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{Info on A-Infos}
(it) san paolo
From
simone <anarctimo@yahoo.it>
Date
Tue, 24 Apr 2001 12:42:26 -0400 (EDT)
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A - I N F O S N E W S S E R V I C E
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São Paulo, 22 de abril de 2001 no maldito calendário cristão
Questi sono un paio di resoconti a proposito di una giornata di
scontri (lo scorso Venerdì) nella megalopoli brasiliana. Attaccate
una decina di Banche, un McMerda, negozi costosi, prestigiose auto
d'importazione, occupato e imbrattato l'atrio di una società
finanziaria, strappate dalle mani di un tipo del partito comunista
(palesemente fuoriluogo come la sua stessa esistenza) bandiere
nazionali, testè incendiate, bloccata per ore l'Avenida Paulista
(arteria fondamentale, per parlare a uno che sta dall'altra parte,
dicono i paulisti, fai prima a telefonare).
Capocce aperte, arresti (soprattutto tra i PunK, tra i più attivi).
La capoccia e il naso spaccati di cui si parla qui di seguito
appartengono a un mio amico del CAVE, collettivo di ecologisti/e
anarchici/e di Santos (100km da San Paolo) molto attivi nella lotta
contro una centrale termoelettrica in costruzione a "Cubatao".
Ma le capocce aperte le contano anche gli sbirri.
Nel secondo racconto, ad esempio, un compagno, nel divincolarsi
sferra una pietrata in testa a un comandante e "os comandantes não
usam capacete( casco)".
San Paolo, come sottolinea la seconda corrispondenza (anche se in
toni troppo vittimistici) non è Europa o StatiUniti. Le "tropa de
Choque" fanno male e il blando freno della pacificazione occidentale
lascia il posto ai grilletti.
Ma le compagne e i compagni pure loro fanno male...
'Há uma arte punk que intimida os Monstros e isso deve ser ensinado
aos demais manifestantes. Obrigado mais uma vez aos punks!
Que tal, compas!?
Acabei de chegar da manifestação contra a ALCA, realizada nesta tarde
de sexta-feira, em São Paulo.
Se tivesse que resumir em poucas palavras este protesto, definiria
assim: muita violência policial, bombas de gás lacrimogêneo,
corre-corre, pedradas, ferido@s e prisões.
O ato teve início por volta das 12 horas, em frente ao prédio da
Gazeta, na Avenida Paulista, com muita batucada, distribuição de
folhetos, gritos de guerra, apitaços, performances, engolidores de
fogo, faixas, “carnaval”...
Até este momento a manifestação transcorria num clima muito positivo
e alegre. Apesar da forte presença policial, que estava espalhada em
grupinhos por toda a Avenida Paulista.
Segundo um anarco-punk, por volta das 11 horas, quatro punks foram
presos pela policia militar, enquanto dezenas de punks eram
submetidos a uma “geral”.
Na concentração, acredito que o número de manifestantes era superior
a 1000 pessoas, notadamente de jovens, muitas mulheres. A presença
anarquista mais uma vez foi marcante, com suas bandeiras negras e
vermelho/negra, e cânticos. Destaque para a presença dos grupos
punks, anarco-punks, da Resistência Popular, do Coletivo Alternativa
Verde e da Ação Local por Justiça Global, que ao meu ver, eram os
grupos mais organizados no ato.
Por volta das 13 horas, @s manifestantes se dirigiram em passeata
pelo calçadão ao prédio do City Bank. Lá foram pronunciadas algumas
palavras de ordem.
Logo depois, o protesto seguiu para o prédio da Federação das
Industrias do Estado de São Paulo - FIESP, com alguns manifestantes
invadindo e parando o trânsito de uma mão da Avenida Paulista. A
partir daí a polícia interveio com violência, tentando retirar @s
manifestantes da rua. Muitos manifestantes gritavam: “a rua é do
povo, vamos ocupar”. Neste momento, um grupo de ativista do CAVE
abriu uma faixa de 10 metros contra a instalação da termelétrica em
Cubatão. Rapidamente, e de surpresa, um policial desferiu um golpe de
cacetete certeiro na cabeça de um membro do CAVE, que ficou tonto por
uns segundos. Ele teve a cabeça aberta e o nariz lesionado. Até o
óculos que usava foi quebrado.
Sem se intimidar, alguns manifestantes partiram para cima dos
policiais, se estabelecendo o primeiro conflito, com muita troca de
socos, empurrões e bate-boca.
Na confusão, @s manifestantes invadiram o prédio da FIESP e
derramaram tinta vermelha na entrada do edifício. Além de picharem a
fachada do prédio.
Neste instante, o número de policiais girava em torno de 100 ou 150.
Mas como o número de manifestantes era bem superior, rapidamente a
polícia pediu reforço, para a Tropa de Choque, que estava armada até
os dentes, com helicóptero e um carro lança água.
Com o conflito estabelecido, @s manifestantes caminharam até o prédio
do Banco Central. Por um momento, cerca de 30 minutos, o conflito se
acalmou, com um coronel da PM tentando negociar com @s manifestantes
a liberalização da Avenida Paulista, que já tinha uma de suas mãos
paralizadas há mais de duas horas. Até aí já haviam sido presas
dezenas de pessoas e baixas dos dois lados. Várias pessoas saíram com
cortes na cabeça por golpes da polícia. Mas muitos policiais também.
No conflito, uma menina foi atingida no olho por uma bala de
borracha.
Com a chegada da Tropa de Choque, o conflito voltou de forma ainda
mais violenta. A Avenida Paulista parecia, na verdade foi
transformada num verdadeiro campo de guerra. Sirenes, viaturas, gás
lacrimogêneo, correria, enfrentamentos, pedradas e pessoas feridas
era a marca do ato.
Enquanto centenas de manifestantes “brigavam” com os policiais, mais
algumas centenas iam destruindo com pedradas as fachadas envidraçadas
de vários bancos ali instalados. Foram danificados os Banco Bradesco,
Itaú, Nossa Caixa, Banco Central, um Mc Donald’s, um Bob’s e algumas
lojas da moda. Até alguns automóveis importados que passavam do outro
lado da pista, foram atacados pelos manifestantes.
Um fato curioso que presenciei na manifestação, foi quando um
partidário do PC do B ergueu uma bandeira do Brasil e gritou umas
palavras de ordem contra o FHC e o FMI. Imediatamente um anarquista
tomou a bandeira do sujeito e logo depois queimou-a, juntamente com
uma bandeira dos EUA e um “garrafão” da Coca-Cola, numa fogueira
armada no meio da avenida.
Por volta das 16 horas, @s manifestantes começaram a se dispersar ,
já que o local estava tomado de policiais. Naquele momento existia,
por volta de 60 pessoas presas, a maioria punks, que eram alvo fáceis
de identificar, por sua vestimentas.
Confesso que nunca tinha visto em São Paulo tamanha repressão e
resistência das pessoas. Sinceramente acho que vou ter que levar
alguns dias para me recuperar de tamanha adrenalina e tesão.
Dizem que temos que viver a vida intensamente. Pois é, hoje, vivi
intensamente, resistindo e atacando aqueles que nos humilham
diariamente. Afinal, como diz uma zapatista, “percebi que minha vida
só seria diferente da vida da minha mãe se eu lutasse; eu já não
tinha mais nada a perder”. Acho que é isso, eu não tinha nada a
perder.
O Anarquismo vive! A luta continua!!!
Moésio Rebouças
Agência de Notícias Anarquistas-ANA
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