propriedades rurais, primeiro nas áreas de Chalco e Texcoco,
depois no Morelos do Sur, em San Martín Texmelucán e no Tlalpán. Em 1869 o
governo enviou uma expedição militar que só fez ampliar o apoio popular à
revolta, tanto que em Abril do mesmo ano, Chávez López teve a audácia de
publicar um cartaz para incitar os mexicanos à rebelião armada geral.
A importância de seu cartaz está no facto de que, pela primeira vez na
história mexicana, a revolta dos camponeses vir conceptualmente e
conscientemente integrada na luta de classes, dentro do contexto histórico
específico daquele país, com determinação clara dos papeis e das
responsabilidades das classes dominantes. O cartaz propunha também a
substituição do governo nacional com um sistema de governos autónomos
locais. Capturado, Chávez López pasado pouco tempo fugiu e retomou a luta
contra o exército até que, novamente capturado pelas tropas do Presidente
Benito Juárez, foi fuzilado a 1° de setembro de 1869.
Contudo, a derrota e morte de Chávez López, o regresso de Rhodakanaty para
a sua pátria, a falta de progressos de La Social e a Sociedad Particular
de Socorros Mútuos, não representam o fim do jovem anarquismo mexicano.
Entretanto Villanueva e Villavicencio constituíram a Sociedad Artística
Industrial que teve uma influência fundamental no desenvolvimento do
movimento dos trabalhadores, começando uma intensa ação de proselitismo na
área da capital entre os anos 1866 e 1867. No Verão de 1868 os
trabalhadores da fábrica têxtil 'A Fama Montesa' de Tlalpán, organizados
por Villanueva, fizeram pela primeira greve, a primeira na história
mexicana.Este evento deu impulso ulterior à actividade de organização, e em 1870 -
sempre por estímulo de Villanueva - foi criado o Centro General de los
Trabajadores Organizados, depois com o nome de Grande Círculo de Obreros
México. Villanueva morreu em 1872, mas o movimento estava em marcha, e no
1876 os esforços de criação de uma organização nacional levaram ao
Congresso General Obrero da República Mexicana; e, paralelamente, entre
1877 e 1878, La Social alcançou a sua máxima expansão, de maneira que
naquela fase os anarquistas ficavam hegemónicos no movimento operário. Em
1878 foi formado o Partido Comunista Mexicano, de tendência bakuninista,
que foi dissolvido muito depressa pela repressão do Porfírio Díaz.
Apesar da derrota de Chávez López, o movimento rural continuou a
trabalhar, encontrando apoio na imprensa operária da capital. Naquela
altura, portanto, surgia fora da realidade uma separação política entre o
mundo operário e o mundo rural, que -pelo contrário- acontecerá durante a
Revolução, e que será prejudicial para ambos. Na década 1870/1880 o mais
importante animador do movimento rural mexicano era José María González.
Estabelecido o longo regime ditatorial de Porfirio Díaz, o grupo
bakuninista organizado em La Social elaborará um plano revolucionário,
recebido favoravelmente pelos grupos rurais, que previa o colapso do
governo nacional, a criação de assembleias municipais autónomas, uma
reforma agrária radical, a abolição final do sistema de salário, a
formação de bancos territoriais para apoiar a venda dos produtos agrícolos
e a criação de um Falanstério Social para regular o trabalho urbano e
rural. Para apoiar desta iniciativa Zalacosta formou um Comité de
Coordenação, o Gran Comité Central Comunero.
No contexto destas agitações, o coronel Alberto Santa Fé publicou na
imprensa operária a Ley del Pueblo considerada o documento agrarista mais
sofisticado e mais complexo da altura antes da Revolução. Por esta
inciativa Santa Fé foi aprisionado.
A repressão do governo começou a desenvolver-se com dureza: Francisco
Zalacosta foi fuzilado na cidade de Querétaro em 1880, duas revoltas foram
afogadas em sangue pelo exército federal, os círculos anarquistas foram
fechados e progressivamente o governo pôde assumir o contrôlo do movimento
operário. Um golpe duro ao movimento anarquista das cooperativas foi dado
através de uma norma que as ilegalizou e, quando a norma foi revocada, a
legalização das cooperativas foi subordinada ao regulamento e controle do
governo. Tentativas ulteriores de revolta foram reprimidas, como aconteceu
em 1886 com a revolta do general Miguel Negrete, que - no Estado de
Morelos- já anteriormente tinha dado o seu apoio à ação de Chávez López.
Negrete foi fuzilado no mesmo ano.Lembramos, finalmente, que entre o 1898 e o 1899 o anarquista catalão J.
Zaldivar constituiu grupos anarquistas na península de Yucatan.




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